Parauapebas recebe Encontro de religiões de matriz africana com foco no combate à intolerância

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Evento reuniu lideranças e comunidade com debates, formação e celebrações culturais sob o tema “Resistir para existir”.
O município de Parauapebas, PA, foi palco do 3º Encontro Interestadual das Religiões de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé, reunindo lideranças religiosas, adeptos e a comunidade em geral em uma programação marcada por reflexão, resistência e valorização cultural. Com o tema “Resistir para existir”, o evento destacou o combate à intolerância religiosa e a promoção da diversidade.
A iniciativa foi organizada pelo Templo Águas de Oxum, com apoio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult) e da Secretaria de Igualdade Racial e Direitos Humanos do Estado (Seirdh).
À frente do projeto, Mãe Vanessa destacou a importância do encontro para a visibilidade das religiões de matriz africana:
“Este é um momento de grande relevância para a sociedade e para a história afro-religiosa de Parauapebas. Seguimos com fé, resistência e compromisso com nossas tradições.”
As atividades ocorreram no Instituto Raízes Negras, no bairro Cidade Nova, com palestras e rodas de conversa sobre racismo, intolerância religiosa e direitos das comunidades tradicionais.
O encontro também abriu espaço para discussões importantes, como o enfrentamento à LGBTfobia dentro e fora dos espaços religiosos.
Pai Denilson de Oxaguian destacou o papel do evento:
“É um momento essencial para dialogar, fortalecer políticas públicas e garantir acolhimento dentro das casas de matriz africana.”
3º Encontro Interestadual das Religiões de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé no município de Parauapebas no Pará — Foto; Dolglas Mota
Protagonismo e luta por direitos
Representantes de coletivos e movimentos sociais também marcaram presença, reforçando a importância da visibilidade para os povos de terreiro.
Matheus Rodolfo, do coletivo Juventudes pela Revolução, destacou:
“Estamos lutando por igualdade, respeito e reconhecimento como sujeitos de direitos.”
A programação foi encerrada no Centro de Desenvolvimento Cultural, com apresentações culturais, música e manifestações religiosas.
O espaço se transformou em um grande palco de celebração da ancestralidade, evidenciando a riqueza das tradições afro-brasileiras e sua contribuição para a identidade cultural da região.
Mais do que um evento religioso, o encontro se consolidou como um espaço de resistência, diálogo e fortalecimento das comunidades de matriz africana, reforçando a luta contra o racismo e a intolerância religiosa no Brasil.
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