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Justiça

Defesa de Daniel Vorcaro pede ao STF investigação sobre vazamento de mensagens íntimas do celular do banqueiro

Redação Blé NewsRedação Blé News
06 de março de 2026 às 19:24· Atualizado em 14/03/2026 às 21:49

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Vazamento de mensagens do celular do banqueiro Daniel Vorcaro pode virar novo caso no STF.
Vazamento de mensagens do celular do banqueiro Daniel Vorcaro pode virar novo caso no STF.Reprodução

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Advogados afirmam que nem a própria defesa teve acesso ao material divulgado pela imprensa; conversas citam autoridades e geram nova tensão em investigação da Operação Compliance Zero.

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de uma investigação para apurar o vazamento de mensagens extraídas do celular do empresário. Segundo os advogados, parte do material divulgado na imprensa inclui conversas íntimas e supostos diálogos com autoridades, incluindo menções ao ministro do STF Alexandre de Moraes. O pedido foi apresentado após a circulação de prints e relatos publicados em veículos de comunicação nesta sexta-feira (6).

Advogados dizem que material pode ter sido editado

Em nota, a defesa afirma que as mensagens estão sendo divulgadas “para os mais diversos meios de comunicação” e alerta que o conteúdo pode ter sido editado ou retirado de contexto.

Os advogados destacam ainda que nem mesmo a própria defesa teve acesso ao material que vem sendo publicado pela imprensa, o que levanta dúvidas sobre a origem do vazamento.

No pedido encaminhado ao STF, a defesa solicitou que seja instaurado um inquérito para identificar quem teve acesso aos dados apreendidos.

Requeremos que seja instaurado inquérito para identificar a origem dos vazamentos e que a autoridade policial apresente a relação de todas as pessoas que tiveram acesso ao conteúdo dos aparelhos apreendidos”, disseram os advogados.

Segundo eles, o objetivo não é investigar jornalistas, mas sim apurar a responsabilidade de quem tinha o dever legal de manter o material sob sigilo judicial.

Conversas com autoridades entram no foco

Entre os conteúdos divulgados pela imprensa estão supostas trocas de mensagens entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

Prints dessas conversas foram publicados pelo jornal O Globo. Em resposta ao veículo, Moraes negou ter recebido as mensagens.

O ministro Alexandre de Moraes não recebeu essas mensagens referidas na matéria. Trata-se de ilação mentirosa no sentido, novamente, de atacar o Supremo Tribunal Federal”, afirmou o comunicado.

Além disso, conversas atribuídas ao banqueiro com sua ex-namorada, Martha Graeff, indicariam suposta proximidade com parlamentares, políticos e autoridades do Judiciário. Nos diálogos, ele afirma ter discutido temas relacionados ao Banco Master, incluindo uma possível negociação para vender a instituição ao Banco Regional de Brasília (BRB).

Defesa afirma que HD foi lacrado

De acordo com os advogados, o espelhamento dos dados do celular de Vorcaro foi entregue à defesa no dia 3 de março.

Segundo eles, o HD contendo os arquivos foi imediatamente lacrado, na presença de policiais, advogados e de um tabelião, para preservar o sigilo das informações.

A defesa argumenta que a divulgação de conversas privadas pode prejudicar as investigações e expor pessoas que não têm relação com o caso.

Espera-se que as autoridades que violaram seu dever funcional de resguardar o sigilo sejam identificadas e responsabilizadas”, diz a nota.

Operação investiga fraude bilionária

Daniel Vorcaro foi preso novamente pela Polícia Federal na última quarta-feira (4), durante a terceira fase da Operação Compliance Zero.

Em 2025, o empresário já havia sido alvo de prisão na mesma investigação, mas obteve liberdade provisória com uso de tornozeleira eletrônica.

A nova prisão foi fundamentada em mensagens encontradas no celular do banqueiro, apreendido na primeira fase da operação. Nos diálogos, ele teria feito ameaças a jornalistas e outras pessoas que contrariaram seus interesses.

A Operação Compliance Zero investiga fraudes bilionárias no Banco Master, que podem ter causado um rombo estimado em até R$ 47 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mecanismo responsável por ressarcir investidores em caso de quebra de instituições financeiras.


Fonte; Agência Brasil

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