Lula: "País não será governado pelos sócios do Banco Master"

Durante ato de campanha em Ceilândia, candidato à reeleição reforçou apoio à PEC que reduz a jornada de trabalho e criticou adversários.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante ato de campanha para o segundo turno em Ceilândia (DF), que o país não será governado por sócios do Banco Master ou por aliados do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O evento, realizado a cerca de 30 quilômetros de Brasília, ocorreu nesta semana e serviu para o candidato à reeleição intensificar pautas populares, como o fim da escala 6x1, além de defender a soberania nacional e criticar a gestão passada na pandemia. Acompanhado pela primeira-dama Janja e por candidatos locais, Lula confirmou novos atos de rua pelo país e prometeu forte presença digital na reta final da disputa eleitoral.
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O avanço da pauta trabalhista e a defesa da jornada 5x2
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala 6x1 ganhou forte tração no debate político nacional. Em Ceilândia, o presidente destacou que a sociedade clama por mais tempo de descanso para a classe trabalhadora.
"Essa é a passeata que quer reduzir a jornada de trabalho, para as pessoas trabalharem cinco dias e descansarem dois. Fim da escala 6x1", declarou o candidato sob aplausos do público.
A discussão sobre o modelo trabalhista tem mobilizado sindicatos e parlamentares no Congresso, transformando-se em um dos principais cavalos de batalha eleitoral deste segundo turno.
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Os bastidores do debate e a estratégia digital
Para engajar o eleitorado mais jovem e conectado, a campanha apostou em interações de proximidade física e virtual. Ao confirmar agenda em Natal (RN), o presidente brincou com sua rotina de campanha nas redes sociais:
“Agora, estou virando rei da selfie!”.
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Críticas duras ao mercado financeiro e à gestão passada
Subindo o tom contra seus opositores políticos, o chefe do Executivo fez alertas diretos sobre o futuro institucional do país, mencionando diretamente investigações e polêmicas recentes envolvendo o setor financeiro.
“Podem ficar certos de que esse país não voltará a ser governado pelo fascismo. Não voltará a ser governado por aqueles assassinos de milhares de pessoas com covid-19. Esse país não será governado pelos sócios do Banco Master, pelos parentes do [ex-banqueiro Daniel] Vorcaro.”
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Gestão da pandemia: Lula relembrou as milhares de mortes causadas pela Covid-19, associando os erros sanitários ao grupo político adversário.
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Soberania nacional e a disputa pelos símbolos pátrios
Ao lado de aliados locais como Leandro Grass e Dora Gomes, o ato também serviu para resgatar o simbolismo da bandeira nacional, tradicionalmente apropriada por setores da oposição nos últimos anos.
“Do outro lado, estão aqueles que amam a bandeira americana. Essa [bandeira verde e amarela] é a bandeira daqueles que querem o Brasil soberano."
Segundo o presidente, a verdadeira defesa da pátria passa por manter as riquezas naturais sob controle soberano do povo brasileiro, contrapondo-se a propostas que favoreceriam a exploração estrangeira dos recursos estratégicos do país.
"Do lado de lá estão aqueles que querem que os americanos venham explorar as nossas riquezas aqui. Nós queremos dizer em alto e bom som: o Brasil e a riqueza do Brasil são do povo brasileiro.”




