Segurança pública: 82% apoiam câmeras em policiais

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Levantamento nacional mostra que mulheres se sentem ainda mais vulneráveis e maioria apoia prevenção e tecnologia.
Apenas 32% dos brasileiros afirmam se sentir seguros na cidade onde vivem, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira (18) pelo Instituto Sou da Paz. O levantamento, realizado entre novembro e dezembro de 2025 pela Oma Pesquisa, ouviu 1.115 pessoas em entrevistas presenciais e revelou uma população preocupada com a violência, mas favorável a políticas de segurança pública baseadas em prevenção, eficiência policial e uso de tecnologia. Entre as mulheres, o sentimento de segurança cai ainda mais: apenas 26% dizem se sentir protegidas nas cidades onde moram. O estudo também mostra amplo apoio ao uso de câmeras corporais em policiais, defendido por 82% dos entrevistados, além da percepção de que mais armas em circulação aumentam a violência.
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A pesquisa do Instituto Sou da Paz revela um cenário de insegurança constante nas cidades brasileiras. Mesmo diante do debate político polarizado sobre violência urbana, os dados apontam que a população tem priorizado soluções consideradas mais práticas e eficientes no combate ao crime.
Segundo o estudo, apenas 20% dos entrevistados concordam com a frase “bandido bom é bandido morto”. Em contrapartida, 73% defendem que criminosos sejam julgados e presos conforme determina a lei.
A diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, Carolina Ricardo, afirmou que a sociedade brasileira demonstra cansaço diante de discursos radicais que, segundo ela, não trouxeram resultados concretos para o cotidiano da população.
“Há uma maioria silenciosa que busca resultados e eficácia”, destacou Carolina Ricardo.
Além disso, 55% dos entrevistados acreditam que o principal desafio do país é fazer com que as leis já existentes sejam aplicadas a todos os criminosos. Apenas 39% defendem o aumento das penas como solução prioritária.
Entre os pontos que mais chamaram atenção no levantamento está o apoio massivo ao uso de câmeras corporais por policiais. Segundo a pesquisa, 82% da população aprovam a utilização do equipamento como ferramenta de proteção e transparência.
O estudo mostra ainda que 65% dos brasileiros acreditam que o país precisa de uma polícia mais preparada e valorizada.
Para especialistas em segurança pública, o uso da tecnologia aparece como uma tentativa de equilibrar combate ao crime e respeito aos direitos da população.
A discussão sobre ferramentas tecnológicas na segurança pública ganhou força nos últimos anos, especialmente após casos de violência policial e denúncias de abusos em operações.
No levantamento, os entrevistados demonstraram preferência por medidas ligadas à prevenção e inteligência policial, em vez de propostas exclusivamente punitivas.
Outro dado relevante aponta que 77% das pessoas acreditam que armas legalmente compradas também podem ser utilizadas em crimes após roubos ou desvios.
Já 73% afirmaram que o aumento de armas em circulação contribui diretamente para o crescimento da violência.
Esse cenário reforça a percepção de que a população busca políticas públicas mais amplas e integradas no combate à criminalidade.
Mulheres relatam maior sensação de insegurança — Foto: Reprodução/Canva
Os dados relacionados às mulheres aparecem entre os mais alarmantes do levantamento sobre segurança pública no Brasil.
Embora 32% da população diga se sentir segura na cidade onde mora, entre as mulheres esse percentual cai para apenas 26%, evidenciando uma sensação de vulnerabilidade ainda maior no cotidiano feminino.
A pesquisa também aponta que 83% dos entrevistados reconhecem a violência contra a mulher como um problema presente em suas cidades.
Para entidades e movimentos que atuam na defesa dos direitos femininos, os números refletem uma realidade marcada pelo medo constante e pela insegurança em diferentes espaços urbanos.
Além da preocupação com a violência, essa percepção acaba influenciando rotinas, deslocamentos e até escolhas ligadas ao trabalho, lazer e qualidade de vida.
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Quais são as prioridades para melhorar a segurança pública
Com base nos resultados da pesquisa, o Instituto Sou da Paz listou cinco prioridades consideradas fundamentais para transformar a segurança pública nos próximos anos.
Entre elas estão:
- Proteger meninas e mulheres;
- Fortalecer polícias mais preparadas e valorizadas;
- Combater o crime organizado;
- Reduzir roubos;
- Retirar armas ilegais de circulação.
A proposta defendida pelo instituto é que o debate sobre violência urbana avance para além da polarização política e priorize soluções práticas capazes de gerar resultados reais para a população.
Especialistas apontam que o desafio da segurança pública no Brasil passa tanto pelo fortalecimento das instituições quanto pela construção de políticas preventivas mais eficientes.
Com informações da Agência Brasil
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