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Justiça

MP denuncia Oruam, Marcinho VP e mãe por lavagem de dinheiro

Redação Blé NewsRedação Blé News
02 de maio de 2026 às 17:29· Atualizado em 02/05/2026 às 17:40

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Márcia Nepomuceno e Oruam
Márcia Nepomuceno e OruamReprodução/Redes sociais

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Pai preso há 20 anos ainda comandava facção? Entenda como a carreira do funkeiro servia para esconder dinheiro do tráfico.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou à Justiça, nesta semana, Márcio Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, sua mulher Márcia Gama Nepomuceno, o filho deles, o funkeiro Mauro Nepomuceno, conhecido como Oruam, e outras nove pessoas. Eles vão responder pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. As investigações da 3ª Promotoria de Investigação Penal Especializada apontam que, mesmo atrás das grades há mais de 20 anos, Marcinho VP ainda exercia influência hierárquica dentro da facção Comando Vermelho (CV). O dinheiro sujo do tráfico em comunidades cariocas era administrado pela mulher e acabava bancando a vida de luxo e a carreira musical do filho.

A denúncia do MP detalha que a estrutura criminosa era dividida em quatro núcleos. O primeiro é o de liderança encarcerada, ocupado por Marcinho VP, que, de dentro do presídio federal de segurança máxima em Campo Grande (MS), tomava decisões estratégicas e controlava a movimentação de recursos.

núcleo familiar — com Márcia e Oruam — ficava responsável por executar as ordens e gerir os ativos. A investigação revela que a gestora financeira do grupo era Márcia Nepomuceno.

“Ela recebia regularmente dinheiro em espécie de outros traficantes do Comando Vermelho”, aponta a denúncia.

Para esconder a origem ilícita do patrimônio, Márcia adquiria e administrava estabelecimentos comerciais, imóveis e até fazendas.

Oruam é denunciado pelo MP com pai Marcinho VP e mãe — Foto: Reprodução/Instagram/oruam

O Ministério Público foi enfático: Oruam não era apenas um beneficiário passivo. Ele recebia dinheiro ilícito e usava a carreira musical como fachada para camuflar a origem do dinheiro obtido nas atividades criminosas da facção.

A estratégia era simples na teoria, mas sofisticada na prática: o dinheiro do tráfico era injetado na carreira do funkeiro, que gerava receita “legal” aparente, completando o ciclo de lavagem.

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A denúncia ainda cita dois outros núcleos. O de suporte operacional, que ajudava a esconder o crescimento patrimonial do grupo. E o de liderança operacional, formado por traficantes que atuavam nas comunidades, repassando parte dos valores arrecadados com a venda de drogas para o núcleo familiar.

Com a denúncia aceita pela Justiça, os investigados se tornam réus e vão responder pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. As penas, somadas, podem ultrapassar 20 anos de reclusão.

Nesta semana, a Polícia Civil já havia cumprido mandados de prisão e busca e apreensão contra os denunciados. Marcinho VP, que já estava preso, continua detido. A situação de Márcia e Oruam dependerá das decisões judiciais nos próximos dias.

O que dizem as defesas

No dia da operação, o advogado Fernando Henrique Cardoso Neves, responsável pela defesa de Oruam, afirmou que ainda não teve acesso ao novo pedido de prisão do cantor.

Já o advogado Flávio Fernandes, que representa Márcia Gama, também declarou que não teve acesso aos autos do processo. A reportagem do Blé News tentou contato com as demais defesas, mas não obteve retorno até o momento.

Com informações da Agência Brasil

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