Operação Compliance Zero: PF mira Ciro Nogueira

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PF cumpre mandados em quatro estados e STF bloqueia R$ 18,85 milhões; senador nega irregularidades.
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (7), a 5ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema envolvendo corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro. Entre os alvos está o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil no governo Jair Bolsonaro. A operação cumpre um mandado de prisão temporária e dez de busca e apreensão em diferentes estados do país, com autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 18,85 milhões em bens e valores ligados aos investigados.
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A nova fase da Operação Compliance Zero amplia o alcance das investigações sobre um suposto esquema estruturado para obtenção de vantagens indevidas.
As ações ocorrem simultaneamente nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.
Segundo a PF, o objetivo é aprofundar a apuração de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, além de irregularidades no sistema financeiro. De acordo com os investigadores, há indícios de um esquema que envolvia articulações políticas e financeiras para favorecer interesses específicos.
A operação também mira operadores apontados como responsáveis por viabilizar transações e estruturas do suposto esquema.
Decisão do STF e bloqueio milionário
A autorização das medidas partiu do ministro André Mendonça, que considerou haver elementos suficientes para o avanço das diligências.
Como parte das decisões judiciais, foi determinado o bloqueio de bens, direitos e valores que chegam a R$ 18,85 milhões.
“A operação busca aprofundar investigações sobre crimes financeiros e organização criminosa”, informou a PF.
Esse tipo de medida é comum em investigações dessa natureza, com o objetivo de evitar movimentações financeiras suspeitas durante o andamento do processo.
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Defesa de Ciro Nogueira se posiciona
Em nota divulgada nesta manhã, a defesa do senador negou qualquer irregularidade.
Os advogados afirmam que repudiam “qualquer ilação de ilicitude” e reforçam que o parlamentar sempre atuou dentro da legalidade. Além disso, destacam que ele está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos.
Segundo a defesa, medidas baseadas apenas em troca de mensagens podem ser precipitadas e exigem análise rigorosa.
Os advogados também levantaram questionamentos sobre a forma como as investigações vêm sendo conduzidas.
Eles afirmam que ações mais invasivas precisam de controle jurídico rigoroso, citando precedentes envolvendo delações premiadas.
A nota é assinada por nomes como Antônio Carlos de Almeida Castro (Kakay) e outros integrantes da equipe jurídica.
Histórico da Operação Compliance Zero
A operação não é recente e já passou por outras fases importantes.
Na 4ª etapa, deflagrada em abril, foram presos preventivamente o ex-presidente de um banco público do Distrito Federal e um advogado apontado como operador do esquema. Ao longo das quatro primeiras fases, a PF cumpriu 96 mandados de busca e apreensão em estados como Bahia, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.
Valores bilionários bloqueados
As investigações já resultaram em medidas expressivas no campo financeiro.
A Justiça determinou o bloqueio e sequestro de bens que podem chegar a R$ 27,7 bilhões.
Além disso, investigados foram afastados de cargos públicos, ampliando o impacto político e institucional da operação.
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