Ato de estudantes no Rio reúne jovens por Lula e cita escala 6x1 e democracia

Jovens caminharam da Candelária à Cinelândia e defenderam educação pública, direitos sociais e democracia.
Estudantes secundaristas e universitários participaram, na quarta-feira (7), de um ato no centro do Rio de Janeiro em defesa da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República. A manifestação começou na Candelária, passou pela Avenida Rio Branco e terminou na Cinelândia. Entre as pautas apresentadas pelos jovens estavam a defesa da educação pública, o fim da escala de trabalho 6x1, a manutenção de direitos sociais e a democracia. O ato ocorreu durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, que coloca Lula e Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência. A votação está marcada para 25 de outubro.
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Ato de estudantes no Rio reúne jovens no centro da cidade
A manifestação teve início no começo da tarde na Candelária, um dos pontos tradicionais de mobilização política no centro do Rio. De lá, os participantes seguiram em caminhada pela Avenida Rio Branco até a Cinelândia.
O ato reuniu estudantes de diferentes instituições de ensino, incluindo secundaristas e universitários. Além da defesa do voto em Lula, os participantes levaram para a manifestação reivindicações relacionadas às condições de estudo, trabalho e participação política da juventude.
Entre as principais bandeiras citadas durante o protesto estavam o fortalecimento da educação pública, o fim da escala 6x1, a preservação de direitos sociais e a defesa da democracia.
A mobilização ocorre em um momento de intensa disputa política. Lula e Flávio Bolsonaro chegaram ao segundo turno após serem os dois candidatos mais votados no primeiro turno. Segundo dados divulgados pela Agência Brasil com base na apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio terminou a primeira etapa com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula teve 45,16%. O segundo turno será realizado em 25 de outubro.
O segundo turno da eleição presidencial de 2026 acontece em 25 de outubro.
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Por que os estudantes foram às ruas?
A defesa de Lula foi apresentada pelos participantes como uma escolha relacionada às expectativas da juventude para áreas como educação, direitos sociais e trabalho.
O estudante de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Paulo Victor de Almeida Coelho, afirmou que apoia a candidatura petista por considerar que a eleição pode influenciar as perspectivas de futuro dos jovens.
Segundo ele, a mobilização também está relacionada à defesa de mais investimentos e de melhores condições para que estudantes possam ingressar e permanecer em universidades públicas.
Em outro momento da manifestação, Coelho associou sua posição a uma avaliação negativa sobre o governo de Jair Bolsonaro. Essa é uma opinião expressa pelo estudante durante o ato e não uma avaliação independente da reportagem.
A estudante Raissa Bispo, de 21 anos, que cursa Design na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), também declarou apoio a Lula.
Educação, escala 6x1 e direitos sociais
A pauta trabalhista apareceu entre os principais temas levados pelos manifestantes. O fim da escala 6x1 — modelo em que o trabalhador cumpre seis dias consecutivos de atividade para ter um dia de descanso — tem ocupado espaço no debate político brasileiro.
Durante o ato, os estudantes relacionaram a discussão sobre jornada de trabalho às condições de vida da população jovem.
A educação pública também apareceu como uma das reivindicações centrais. Para os participantes ouvidos pela Agência Brasil, ampliar oportunidades de acesso ao ensino superior está ligado às perspectivas profissionais e sociais da juventude.
A defesa da democracia foi outro eixo da manifestação. Raissa Bispo afirmou que considera a candidatura de Flávio Bolsonaro uma ameaça à democracia e mencionou declarações do candidato sobre mudanças na Constituição.
A avaliação, porém, pertence à estudante e foi apresentada durante a manifestação. Flávio Bolsonaro, por sua vez, de fato afirmou publicamente que pretende promover alterações na Constituição. Em 7 de outubro, o candidato também recebeu apoio formal da federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, além do apoio do Novo.
Flávio Bolsonaro amplia apoios no segundo turno
Enquanto estudantes realizavam o ato no Rio, a campanha de Flávio Bolsonaro avançava na articulação por apoios para o segundo turno.
Na terça-feira (6), o candidato recebeu em Goiânia o apoio do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD). Segundo a Agência Brasil, Caiado afirmou que entraria na campanha de Flávio por convicção política e entregou ao candidato um documento com propostas para um eventual governo.
Flávio afirmou que considera o apoio importante e disse haver pontos de convergência entre as campanhas. Também declarou que pretende se inspirar em políticas de segurança pública de Goiás e São Paulo e defendeu o endurecimento das penas.
No mesmo período, a Frente Parlamentar da Agropecuária declarou apoio à candidatura de Flávio no segundo turno. A federação União Progressista e o partido Novo também formalizaram apoio posteriormente.
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Segundo turno coloca campanhas em nova fase
A manifestação no Rio acontece, portanto, em uma etapa da eleição marcada pela concentração da disputa entre dois candidatos.
Além dos atos públicos, as campanhas passaram a intensificar articulações políticas, busca por apoios e estratégias de comunicação para conquistar os votos dos eleitores que não escolheram nenhum dos dois candidatos no primeiro turno.
No caso de Lula, a agenda de 7 de outubro incluiu uma reunião com jovens parlamentares eleitos e influenciadores para discutir estratégias digitais da campanha. Flávio Bolsonaro, por sua vez, participou de reuniões com integrantes da Federação União Progressista, do Novo e de candidatos do PL.
A disputa chega às últimas semanas antes da votação com diferentes grupos sociais apresentando suas posições e prioridades.
No Rio de Janeiro, os estudantes escolheram as ruas para defender publicamente suas pautas e manifestar apoio a Lula. Em Goiânia e em outras articulações políticas, aliados de Flávio Bolsonaro passaram a declarar apoio à candidatura.
O cenário mostra como o segundo turno ampliou a movimentação de campanhas, partidos, entidades e grupos da sociedade civil em torno da eleição presidencial de 2026.




