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Cultura

Memória e raça: curta premiado no É Tudo Verdade

Redação Blé NewsRedação Blé News
13 de abril de 2026 às 18:16

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Identidade negra em foco no curta baiano “Talvez meu pai seja negro” no É Tudo Verdade
Identidade negra em foco no curta baiano “Talvez meu pai seja negro” no É Tudo VerdadeReprodução/Divulgação

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Documentário baiano investiga origens familiares e reflete sobre apagamento histórico. Tem 4 prêmios e 11 festivais no currículo.

O curta-metragem baiano “Talvez meu pai seja negro” é o único representante da Bahia na Mostra Competitiva do festival É Tudo Verdade, um dos maiores eventos de documentário da América Latina. Dirigido por Flávia Santana e produzido pela Mulungu Realizações, o filme investiga a própria origem familiar ao lado de seu pai, Antônio Santana. A partir de uma revelação geracional, a obra percorre fotos, documentos e memórias fragmentadas para abordar identidade racial, pertencimento e os apagamentos históricos que marcam as famílias negras no Brasil. Com sessões presenciais no Rio de Janeiro e São Paulo em abril de 2026, o longa já acumula quatro premiações, incluindo Melhor Filme pelo Júri Popular na Mostra Quariterê de Cinema.

O título já entrega a principal força do documentário: a dúvida. Longe de querer dar respostas definitivas, a diretora Flávia Santana conduz o espectador por uma jornada íntima que rapidamente se torna coletiva.

A narrativa é construída a partir de conversas, arquivos e deslocamentos pelo interior, revelando lacunas que não são apenas individuais, mas estruturais.

Mais do que um filme, a obra funciona como um convite à reflexão.

Curta baiano com 4 prêmios entra no É Tudo Verdade e levanta reflexões sobre identidade e memória no Brasil. — Foto; Reprodução/Divulgação

A urgência de reconstruir uma memória estilhaçada

Em entrevista, Flávia revela que o filme nasceu de um "desejo e urgência de tentar salvaguardar a memória da minha família paterna". A falta de documentos e registros oficiais, uma realidade comum a muitas famílias negras brasileiras, transforma a obra em um ato político de resistência.

"Nessa jornada, eu e meu pai iniciamos um processo de troca e reflexão sobre a história dele que nunca tínhamos falado antes, inclusive sobre temas que me atravessaram toda a vida, como identidade e pertencimento." — Flávia Santana, diretora.

Leia também: Exposição no Museu Afro Brasil desmistifica Exu: longe do “diabo” cristão, orixá é celebrado como guardião da memória

Sucesso no circuito: 11 festivais e 4 prêmios

Antes mesmo de chegar ao É Tudo Verdade, o curta já circulava com força pelo Brasil. O filme soma quatro premiações, todas conquistadas em 2025 e 2026:

  • Melhor Filme (Júri Popular) — 8ª Mostra Quariterê de Cinema (MT) - 2026

  • Melhor Filme (Júri da Crítica) — 3º Levante – Festival de Curtas de Pelotas

  • Melhor Filme — 18º Festival Taguá de Cinema

  • Menção Honrosa — 9ª edição do CineBaru – Mostra Sagarana de Cinema

Serviços: onde assistir no Rio de Janeiro e em São Paulo

A diretora estará presente na maioria das sessões, o que torna a experiência ainda mais rica para o público.

Sessões em São Paulo

  • 13/04 – 17h30 – Cinesesc (com presença da diretora)

Rua: Augusta, 2075 - Cerqueira César, São Paulo - SP, CEP 01413-000

  • 17/04 – 14h00 – IMS

Avenida Paulista, 2424 - Bela Vista, São Paulo/SP, CEP 01310-300

Sessões no Rio de Janeiro

  • 14/04 – 20h00 – NetRio 5 (com presença da diretora)

  • 18/04 – 15h30 – NetRio 4 (com presença da diretora)

Rua: Voluntários da Pátria, 35, em Botafogo, Rio de Janeiro

A classificação é livre.

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