Operação no Rio deixa 5 mortos; fuzis dos EUA

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Ação da PM no Complexo do Chapadão tirou barricadas e apreendeu três fuzis. Número de fuzis capturados em 2026 já é 16% maior que no ano passado.
Cinco pessoas morreram e seis foram presas na manhã desta terça-feira (26), durante uma operação da Polícia Militar (PM) contra o tráfico de drogas no Complexo do Chapadão, zona norte do Rio de Janeiro. A ação, realizada pelo batalhão da PM de Irajá, teve como principal objetivo destruir barricadas de metal que impediam a entrada de viaturas na comunidade. Os suspeitos feridos no confronto foram levados ao Hospital estadual Carlos Chagas, mas não resistiram. Além disso, os policiais recuperaram veículos clonados e roubados — principalmente motos usadas em roubos e furtos. Três fuzis, uma pistola e uma quantidade ainda não contabilizada de drogas foram apreendidos.
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A ação desta terça-feira não foi isolada. Segundo a corporação, o objetivo era desobstruir vias bloqueadas por estruturas metálicas instaladas por criminosos. Essas barricadas dificultam a entrada das forças de segurança e também a circulação de moradores.
Os policiais também buscaram recuperar motos e carros clonados usados em assaltos na região. Esse tipo de veículo, segundo investigações, alimenta uma logística do crime que inclui fugas rápidas e transporte de armas.
Apreensão de fuzis em 2026 já bate recorde parcial
Em todo o estado, a PM apreendeu 324 fuzis só em 2026. O número representa um aumento de 16% em comparação com o mesmo período do ano passado.
“Grande parte dos fuzis apreendidos no estado é de fabricação estrangeira, principalmente dos Estados Unidos.” — Nota da PM.
De acordo com levantamento do setor de inteligência da corporação, a maioria dessas apreensões ocorreu em regiões marcadas por confrontos entre grupos rivais. As comunidades da capital e municípios como Niterói e São Gonçalo lideram as ocorrências.
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Por que a polícia foca no combate a barricadas e fuzis?
As barricadas não são apenas obstáculos físicos. Elas representam um símbolo de controle territorial do tráfico. Retirá-las, segundo especialistas, é um passo necessário para retomar a presença do Estado em áreas dominadas pelo crime organizado.
Já os fuzis vindos dos Estados Unidos acendem um alerta sobre o mercado internacional de armas. A PM reforça que mantém “operações com foco no combate ao crime organizado, especialmente contra grupos envolvidos em disputas armadas, roubos de veículos, roubos de cargas e domínio territorial de comunidades”.
Os seis presos na operação desta terça foram encaminhados para a delegacia da região. Até o fechamento desta reportagem, nenhum nome havia sido divulgado oficialmente.
Com informações da Agência Brasil
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