Febre amarela: SP confirma duas mortes no Vale do Paraíba

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Vítimas tinham 53 e 56 anos e moravam em Lagoinha. Nenhum dos pacientes havia tomado a vacina, segundo a Secretaria da Saúde.
O Estado de São Paulo registrou duas novas mortes por febre amarela nesta quinta-feira (23). As vítimas são dois homens, de 53 e 56 anos, moradores de Lagoinha, no Vale do Paraíba. Um terceiro caso foi confirmado em Araçariguama (região de Sorocaba), mas o paciente, de 43 anos, conseguiu se curar. De acordo com a Secretaria da Saúde, nenhum dos infectados tinha histórico de vacinação contra a doença. Ao todo, São Paulo já soma seis casos da doença em 2024, com três mortes. A vacina, gratuita e disponível no SUS, é a principal forma de prevenção.
Os registros divulgados nesta quinta-feira (23) reforçam um padrão preocupante: todos os pacientes infectados neste ano não estavam vacinados. As duas mortes confirmadas agora aconteceram na cidade de Lagoinha. As vítimas eram homens de 53 e 56 anos. Já o terceiro caso, que evoluiu para cura, foi registrado em Araçariguama, na região de Sorocaba. O paciente tem 43 anos.
A região do Vale do Paraíba concentra os episódios mais graves. Na semana passada, a Secretaria da Saúde já havia confirmado outros três casos da doença:
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Cunha: um homem de 38 anos morreu.
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Cruzeiro: dois pacientes se curaram.
Em todas essas cidades, a orientação das autoridades é a mesma: buscar a vacina imediatamente para quem ainda não se vacinou.
A vacina é a única proteção eficaz contra a febre amarela
A febre amarela é uma doença infecciosa grave, transmitida por mosquitos silvestres (como os gêneros Haemagogus e Sabethes). Em sua forma severa, pode causar insuficiência hepática e renal, com taxa de letalidade de até 50% entre os hospitalizados.
A boa notícia é que a vacina é extremamente eficaz e segura. A Secretaria da Saúde de SP reforça: quem não se vacinou está vulnerável.
A vacina está disponível gratuitamente em:
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Unidades Básicas de Saúde (UBSs)
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Postos de vacinação do SUS
Quem deve tomar?
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Crianças: uma dose aos 9 meses e reforço aos 4 anos.
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Crianças que tomaram uma dose antes dos 5 anos: precisam do reforço.
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Pessoas de 5 a 59 anos não vacinados: devem receber uma dose.
Para pessoas com 60 anos ou mais, a indicação é avaliada individualmente por um médico. Gestantes, lactantes e imunossuprimidos também precisam de orientação profissional antes de se vacinar.
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Cenário epidemiológico e próximos passos
Embora não haja surto urbano em curso, a circulação do vírus silvestre em áreas de mata e zonas de transição — como o Vale do Paraíba — acende o alerta. A cada caso confirmado, a Secretaria intensifica ações de bloqueio vacinal nas regiões afetadas.
A orientação para moradores de São Paulo, especialmente das regiões de Sorocaba, Vale do Paraíba e Serra da Mantiqueira, é clara: não espere o próximo caso. Vacine-se agora.
Dado importante: Das seis pessoas infectadas com febre amarela em SP neste ano, nenhuma havia tomado a vacina. A proteção começa 10 dias após a aplicação e dura por toda a vida.
Com informação da Agência Brasil
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