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Política

Flávio Bolsonaro encontra Trump na Casa Branca e pede apoio

Redação Blé NewsRedação Blé News
26 de maio de 2026 às 23:43

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Pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) posta foto histórica com Trump
Pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) posta foto histórica com TrumpReprodução/Instagram

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Senador do PL relata encontro de quase duas horas e revela pedido inusitado ao presidente dos EUA: classificar PCC e CV como terroristas.

O senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), publicou uma foto ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dentro do Salão Oval da Casa Branca, nesta terça-feira (26). Durante o encontro que durou cerca de uma hora e quarenta minutos, o parlamentar fez um pedido explícito ao republicano: que os EUA declarem as facções criminosas brasileiras PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. Apesar da recepção incomum para um pré-candidato, Flávio afirmou que não houve qualquer declaração de apoio de Trump à sua campanha, algo que o governo Lula temia.

A imagem, que rapidamente viralizou nas redes sociais, mostra Flávio ao lado de Trump, vestindo terno e uma gravata verde e amarela. O registro também foi compartilhado pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro e pelo influenciador Paulo Figueiredo, que aparecem em uma segunda versão da foto. O encontro ocorre apenas duas semanas após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter sido recebido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e acendeu um alerta no Planalto.

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O pedido que vai na contramão de Lula

Enquanto o governo brasileiro atual busca uma relação pragmática com Washington, Flávio Bolsonaro adotou um tom de confronto direto.

Enquanto o Lula vai de joelhos, rastejando, para implorar ao presidente americano que não declare organizações criminosas como terroristas, eu faço o contrário”, declarou o senador.

Segundo ele, a medida serviria para “libertar” populações em áreas dominadas pelo crime por meio de acordos internacionais.

A declaração explicita uma das principais bandeiras de sua pré-campanha: a linha-dura contra a criminalidade organizada. Flávio afirmou que, se eleito, colocará o Brasil na aliança Escudo das Américas, lançada por Trump em março.

Senador Flávio Bolsonaro, o influenciador Paulo Figueiredo e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro posando ao lado de Donald Trump — Foto: Reprodução/Instagram

O senador revelou que o convite para a Casa Branca chegou por e-mail, mas reconheceu que o encontro foi articulado por seu irmão, Eduardo Bolsonaro, e por Paulo Figueiredo.

Mostra a relação estreita entre as famílias e os movimentos políticos do trumpismo e do bolsonarismo”, disse Flávio.

Ele também contou que Trump perguntou pelo pai, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, e enviou um abraço em nome do ex-presidente.

Pragmatismo econômico contra a China 

A conversa não se limitou à segurança pública. Flávio Bolsonaro afirmou que defendeu uma política externa baseada no “pragmatismo econômico”, e não na “ideologia”. Em uma crítica indireta à China, maior parceiro comercial do Brasil, ele disse a Trump que o Brasil é a “única alternativa real à China para o mundo livre”.

O pré-candidato prometeu, se eleito, uma “parceria estratégica de longo prazo” com os EUA, com foco em reindustrialização compartilhada e investimentos protegidos. Ele também garantiu que, sob seu governo, “não haverá necessidade de retaliação comercial contra o Brasil”, referindo-se ao tarifaço imposto por Trump no ano passado.

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A crise na pré-campanha e a queixa ao Itamaraty 

O encontro pomposo na Casa Branca tenta soar como um contraponto à crise interna que assola a pré-campanha de Flávio. O senador tenta reverter os danos causados pelas revelações de seus pedidos de dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, preso no escândalo do Banco Master.

Paralelamente, Flávio demonstrou insatisfação com o governo brasileiro. Ele disse ter solicitado apoio da Embaixada do Brasil nos EUA para organizar uma coletiva de imprensa, mas não obteve resposta. Sem o suporte, deslocou o evento para outro local e classificou a atitude do Itamaraty como “ideológica”.

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