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Raiva em cão é confirmada em Santa Cruz, no Rio

Redação Blé NewsRedação Blé News
22 de setembro de 2026 às 12:00

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Raiva em cão no Rio: contato com morcego acende alerta.
Raiva em cão no Rio: contato com morcego acende alerta.Tânia Rêgo/Agência Brasil

Caso foi confirmado em Santa Cruz; campanha de vacinação antirrábica no estado ocorre em 26 de setembro.

Um cão que vivia em uma área urbana de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, teve raiva confirmada em agosto, após histórico de contato com morcegos. O animal precisou ser sacrificado e, segundo as autoridades de saúde, pessoas que tiveram contato com o cão receberam profilaxia antirrábica e passaram por monitoramento. Até o momento, não foi registrado caso de raiva humana relacionado ao episódio. O alerta foi divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) em 18 de setembro, reforçando a importância da vacinação de cães e gatos e dos cuidados diante do contato com morcegos.

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Raiva em cão reforça alerta de saúde pública

A confirmação do caso ocorreu depois de uma investigação epidemiológica realizada pelas autoridades municipais, após a Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais confirmar a ocorrência no bairro de Santa Cruz.

A raiva é uma zoonose viral que afeta o sistema nervoso central e provoca uma inflamação progressiva no cérebro. Depois do início dos sintomas, a doença apresenta letalidade próxima de 100%, o que torna a prevenção e o atendimento rápido após uma exposição fundamentais.

No caso registrado no Rio, a investigação também buscou identificar pessoas que poderiam ter tido contato com o animal. Quem foi considerado exposto recebeu atendimento preventivo e permaneceu sob acompanhamento.

A situação chama atenção principalmente porque o histórico do cão indicava contato com morcegos, animais que participam do ciclo de transmissão do vírus da raiva.

Segundo a SES-RJ, os últimos casos de raiva humana confirmados no estado ocorreram em São José do Vale do Rio Preto, em 2006, e em Angra dos Reis, em 2020. Nos dois episódios, a transmissão ocorreu por morcegos.

 Raiva continua sendo uma doença de alta gravidade. A vacinação de cães e gatos e o cuidado diante de animais silvestres são medidas fundamentais para reduzir o risco de transmissão. 

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Vacinação antirrábica protege cães e gatos

Diante da confirmação do caso, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro (CRMV-RJ) reforçou a orientação para que tutores mantenham a vacinação antirrábica dos animais em dia.

A vacinação é considerada uma das principais formas de prevenção da raiva em cães e gatos. No Brasil, a imunização faz parte das estratégias do Programa Nacional de Profilaxia e Controle da Raiva, com campanhas realizadas pelos municípios conforme as orientações das autoridades sanitárias.

No Rio de Janeiro, a SES-RJ coordena, orienta tecnicamente, monitora e apoia as Secretarias Municipais de Saúde nas ações relacionadas à doença.

A Campanha de Vacinação Antirrábica de 2026 no estado está programada para 26 de setembro. A participação dos responsáveis pelos animais é importante para ampliar a cobertura vacinal e manter a proteção da população animal.

O presidente do CRMV-RJ, Diogo Alves, destacou que a prevenção precisa fazer parte da rotina dos responsáveis por cães e gatos, especialmente diante da possibilidade de contato com morcegos.

Além da vacina, medidas simples ajudam a diminuir situações de risco.

Como evitar contato entre cães, gatos e morcegos

Cães devem ser conduzidos com coleira e guia durante os passeios, enquanto gatos devem ser mantidos, preferencialmente, em ambiente domiciliar protegido.

Telas em portas e janelas podem ajudar a impedir a entrada de animais silvestres nas residências.

Também é importante evitar que cães e gatos tenham contato com morcegos ou outros animais silvestres, tanto vivos quanto mortos.

A recomendação vale mesmo quando o morcego parece não representar perigo. Um animal encontrado em situação incomum pode estar doente e não deve ser manipulado.

O que fazer ao encontrar um morcego

Morcegos desempenham funções importantes no equilíbrio ambiental. Eles participam da polinização, ajudam na dispersão de sementes e contribuem para o controle de insetos noturnos.

Por isso, a orientação das autoridades não é eliminar esses animais, mas evitar o contato direto e acionar os serviços responsáveis pelo manejo da fauna e pelo controle de zoonoses.

Morcegos encontrados durante o dia, caídos no chão, pendurados em paredes, cortinas ou em outros locais incomuns podem estar infectados e devem ser tratados como situação de risco.

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Nunca tente capturar ou remover o animal

A orientação é não tocar no morcego, seja ele vivo ou morto. Também não se deve tentar capturá-lo, matá-lo ou retirá-lo do local por conta própria.

O serviço de zoonoses do município deve ser acionado para realizar o recolhimento de maneira adequada.

A mesma precaução deve ser adotada quando cães ou gatos entrarem em contato com morcegos. O tutor deve evitar tocar no animal silvestre e procurar orientação dos serviços municipais.

Mordidas e arranhões exigem atendimento rápido

Mordidas, arranhaduras ou lambeduras em mucosas e pele lesionada provocadas por mamíferos domésticos ou silvestres exigem avaliação de saúde.

O primeiro cuidado é lavar imediatamente o local atingido com bastante água corrente e sabão.

Depois, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde o mais rápido possível, mesmo quando o ferimento parecer pequeno ou quando algum tempo já tiver passado desde o contato.

A equipe de saúde avaliará o risco e definirá a necessidade de vacina antirrábica e, quando indicado, de soro ou imunoglobulina.

Situações envolvendo morcegos ou outros mamíferos silvestres merecem atenção especial e são consideradas exposições graves, independentemente do tamanho da lesão.

Também é importante informar exatamente qual foi o animal envolvido e como ocorreu o contato. Essas informações ajudam os profissionais de saúde a definir a conduta adequada.

Cães e gatos que provocarem agressões devem ser observados

Quando um cão ou gato domiciliado estiver envolvido em uma agressão, a orientação é manter o animal sob observação durante 10 dias, conforme orientação dos serviços de saúde.

Se o animal apresentar sinais de doença, morrer, desaparecer ou tiver uma mudança importante de comportamento, a autoridade sanitária municipal deve ser comunicada imediatamente.

Entre os sinais que podem levantar suspeita de raiva estão mudanças bruscas de comportamento, salivação intensa, dificuldade de coordenação motora e paralisia progressiva.

Animais desconhecidos, feridos, doentes ou com comportamento alterado não devem ser manipulados.

O caso confirmado em Santa Cruz reforça que a raiva não é um problema restrito a áreas rurais. A circulação do vírus também pode envolver ambientes urbanos e animais silvestres, tornando a vacinação e a vigilância importantes para a saúde de pessoas e animais.

Para os tutores, a principal mensagem é simples: manter cães e gatos vacinados, evitar contato com morcegos e procurar atendimento imediatamente após uma possível exposição são medidas que podem fazer diferença.

Fontes: Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro e Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro (CRMV-RJ). Informações também divulgadas pela Agência Brasil.

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