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Parauapebas recebe Encontro de religiões de matriz africana com foco no combate à intolerância

Redação Blé NewsRedação Blé News
23 de março de 2026 às 19:58

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3º Encontro Interestadual das Religiões de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé
3º Encontro Interestadual das Religiões de Matrizes Africanas e Nações do CandombléDolglas Mota

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Evento reuniu lideranças e comunidade com debates, formação e celebrações culturais sob o tema “Resistir para existir”.

O município de Parauapebas, PA, foi palco do 3º Encontro Interestadual das Religiões de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé, reunindo lideranças religiosas, adeptos e a comunidade em geral em uma programação marcada por reflexão, resistência e valorização cultural. Com o tema “Resistir para existir”, o evento destacou o combate à intolerância religiosa e a promoção da diversidade.

A iniciativa foi organizada pelo Templo Águas de Oxum, com apoio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult) e da Secretaria de Igualdade Racial e Direitos Humanos do Estado (Seirdh).

À frente do projeto, Mãe Vanessa destacou a importância do encontro para a visibilidade das religiões de matriz africana:

“Este é um momento de grande relevância para a sociedade e para a história afro-religiosa de Parauapebas. Seguimos com fé, resistência e compromisso com nossas tradições.”

As atividades ocorreram no Instituto Raízes Negras, no bairro Cidade Nova, com palestras e rodas de conversa sobre racismo, intolerância religiosa e direitos das comunidades tradicionais.

O encontro também abriu espaço para discussões importantes, como o enfrentamento à LGBTfobia dentro e fora dos espaços religiosos.

Pai Denilson de Oxaguian destacou o papel do evento:

“É um momento essencial para dialogar, fortalecer políticas públicas e garantir acolhimento dentro das casas de matriz africana.”

3º Encontro Interestadual das Religiões de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé no município de Parauapebas no Pará — Foto; Dolglas Mota

Protagonismo e luta por direitos

Representantes de coletivos e movimentos sociais também marcaram presença, reforçando a importância da visibilidade para os povos de terreiro.

Matheus Rodolfo, do coletivo Juventudes pela Revolução, destacou:

“Estamos lutando por igualdade, respeito e reconhecimento como sujeitos de direitos.”

A programação foi encerrada no Centro de Desenvolvimento Cultural, com apresentações culturais, música e manifestações religiosas.

O espaço se transformou em um grande palco de celebração da ancestralidade, evidenciando a riqueza das tradições afro-brasileiras e sua contribuição para a identidade cultural da região.

Mais do que um evento religioso, o encontro se consolidou como um espaço de resistência, diálogo e fortalecimento das comunidades de matriz africana, reforçando a luta contra o racismo e a intolerância religiosa no Brasil.

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