Casa Coletiva promove vivência de saúde mental com ancestralidade para mulheres em Manaus

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Evento reúne psicologia, arte e saberes de matriz africana para fortalecer o cuidado coletivo e o autocuidado feminino
A Casa Coletiva de Manaus realiza neste domingo (29) o projeto “Vivência do Cuidado Coletivo”, voltado à saúde mental de mulheres. A iniciativa acontece na zona norte de Manaus e reúne profissionais da psicologia, artistas e representantes de religiões de matriz africana em uma programação que mistura acolhimento, espiritualidade e troca de saberes.
A proposta do evento é simples, mas potente: fortalecer o cuidado emocional por meio da coletividade. A programação inclui palestras, oficinas e apresentações culturais que incentivam o autocuidado e o fortalecimento de vínculos.
Um dos destaques é o debate “Cuidado em Rede: Aquilombar a Mente”, conduzido pela psicóloga Rosemary Alves.
“Aquilombar a mente é criar refúgios, é tecer vínculos, é transformar dor em resistência e existência”, explica a especialista.
Outro momento importante da programação é a oficina “Axé das Yabás: autocuidado feminino ancestral com folhas e ervas sagradas”, conduzida por Carla de Oyá.
A atividade propõe uma imersão nos saberes tradicionais das culturas de matriz africana, utilizando ervas e folhas como instrumentos de cura, equilíbrio e fortalecimento da energia feminina.
Durante a vivência, as participantes poderão experimentar práticas como:
- Banhos com ervas
- Preparação de óleos e unguentos naturais
- Produção de chás medicinais
A programação também inclui o show “Axé Ancestral: Cantos Sagrados do Terreiro”, apresentado pela artista Phamela dos Anjos.
“É uma oportunidade para conectar mulheres com sua ancestralidade feminina e enfrentar os desafios com coragem e equilíbrio”, destaca a artista.
📍 Serviço
- Evento: Vivência do Cuidado Coletivo
- Data: Domingo (29)
- Horário: A partir das 9h
- Local: Casa Coletiva de Manaus – Av. João Câmara, 1334, Novo Aleixo
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Cuidado, conexão e pertencimento
Mais do que um evento, a iniciativa propõe um reencontro com o coletivo, com a ancestralidade e com o próprio corpo.
Em tempos de sobrecarga emocional, experiências como essa mostram que cuidar da mente também é um ato de resistência.
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