Escritório ligado à família de Alexandre de Moraes diz que nunca atuou no STF em casos do Banco Master

Banca comandada pela esposa do ministro divulgou nota após repercussão sobre consultoria jurídica prestada à instituição financeira investigada.
O escritório de advocacia Barci de Moraes, ligado à família do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou uma nota nesta segunda-feira (9), afirmando que nunca atuou em processos do Banco Master dentro do STF. O comunicado detalha os serviços prestados ao banco e surge após repercussão envolvendo o nome do ministro e o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado na Operação Compliance Zero.
Segundo a nota divulgada pela banca, o escritório — comandado pela advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro — prestou serviços jurídicos ao Banco Master entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025.
Durante esse período, o trabalho foi conduzido por uma equipe de 15 advogados.
De acordo com o comunicado, foram realizados:
- 36 pareceres jurídicos
- 94 reuniões de trabalho
- Consultorias voltadas para compliance e governança corporativa
As atividades incluíram a elaboração e implementação de políticas internas, além do desenvolvimento do código de ética e conduta da instituição financeira.
Um dos pontos enfatizados na nota é que o escritório não atuou em processos no Supremo Tribunal Federal relacionados ao Banco Master.
Segundo o comunicado oficial:
“O escritório esclarece ainda que nunca conduziu nenhuma causa para o Banco Master no âmbito do STF.”
A declaração busca afastar qualquer possível conflito de interesses envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, que integra a Corte.
Contrato milionário foi revelado pela imprensa
Os valores pagos pelos serviços jurídicos não foram informados oficialmente pelo escritório. No entanto, reportagem publicada pelo jornal O Globo no ano passado indicou que o contrato poderia chegar a R$ 129 milhões ao longo de três anos.
Segundo a estimativa divulgada na época, os pagamentos mensais seriam de aproximadamente R$ 3,6 milhões.
Esses repasses teriam sido suspensos após a liquidação da instituição financeira pelo Banco Central.
A divulgação da nota acontece após o ministro Alexandre de Moraes negar que tenha recebido mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
O empresário foi preso pela primeira vez em 17 de novembro do ano passado, durante a Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes envolvendo a instituição financeira.
A operação apura possíveis irregularidades na gestão e nas operações do banco.
Com o comunicado, o escritório Barci de Moraes afirma que sua atuação foi estritamente jurídica e administrativa, voltada à área de compliance e governança, sem qualquer participação em processos no STF.
A banca também reforçou que o trabalho prestado ao Banco Master ocorreu dentro das atividades regulares da advocacia privada.
Fonte; Agência Brasil




