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Dia Internacional da Mulher: protestos em todo o Brasil denunciam violência e cobram direitos

Redação Blé NewsRedação Blé News
09 de março de 2026 às 04:07· Atualizado em 14/03/2026 às 21:49

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Protestos pelo Dia da Mulher tomam as ruas do Brasil com denúncias de violência e pedidos por mais direitos
Protestos pelo Dia da Mulher tomam as ruas do Brasil com denúncias de violência e pedidos por mais direitosTomaz Silva/Agência Brasil

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Manifestações em diversas capitais colocam feminicídio, direitos trabalhistas e democracia no centro do debate

O Dia Internacional da Mulher foi marcado neste 8 de março por protestos e mobilizações em várias cidades do Brasil. Atos organizados por movimentos sociais, organizações feministas e coletivos populares reuniram manifestantes nas cinco regiões do país, com denúncias contra a violência de gênero e reivindicações por mais direitos para as mulheres.

As manifestações ocorreram em capitais como Manaus, Belém, Salvador, Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre, reunindo milhares de pessoas nas ruas para exigir políticas públicas mais eficazes no combate à violência contra a mulher.

A principal pauta das manifestações deste ano foi o aumento da violência contra mulheres no país.

Segundo um relatório da Rede de Observatórios da Segurança divulgado na última sexta-feira (6), doze mulheres foram vítimas de violência a cada 24 horas em 2025, um aumento de 9% em relação ao ano anterior.

O levantamento também mostra que os principais agressores são companheiros ou ex-companheiros, o que reforça o cenário de violência doméstica no país.

Outro estudo, o Relatório Anual de Feminicídios no Brasil 2025, elaborado pelo Laboratório de Estudos de Feminicídios da Universidade Estadual de Londrina, revela números ainda mais preocupantes.

📊 Em 2025, o Brasil registrou:

  1. 6.904 vítimas de feminicídio (entre casos consumados e tentativas)
  2. 2.149 mulheres assassinadas
  3. 4.755 tentativas de feminicídio
  4. Média de quase seis mulheres mortas por dia

O número representa um aumento de 34% em relação a 2024, quando foram registradas 5.150 vítimas.

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Divergência nos dados oficiais

Os números do relatório são 38,8% maiores do que os divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil por meio do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública.

Segundo o sistema, os estados reportaram 1.548 mortes por feminicídio em 2025.

A diferença ocorre porque o estudo acadêmico inclui casos em análise e tentativas, além de cruzar diferentes bases de dados para identificar ocorrências que podem não ter sido classificadas inicialmente como feminicídio.

Outro dado que chamou atenção no levantamento foi o crescimento acelerado dos casos.

Entre 2020 e 2025, o número de registros de feminicídio triplicou no Brasil, saltando de 4.210 para 12.012 ocorrências.

Os números reforçam o alerta de especialistas e ativistas sobre a necessidade de políticas públicas mais eficazes de prevenção, proteção às vítimas e punição dos agressores.

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Outras pautas dos protestos

Além do combate à violência, os atos também levantaram outras bandeiras importantes para os movimentos sociais.

Entre elas:

  1. Fim da escala de trabalho 6x1
  2. Defesa da democracia
  3. Soberania nacional
  4. Críticas ao que os manifestantes chamam de interferência ou imperialismo internacional, especialmente relacionado às ações dos Estados Unidos na política global.

A origem do Dia Internacional da Mulher

Celebrado mundialmente em 8 de março, o Dia Internacional da Mulher tem origem nas lutas feministas e trabalhistas do final do século XIX e início do século XX.

Na época, mulheres ao redor do mundo reivindicavam:

  1. direitos trabalhistas
  2. igualdade salarial
  3. melhores condições de trabalho
  4. participação política

Mais de um século depois, muitas dessas pautas continuam presentes nas ruas e no debate público.

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Como denunciar violência contra a mulher

Casos de violência contra mulheres podem ser denunciados por diferentes canais oficiais no Brasil:

📞 190 — Polícia Militar

📞 180 — Central de Atendimento à Mulher

📞 100 — Disque Direitos Humanos

Também é possível procurar uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM).

As denúncias podem ser feitas de forma anônima e são consideradas fundamentais para combater a violência e proteger vítimas.


Fonte; Agência Brasil

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