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Saúde & Bem Estar

Cientistas brasileiros são premiados por avanços no diagnóstico e prevenção do Alzheimer

Redação Blé NewsRedação Blé News
23 de março de 2026 às 15:58

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Mychael Lourenço e Wagner Brum são premiados por avanços no diagnóstico e prevenção do Alzheimer
Mychael Lourenço e Wagner Brum são premiados por avanços no diagnóstico e prevenção do AlzheimerFernando Frazão e AAIC/Divulgação

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Pesquisas lideradas por Mychael Lourenço e Wagner Brum destacam o Brasil na busca por diagnóstico precoce e novos caminhos contra a doença.

Dois cientistas brasileiros ganharam destaque internacional por pesquisas inovadoras sobre a Doença de Alzheimer. O neurocientista Mychael Lourenço, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e o médico Wagner Brum, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foram premiados por suas contribuições na busca por diagnóstico precoce e novas formas de prevenção da doença, que ainda não tem cura.

Mychael Lourenço recebeu o prêmio ALBA-Roche Prize for Excellence in Neuroscience Research, concedido a cientistas em meio de carreira com contribuições relevantes.

Wagner Brum foi reconhecido pela Alzheimer’s Association como “One to Watch”, destacando jovens talentos promissores na área.

Um desafio global que cresce no Brasil

A Doença de Alzheimer é um dos maiores desafios da medicina moderna. Atualmente, cerca de 40 milhões de pessoas vivem com a doença no mundo — aproximadamente 2 milhões só no Brasil.

O problema tende a crescer com o envelhecimento da população, o que torna a pesquisa ainda mais urgente.

Desde sua descoberta pelo médico Alois Alzheimer, em 1906, sabe-se que a doença está associada ao acúmulo de proteínas no cérebro, como a beta-amiloide e a tau.

Apesar disso, tratamentos que removem essas placas ainda não conseguem reverter o quadro — o que indica que a ciência ainda busca entender a raiz do problema.

Pesquisador da UFRJ Mychael Lourenço, que estuda Alzheimer e recebeu o prêmio ALBA-Roche Prize for Excellence in Neuroscience Reserach em 2026 — Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Diagnóstico precoce pode ser a chave

Uma das principais apostas da ciência está no diagnóstico precoce.

O laboratório de Lourenço investiga biomarcadores no sangue que possam identificar a doença antes mesmo do surgimento dos sintomas.

“A doença começa muito antes de aparecer. Precisamos identificar essa janela”, explica o pesquisador.

O pesquisador Wagner Brum foi premiado pela organização americana Alzheimer’s Association — Foto: AAIC/Divulgação

Exame de sangue pode revolucionar diagnóstico

Já o trabalho de Wagner Brum foca na aplicação prática desses avanços.

Ele desenvolveu protocolos para um exame de sangue capaz de detectar a proteína p-tau217, um dos principais indicadores do Alzheimer.

O teste já é utilizado em laboratórios da Europa e dos Estados Unidos, mas ainda é pouco acessível no Brasil.

O grande objetivo dos pesquisadores é levar esse tipo de diagnóstico para o Sistema Único de Saúde (SUS), tornando o acesso mais amplo.

Hoje, exames mais precisos — como o líquor ou PET-CT — ainda são caros e pouco disponíveis.

Um olhar para o futuro

As pesquisas também investigam por que algumas pessoas, mesmo com alterações no cérebro, não desenvolvem sintomas — um fenômeno chamado de “resiliência”.

Casos como o da atriz Fernanda Montenegro, que segue ativa e lúcida aos 96 anos, ajudam a levantar novas perguntas sobre o envelhecimento saudável.

Os prêmios reforçam o papel do Brasil na produção científica global e mostram que há avanços concretos na busca por respostas para uma das doenças mais desafiadoras da atualidade.

 

Fonte; Agência Brasil

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