BleNews
BleNews
Siga-nos
Brasil

Segurança pública: 82% apoiam câmeras em policiais

Redação Blé NewsRedação Blé News
18 de maio de 2026 às 23:28

Compartilhar notícia

Segurança pública: pesquisa revela medo nas cidades
Segurança pública: pesquisa revela medo nas cidadesPhilippe Lima/Governo do Rio

PUBLICIDADE

Espaço para anúncio

Levantamento nacional mostra que mulheres se sentem ainda mais vulneráveis e maioria apoia prevenção e tecnologia.

Apenas 32% dos brasileiros afirmam se sentir seguros na cidade onde vivem, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira (18) pelo Instituto Sou da Paz. O levantamento, realizado entre novembro e dezembro de 2025 pela Oma Pesquisa, ouviu 1.115 pessoas em entrevistas presenciais e revelou uma população preocupada com a violência, mas favorável a políticas de segurança pública baseadas em prevenção, eficiência policial e uso de tecnologia. Entre as mulheres, o sentimento de segurança cai ainda mais: apenas 26% dizem se sentir protegidas nas cidades onde moram. O estudo também mostra amplo apoio ao uso de câmeras corporais em policiais, defendido por 82% dos entrevistados, além da percepção de que mais armas em circulação aumentam a violência.

📱> Entre no canal do Blé News no WhatsApp e receba notícias e bastidores direto no seu celular

A pesquisa do Instituto Sou da Paz revela um cenário de insegurança constante nas cidades brasileiras. Mesmo diante do debate político polarizado sobre violência urbana, os dados apontam que a população tem priorizado soluções consideradas mais práticas e eficientes no combate ao crime.

Segundo o estudo, apenas 20% dos entrevistados concordam com a frase “bandido bom é bandido morto”. Em contrapartida, 73% defendem que criminosos sejam julgados e presos conforme determina a lei.

A diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, Carolina Ricardo, afirmou que a sociedade brasileira demonstra cansaço diante de discursos radicais que, segundo ela, não trouxeram resultados concretos para o cotidiano da população.

Há uma maioria silenciosa que busca resultados e eficácia”, destacou Carolina Ricardo.

Além disso, 55% dos entrevistados acreditam que o principal desafio do país é fazer com que as leis já existentes sejam aplicadas a todos os criminosos. Apenas 39% defendem o aumento das penas como solução prioritária.

Entre os pontos que mais chamaram atenção no levantamento está o apoio massivo ao uso de câmeras corporais por policiais. Segundo a pesquisa, 82% da população aprovam a utilização do equipamento como ferramenta de proteção e transparência.

O estudo mostra ainda que 65% dos brasileiros acreditam que o país precisa de uma polícia mais preparada e valorizada.

Para especialistas em segurança pública, o uso da tecnologia aparece como uma tentativa de equilibrar combate ao crime e respeito aos direitos da população.

A discussão sobre ferramentas tecnológicas na segurança pública ganhou força nos últimos anos, especialmente após casos de violência policial e denúncias de abusos em operações.

No levantamento, os entrevistados demonstraram preferência por medidas ligadas à prevenção e inteligência policial, em vez de propostas exclusivamente punitivas. 

Outro dado relevante aponta que 77% das pessoas acreditam que armas legalmente compradas também podem ser utilizadas em crimes após roubos ou desvios.

Já 73% afirmaram que o aumento de armas em circulação contribui diretamente para o crescimento da violência.

Esse cenário reforça a percepção de que a população busca políticas públicas mais amplas e integradas no combate à criminalidade.

Mulheres relatam maior sensação de insegurança  — Foto: Reprodução/Canva

Os dados relacionados às mulheres aparecem entre os mais alarmantes do levantamento sobre segurança pública no Brasil.

Embora 32% da população diga se sentir segura na cidade onde mora, entre as mulheres esse percentual cai para apenas 26%, evidenciando uma sensação de vulnerabilidade ainda maior no cotidiano feminino.

A pesquisa também aponta que 83% dos entrevistados reconhecem a violência contra a mulher como um problema presente em suas cidades.

Para entidades e movimentos que atuam na defesa dos direitos femininos, os números refletem uma realidade marcada pelo medo constante e pela insegurança em diferentes espaços urbanos.

Além da preocupação com a violência, essa percepção acaba influenciando rotinas, deslocamentos e até escolhas ligadas ao trabalho, lazer e qualidade de vida.

Leia também: Abolição da escravidão: como o Estado criminalizou culturas negras

Quais são as prioridades para melhorar a segurança pública

Com base nos resultados da pesquisa, o Instituto Sou da Paz listou cinco prioridades consideradas fundamentais para transformar a segurança pública nos próximos anos.

Entre elas estão:

  • Proteger meninas e mulheres;
  • Fortalecer polícias mais preparadas e valorizadas;
  • Combater o crime organizado;
  • Reduzir roubos;
  • Retirar armas ilegais de circulação.

A proposta defendida pelo instituto é que o debate sobre violência urbana avance para além da polarização política e priorize soluções práticas capazes de gerar resultados reais para a população.

Especialistas apontam que o desafio da segurança pública no Brasil passa tanto pelo fortalecimento das instituições quanto pela construção de políticas preventivas mais eficientes.

Com informações da Agência Brasil 

Leia também:  

Intolerância religiosa: mãe tem corrida recusada por motorista de app 

Uber é condenada a indenizar mãe de santo em R$ 15 mil por intolerância religiosa de motorista na Paraíba

Luana Piovani revela nova fé: "evangélica macumbeira". Entenda o que significa e por que ela critica evangélicos atuais

PUBLICIDADE

Espaço para anúncio