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Brasil

Entidades reagem a plano contra jornalistas e cobram punição exemplar no caso Vorcaro

Redação Blé NewsRedação Blé News
05 de março de 2026 às 00:45· Atualizado em 14/03/2026 às 21:49

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Entidades de imprensa repudiam plano contra jornalista revelado pela Operação Compliance Zero
Entidades de imprensa repudiam plano contra jornalista revelado pela Operação Compliance ZeroRovena Rosa/Agência Brasil

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Organizações de imprensa classificam como “prática mafiosa” tentativa de intimidação revelada pela Operação Compliance Zero

Entidades representativas do jornalismo brasileiro se manifestaram nesta quarta-feira (4), em repúdio aos planos atribuídos ao banqueiro Daniel Vorcaro contra profissionais da imprensa. As informações vieram à tona na decisão do ministro Andre Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Operação Compliance Zero.

Segundo a investigação da Policia Federal (PF), o empresário mantinha um núcleo voltado à vigilância e intimidação de jornalistas, com o objetivo de “calar a voz da imprensa que ousasse emitir opinião contrária aos seus interesses privados”, conforme destacou o magistrado.

“Estarrecedor”, dizem entidades

Um dos episódios citados envolve mensagens trocadas entre Vorcaro e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, nas quais teria sido cogitada a simulação de um assalto para agredir o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo.

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) classificou a revelação como “estarrecedora” e apontou que o plano representaria um grave atentado à liberdade de imprensa.

Em nota, O Globo afirmou que não se intimidará e que continuará acompanhando o caso com rigor jornalístico.


Ameaças a jornalista após denúncias contra banqueiro: mensagens interceptadas revelam suposta intimidação e ampliam debate sobre liberdade de imprensa


“Práticas mafiosas” e ataque à democracia

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) declarou que a tentativa de intimidar jornalistas por meio da violência é um ataque inaceitável ao Estado de Direito.

No mesmo tom, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro afirmaram que o episódio reflete um ambiente de hostilidade crescente contra a imprensa no país.

Para a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), trata-se de uma “agressão brutal” não apenas contra profissionais da comunicação, mas contra o direito da sociedade de ser informada.

Já a Repórteres Sem Fronteiras (RSF) considerou o caso “pedagógico”, por evidenciar comportamentos típicos de organizações criminosas diante de reportagens de interesse público, e pediu resposta exemplar da Justiça.

Liberdade de imprensa em debate

O Observatório da Violência contra Jornalistas ressaltou que a liberdade de imprensa, prevista no artigo 220 da Constituição Federal, não é um privilégio corporativo, mas um direito coletivo da sociedade.

As entidades defendem investigação rigorosa, responsabilização dos envolvidos e adoção de medidas concretas para proteger profissionais da comunicação.

O caso segue sob apuração judicial.



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