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Rio de Janeiro

Câmeras de PMs estavam descarregadas em abordagem que terminou com morte de médica no Rio

Redação Blé NewsRedação Blé News
18 de março de 2026 às 04:44

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Médica Andréa Marins Dias, de 61 anos
Médica Andréa Marins Dias, de 61 anosReprodução

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Polícia confirma falha nos equipamentos durante ação que matou a médica Andréa Marins Dias, de 61 anos, na zona norte do Rio de Janeiro.

A morte da médica Andréa Marins Dias, de 61 anos, durante uma ação da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, ganhou um novo elemento de preocupação: as câmeras corporais dos policiais envolvidos estavam descarregadas no momento da ocorrência.

O caso aconteceu no último domingo (15), no bairro de Cascadura, zona norte do Rio de Janeiro, quando a médica foi atingida por disparos de fuzil após ter seu carro confundido com o de criminosos que atuavam na região.

Em nota oficial, a Polícia Militar informou que os equipamentos estavam sem carga durante a abordagem. A corporação destacou que existem normas rígidas determinando que, ao identificar falhas nas câmeras, o policial deve retornar à base para substituição do equipamento.

Vale ressaltar que na corporação existem normas rígidas que determinam que os policiais, ao perceberem que há qualquer tipo de falha ou mau funcionamento das câmeras, devem regressar à unidade de origem para substituição dos equipamentos”, diz a nota da PM. 

Mesmo assim, a ocorrência seguiu sem o registro audiovisual — o que agora levanta dúvidas sobre a transparência da ação.

O caso está sendo investigado pela área correcional da Secretaria da Polícia Militar.

Os três policiais envolvidos na ação foram afastados das atividades operacionais enquanto as investigações seguem.

A principal linha de apuração aponta que o carro da médica foi confundido com o de suspeitos envolvidos em roubos na região, o que teria motivado a ação policial.

Morte de médica levanta questionamentos sobre uso de câmeras corporais — Foto; Reprodução 

Quem era Andréa Marins Dias

A vítima era uma profissional respeitada na área da saúde. Andréa Marins Dias atuava como cirurgiã oncológica e também era especialista no tratamento de endometriose.

Ela foi enterrada nesta terça-feira (17), no Cemitério da Penitência, no bairro do Caju, na zona portuária do Rio.

Caso reacende debate sobre protocolos policiais

A ausência de imagens das câmeras corporais — consideradas fundamentais para garantir transparência e segurança nas abordagens — reacende o debate sobre o cumprimento dos protocolos dentro das forças de segurança.

O caso segue sob investigação.

 

Fonte; Agência Brasil 

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