Flavio Dino proíbe saques em espécie de emendas parlamentares

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Decisão do STF reforça transparência e determina que repasses sejam feitos apenas por meios eletrônicos
O ministro Flavio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira (3), proibir saques em espécie de recursos oriundos de emendas parlamentares. A medida também vale para valores transferidos a empresas beneficiárias.
A decisão integra o processo que trata do aumento da transparência e da rastreabilidade na destinação das chamadas “emendas ao Orçamento”. Segundo o ministro, a proibição não impede pagamentos a fornecedores ou prestadores de serviço — mas determina que todas as movimentações sejam feitas por meios eletrônicos, como transferências bancárias e PIX.
Bloqueios e fiscalização
Em agosto do ano passado, Dino já havia determinado que o Banco do Brasil, a Caixa Economica Federal e o Banco do Nordeste adaptassem seus sistemas para impedir repasses por meio de “contas de passagem” e saques diretos na boca do caixa.
Apesar das medidas, o STF identificou inconsistências nos mecanismos de controle. Agora, o ministro determinou que o Banco Central do Brasil regulamente, no prazo de 60 dias, normas específicas para os saques de emendas. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) também deverá participar da regulamentação.
Histórico das emendas
Desde que assumiu vaga no Supremo, em 2024, Dino passou a relatar as ações relacionadas à transparência na execução das emendas parlamentares. Em fevereiro do ano passado, homologou um plano de trabalho no qual o Congresso se comprometeu a identificar parlamentares autores das emendas e os beneficiários dos recursos — condição que liberou pagamentos antes suspensos por falta de transparência.
A nova decisão reforça o cerco contra práticas que dificultam o rastreamento do dinheiro público e amplia o controle sobre o destino das verbas orçamentárias.
Fonte; Agência Brasil
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