Oscar Schmidt morre aos 68 anos e deixa legado único

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Lenda do basquete brasileiro e ídolo eterno da camisa 14, Oscar enfrentava um tumor cerebral há mais de 15 anos.
O basquete brasileiro está de luto. Oscar Schmidt, o eterno “Mão Santa” e maior ídolo da história do esporte no país, morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos. O ex-jogador passou mal em sua casa em Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo, e foi levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, em Alphaville, mas não resistiu. A causa oficial da morte ainda não foi divulgada pela família, que, em nota, confirmou que ele enfrentava há mais de 15 anos uma “batalha contra um tumor cerebral”. Responsável por popularizar o basquete no Brasil e dono de uma das pontuações mais impressionáveis da história das Olimpíadas, Oscar deixa um vazio imenso, mas um legado que poucos atletas no mundo podem ostentar.
A trajetória de um gigante: de Natal para o mundo
Oscar Daniel Bezerra Schmidt nasceu em Natal (RN), no dia 16 de fevereiro de 1958. Foi lá que começou a dar os primeiros dribles, mas foi com a camisa da seleção brasileira que ele se tornou eterno. Conhecido mundialmente como "Mão Santa" por sua pontaria impiedável, ele vestiu a camisa 14 em cinco Olimpíadas: Moscou (1980), Los Angeles (1984), Seul (1988), Barcelona (1992) e Atlanta (1996).
Maior cestinha da história: Oscar Schmidt morre aos 68 – Foto: Doug Pensinger/Getty Images
Nessas cinco edições, Oscar fez história. Ele marcou incríveis 1.093 pontos, tornando-se o maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos – um recorde que permanece intacto até hoje. Para se ter ideia, ele superou astros lendários da NBA que também brilharam nas Olimpíadas.
Uma luta particular fora das quadras
Enquanto encantava dentro de quadra, Oscar travava uma batalha silenciosa. Diagnosticado com um tumor cerebral em 2011, ele passou por cirurgias e tratamentos agressivos. Em 2022, uma declaração polêmica sobre ter interrompido a quimioterapia por conta própria gerou repercussão, mas ele logo esclareceu e anunciou estar curado. A família, no entanto, revelou que a luta era diária e exigia "coragem, dignidade e resiliência".
“Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte.” – Nota da família de Oscar Schmidt
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A despedida e o reconhecimento mundial
Oscar não precisou jogar na NBA para ser reconhecido por ela. Sua habilidade o colocou no Hall da Fama da NBA e no Hall da Fama da Fiba (Federação Internacional de Basquete), um feito raríssimo para um jogador que nunca atuou oficialmente na liga americana.
No último dia 8 de abril, ele foi homenageado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) no Hall da Fama, no Rio de Janeiro. Ausente por se recuperar de uma cirurgia, foi representado pelo filho, Felipe Schmidt. Na ocasião, o filho emocionou a todos: "Uma das suas maiores felicidades era defender o Brasil nas Olimpíadas. Estar aqui para receber essa homenagem é o último capítulo de uma carreira cheia de vitórias."
O velório de Oscar Schmidt
Segundo a nota oficial da família, o velório e o enterro serão realizados em cerimônia restrita apenas a familiares e amigos próximos, respeitando o desejo de privacidade neste momento de luto. Fãs e admiradores já prestam homenagens nas redes sociais, eternizando o homem que colocou o basquete brasileiro no mapa mundial. Oscar Schmidt deixa seu filho, Felipe, e uma legião de fãs que nunca esquecerão o "Mão Santa".
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