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Ana Elisa é eleita deputada federal aos 21 anos em MG

Redação Blé NewsRedação Blé News
05 de outubro de 2026 às 21:01

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Ana Elisa, deputada federal mais jovem, deputada federal de Minas Gerais, eleições 2026, 524 mil votos.
Ana Elisa, deputada federal mais jovem, deputada federal de Minas Gerais, eleições 2026, 524 mil votos.Ana Elisa/Reprodução Redes Sociais

Influenciadora e estudante de Direito, petista recebeu 524.216 votos e chega à Câmara em 2027.

Aos 21 anos, Ana Elisa Santos Silva (PT) foi eleita deputada federal por Minas Gerais nas eleições deste domingo (4) e se tornou a mulher mais votada da história do estado para a Câmara dos Deputados. Nascida em Divinópolis, no Centro-Oeste mineiro, a influenciadora e estudante de Direito recebeu 524.216 votos, terminou em segundo lugar entre os candidatos do estado e assumirá o mandato em fevereiro de 2027. Negra, filha de mãe solo e professora, Ana Elisa construiu sua trajetória política principalmente nas redes sociais, onde reúne cerca de 2 milhões de seguidores. Sua campanha defendeu pautas como combate ao racismo e à desinformação, educação pública, direitos trabalhistas, cotas raciais e o fim da escala 6x1.

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Ana Elisa é eleita deputada federal aos 21 anos

A eleição de Ana Elisa representa uma entrada rápida e expressiva na política institucional. Filiada ao PT desde março deste ano, ela disputou sua primeira eleição sem ter ocupado anteriormente um cargo eletivo.

Sua principal experiência pública até então estava nas redes sociais. Por meio de vídeos e publicações, a jovem abordava temas relacionados a política, racismo, feminismo, educação, trabalho e direitos sociais.

A estratégia digital ganhou força durante a campanha e ajudou a transformar uma influenciadora em uma das candidatas mais votadas de Minas Gerais.

Ao assumir o mandato, em fevereiro de 2027, Ana Elisa terá o desafio de levar para dentro do Congresso Nacional uma comunicação política construída essencialmente no ambiente digital.

 524.216 votos colocaram Ana Elisa como a mulher mais votada da história de Minas Gerais para a Câmara dos Deputados. 

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Ana Elisa Santos Silva e a força das redes sociais

A relação entre Ana Elisa e as redes sociais começou antes da candidatura. Com uma audiência que chegou a cerca de 1,9 milhão de seguidores durante a campanha e agora se aproxima de 2 milhões, ela transformou a internet em espaço de debate político.

Seus conteúdos tratam de temas que fazem parte da agenda da esquerda e dialogam especialmente com públicos jovens.

Durante a campanha, a candidata também defendeu mudanças na própria comunicação do PT e cobrou maior participação de jovens e pessoas negras nos espaços de poder.

Para Ana Elisa, a presença política não pode ficar restrita às ruas ou aos espaços tradicionais de organização partidária.

“Rede social elege, sim”, afirmou Ana Elisa ao comentar a importância da internet para sua campanha.

A declaração resume uma das características mais marcantes de sua trajetória: a tentativa de transformar audiência digital em participação política e, posteriormente, em representação institucional.

Redes sociais viraram ferramenta eleitoral

A trajetória da nova deputada acompanha uma transformação mais ampla na comunicação política brasileira. Candidatos passaram a utilizar plataformas digitais não apenas para divulgar propostas, mas também para construir comunidades, disputar narrativas e estabelecer contato direto com eleitores.

No caso de Ana Elisa, essa relação foi ainda mais evidente porque sua candidatura nasceu depois de uma trajetória já consolidada como criadora de conteúdo.

Ela chega à Câmara, portanto, com uma comunidade digital formada antes do mandato e com uma identidade política reconhecida por milhões de seguidores.

524 mil votos e um recorde histórico em Minas Gerais

A votação obtida por Ana Elisa foi um dos principais destaques da eleição mineira.

Com 524.216 votos, ela ficou em segundo lugar entre os candidatos a deputado federal em Minas Gerais, atrás apenas de Nikolas Ferreira (PL).

O resultado também superou com ampla margem o recorde feminino anterior no estado. Duda Salabert havia recebido 208.332 votos em 2022.

A diferença mostra a dimensão da votação alcançada pela jovem de Divinópolis.

Mais do que uma vitória eleitoral, o resultado colocou Ana Elisa em uma posição de destaque nacional antes mesmo do início de seu mandato.

Aos 21 anos, ela também passa a representar uma nova geração de políticos que chega às instituições tradicionais depois de construir visibilidade principalmente no ambiente digital.

De estudante de Direito a deputada federal

Ana Elisa nasceu em 31 de agosto de 2005, em Divinópolis. Filha de uma mulher negra, professora e mãe solo, cresceu em uma família que buscou oportunidades de trabalho e estudo no Centro-Oeste de Minas.

Ana Elisa Santos SilvaAna Elisa (PT-MG) foi eleita para a vaga de deputada federal por Minas Gerais com 524 mil votos. — Foto: Reprodução/Redes Socias

Ela cursa Direito e, antes da candidatura, trabalhava como estagiária no Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG).

Até poucos meses antes da eleição, sua renda como estagiária era de aproximadamente R$ 1.700.

A política institucional entrou oficialmente em sua trajetória em março, quando recebeu o convite para disputar uma vaga na Câmara.

A partir daí, a experiência acumulada nas redes sociais passou a ser utilizada como principal ferramenta de campanha.

O salto foi expressivo: em poucos meses, uma estudante e criadora de conteúdo tornou-se deputada federal eleita.

Pautas defendidas por Ana Elisa

Durante a campanha, Ana Elisa apresentou propostas relacionadas principalmente a direitos sociais, trabalho, educação e combate às desigualdades.

Entre suas principais bandeiras estão as cotas raciais, o combate ao racismo e à desinformação, o fortalecimento do ensino público e a criação de políticas voltadas ao primeiro emprego.

A candidata também defendeu o passe livre universitário intermunicipal e o fim da escala 6x1, além de pautas ligadas aos direitos dos trabalhadores e ao desenvolvimento social de Minas Gerais.

A diversidade racial e geracional também aparece como elemento central de sua identidade política.

Ana Elisa argumentou durante a campanha que juventude não deve ser confundida com falta de capacidade e defendeu a renovação dos espaços de poder.

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Como foi o financiamento da campanha

A campanha de Ana Elisa também mobilizou recursos por meio das redes sociais e de mecanismos tradicionais de financiamento eleitoral.

Até setembro, ela havia declarado R$ 876,2 mil em receitas e R$ 629,2 mil em despesas.

Do total arrecadado, aproximadamente R$ 669,8 mil tiveram origem na Direção Nacional do PT.

A campanha também realizou financiamento coletivo pela internet e ultrapassou R$ 100 mil em arrecadações de apoiadores.

O modelo reforça uma característica presente em sua candidatura: a capacidade de transformar mobilização digital em participação eleitoral e financeira.

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O desafio agora é transformar audiência em mandato

A eleição encerra apenas a primeira etapa da trajetória política de Ana Elisa.

A partir de fevereiro de 2027, ela terá de transformar a influência construída nas redes sociais em atuação parlamentar, participação em debates, elaboração de propostas e articulação política dentro da Câmara dos Deputados.

O desafio será ainda maior porque a jovem chega ao Congresso sem experiência anterior em cargos eletivos.

Ao mesmo tempo, sua votação expressiva oferece uma demonstração clara da força que uma comunicação política construída nas redes pode alcançar.

Aos 21 anos, Ana Elisa não apenas conquistou uma cadeira na Câmara. Ela chega a Brasília carregando um fenômeno eleitoral que combina juventude, redes sociais, identidade racial e mobilização política digital.

E, ao assumir o mandato, terá a oportunidade de mostrar se a força que a levou às urnas também será capaz de produzir resultados concretos dentro do Parlamento.

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