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Cultura

Salvador recebe mostra inédita do cinema anticolonial de Sarah Maldoror

Redação Blé NewsRedação Blé News
04 de março de 2026 às 06:12· Atualizado em 14/03/2026 às 21:49

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Sarah Maldoror, referência histórica do cinema anticolonial, é reconhecida como uma das primeiras mulheres negras a dirigir e filmar no continente africano, abrindo caminhos para gerações de realizadoras negras no mundo.
Sarah Maldoror, referência histórica do cinema anticolonial, é reconhecida como uma das primeiras mulheres negras a dirigir e filmar no continente africano, abrindo caminhos para gerações de realizadoras negras no mundo.BJ Nikolaisen

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Retrospectiva gratuita reúne 34 obras e celebra legado pioneiro da diretora no cinema negro e feminino

Retrospectiva gratuita reúne 34 obras e celebra legado pioneiro da diretora no cinema negro e feminino

Salvador entra na rota do cinema político e decolonial com a retrospectiva “O Cinema anticolonial de Sarah Maldoror”, em cartaz de 5 a 24 de março, na Sala Walter da Silveira. A mostra, realizada pelo Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), é gratuita e apresenta um dos panoramas mais completos já exibidos no Brasil sobre a obra da cineasta franco-guadalupense, considerada uma das primeiras mulheres negras a filmar na África.

Ao todo, são 34 produções — 19 dirigidas por Maldoror e 15 de realizadores que dialogam estética e politicamente com sua trajetória. A abertura acontece com Monangambé (1968), primeiro filme da diretora, seguido da versão restaurada de Sambizanga (1972), premiado no Festival de Berlim e um dos marcos do cinema revolucionário africano.

A programação inclui ainda títulos históricos como A Batalha de Argel (1966), de Gillo Pontecorvo, no qual Maldoror atuou como assistente, além de obras de Chris Marker e Sara Gómez. A proposta também cria pontes com cineastas negras latino-americanas, como a baiana Safira Moreira, que participa com leitura dramática e exibição de curtas.

Nascida em 1929, Maldoror construiu uma filmografia marcada pelo rigor político e pelo olhar poético, abordando lutas de libertação em Angola, Guiné-Bissau e Cabo Verde, além de temas como imigração, racismo e protagonismo feminino nas insurgências africanas.

A curadoria destaca que a retrospectiva reposiciona a diretora na história do cinema mundial e amplia o debate sobre colonialismo e negritude — pautas urgentes no cenário contemporâneo.

📍 Serviço

Local: Sala Walter da Silveira – Barris | Salvador/BA

Período: 05 a 24 de março

Entrada gratuita | Classificação: 14 anos



Fonte; Assessoria de Imprensa / Gi Santana

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