BleNews
BleNews
Siga-nos
Rio de Janeiro

Deputada influencer deve R$ 1,7 BILHÃO à União; entenda o caso da família Poncio e a dívida que supera 467 políticos

Redação Blé NewsRedação Blé News
06 de abril de 2026 às 17:15

Compartilhar notícia

A deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade-RJ) tem uma fortuna... negativa. Ela deve R$ 1,7 BILHÃO à União.
A deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade-RJ) tem uma fortuna... negativa. Ela deve R$ 1,7 BILHÃO à União.Reprodução/Instagram/Sarah Poncio

PUBLICIDADE

Espaço para anúncio

Sarah Poncio (Solidariedade-RJ) é apontada como devedora contumaz pela PGFN. Enquanto isso, a família ostenta luxo nas redes e o patriarca, conhecido como “Pastor do Cigarro”, alega perseguição jurídica.

A parlamentar tem 3,4 milhões de seguidores no Instagram, posa com bolsas de grife e inaugura fábricas de bebidas. Mas, por trás do brilho das redes sociais da deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade-RJ), há uma dívida bilionária com a União que a coloca no topo de um ranking nada honroso. Segundo levantamento do Estadão e dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), o CPF da parlamentar carrega um débito de R$ 1,74 bilhão – valor superior à soma das dívidas de 467 políticos eleitos em 2022.

Para dimensionar: a dívida de Sarah é quase 50 vezes maior que o patrimônio que ela declarou à Justiça Eleitoral (cerca de R$ 2 milhões). A maior parte da cobrança (R$ 1,3 bilhão) vem de sonegação de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), seguida por débitos de Cofins que somam R$ 114,8 milhões.

Mas ela não está sozinha. A família Poncio, dona de um verdadeiro império no ramo do tabaco (o que rendeu ao patriarca Márcio Poncio o apelido de “Pastor do Cigarro”), tem dívidas compartilhadas que, juntas, chegam a impressionantes R$ 2,9 bilhões com a União.

O caso levanta uma bandeira vermelha para especialistas: o comportamento da família se encaixa no conceito de devedor contumaz – aquele que reiteradamente deixa de pagar tributos de forma substancial e injustificada.

“Aí você entende porque a legislação demorou oito anos para ser votada”, disparou Emerson Kapaz, presidente do Instituto Combustível Legal, em entrevista ao Estadão. Ele sugere que a existência de políticos com dívidas gigantescas trava a aprovação de leis mais duras contra a sonegação.

Curiosamente (ou nem tanto), a Lei Complementar 225 que tipifica o devedor contumaz só foi sancionada em janeiro deste ano, após a operação “Carbono Oculto” expor a captura do setor de combustíveis pelo crime organizado. Para Kapaz, quem se colocava contra o projeto, na prática, se aliaria ao crime.

 A defesa da família: “Ela tinha 8 anos”

Procurada pelo jornal, a deputada não respondeu. Já seu pai, Márcio Poncio, saiu em defesa nas redes sociais. A alegação central é de que as dívidas são de uma empresa encerrada em 2011, referentes a 2006 – quando Sarah tinha apenas 8 anos de idade.

“As informações em circulação não refletem a realidade jurídica do caso. O processo encontra-se suspenso, pendente de julgamento”, escreveu ele, afirmando que a inclusão da filha no grupo econômico é “absolutamente indevida”.

Quando tomou posse em 2025, Sarah prometeu provar que as dívidas não eram dela. Até agora, os débitos aumentaram R$ 200 milhões.

Leia também; Intolerância religiosa no Brasil: Disque 100 registra 2.774 denúncias entre 2025 e 2026

Polêmica, luxo e poder digital

A família Poncio é uma máquina de engajamento. Entre eles estão o cantor gospel Saulo Poncio (2 milhões de seguidores) e a ex-nora Gabi Brandt (6,1 milhões). A vida de ostentação contrasta com a situação fiscal: jatinhos, festas e empreendimentos de luxo são a vitrine de um império que inclui fábricas de cigarros, bebidas, táxi aéreo e até uma igreja (a Igreja da Nuvem, que bombou na pandemia).

E não é a primeira polêmica do clã. Em 2017, o público gospel foi abalado por uma novela real envolvendo Sarah, seu então marido (que engravidou a cunhada) e seu irmão. Uma trama digna de streaming, mas com consequências políticas reais.

O que acontece agora?

Com a nova lei em vigor, empresas e pessoas físicas classificadas como devedores contumazes podem ter o CNPJ baixado, perder benefícios fiscais, ficar impedidas de licitar com o poder público e até responder criminalmente – sem escapar da punição apenas pagando o débito.

Leia também;

Humorista Tiago Santineli é levado à delegacia após tumulto em show sobre umbanda em BH

Ataque a terreiro de Umbanda em São Bernardo do Campo expõe avanço da intolerância religiosa

PUBLICIDADE

Espaço para anúncio