Tela Brasil: conheça o streaming público com 555 títulos

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Nova plataforma gratuita do governo reúne filmes, séries e documentários brasileiros com recursos de acessibilidade e catálogo que vai de 1910 a 2025.
O Brasil ganhou neste sábado (30) uma nova plataforma de streaming dedicada exclusivamente à produção audiovisual nacional. Batizada de Tela Brasil, a iniciativa do governo federal chega ao público com acesso gratuito e um catálogo inicial de 555 obras, incluindo filmes clássicos, produções contemporâneas, documentários, séries e conteúdos voltados para diferentes públicos. Desenvolvida pelo Ministério da Cultura em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (UFAL), a plataforma foi lançada na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, e tem como objetivo ampliar o acesso da população à cultura brasileira, valorizando a diversidade e fortalecendo a circulação do audiovisual nacional. O acesso será feito por meio do login Gov.br e, nesta primeira fase, estará disponível em navegadores de computador, com aplicativos para celulares previstos para os próximos 30 dias.
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Durante o lançamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que a plataforma representa uma ferramenta de fortalecimento da identidade cultural brasileira.
Segundo Lula, a iniciativa permitirá que mais brasileiros tenham contato com produções que retratam a história, os costumes e a diversidade do país, em um cenário dominado por conteúdos estrangeiros.
O projeto recebeu investimento de R$ 9 milhões entre 2024 e 2025, destinados ao licenciamento de obras, desenvolvimento tecnológico e implementação de ferramentas de acessibilidade.
Além do entretenimento, a proposta é transformar a plataforma em um instrumento de educação, memória e valorização cultural.
"A Tela Brasil vai contribuir para a compreensão de um país chamado Brasil", afirmou o presidente durante o lançamento.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministra da Cultura, Margareth Menezes, ao lado de artistas durante o lançamento da plataforma de streaming Tela Brasil — Foto: Reprodução/Agência Brasil
A iniciativa faz parte de um conjunto de ações voltadas à democratização do acesso à cultura.
O governo também relacionou o lançamento ao programa MEC Livros, que já disponibiliza mais de 25 mil obras digitais, e anunciou que futuros conjuntos habitacionais deverão contar com bibliotecas comunitárias.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, ressaltou que um dos principais desafios do setor audiovisual ainda é a distribuição das produções brasileiras.
Segundo ela, o país produz conteúdos relevantes e diversos, mas grande parte da população não consegue acessá-los de forma ampla.
Acervo da Tela Brasil reúne clássicos e produções recentes
O catálogo inaugural foi construído a partir de obras financiadas pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e de acervos preservados por instituições ligadas ao Sistema MinC.
Entre elas estão a Cinemateca Brasileira, o Centro Técnico Audiovisual (CTAv), a Funarte e a Fundação Cultural Palmares.
O acervo contempla diferentes períodos históricos da produção nacional, abrangendo obras produzidas entre 1910 e 2025.
Entre os títulos mais conhecidos estão "Central do Brasil", "Cidade de Deus", "Xica da Silva", "A Hora da Estrela", "Carandiru", "Olga" e "Deus e o Diabo na Terra do Sol".
Outro destaque é a presença de 19 produções que representaram o Brasil na disputa pelo Oscar ao longo da história.
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Diversidade cultural é destaque no catálogo
A proposta da plataforma é refletir a pluralidade da sociedade brasileira.
Por isso, o catálogo contempla produções de cinema negro, cinema indígena, obras dirigidas por mulheres e conteúdos relacionados a temas contemporâneos como sustentabilidade e justiça climática.
Uma das seções de destaque é Africanidades, que reúne produções voltadas às experiências, memórias, trajetórias e contribuições da população negra brasileira.
A plataforma também oferece conteúdos destinados ao público infantil, juvenil, artístico e educacional.
Plataforma aposta em acessibilidade e inclusão
Um dos pilares do projeto é a acessibilidade.
Todos os títulos selecionados por edital público contam com audiodescrição, legendagem descritiva e tradução em Língua Brasileira de Sinais (Libras).
A professora Luciana Peixoto Santa Rita, participante do desenvolvimento da iniciativa pela UFAL, destacou que a plataforma foi construída com base em pesquisas sobre acessibilidade, preservação audiovisual e memória cultural.
Além dos recursos técnicos, a proposta inclui soluções voltadas à regulamentação e ao acesso democrático ao conteúdo cultural.
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Como acessar a Tela Brasil
Para utilizar a plataforma, é necessário possuir uma conta ativa no Gov.br.
Os usuários poderão escolher entre dois formatos de navegação.
O Perfil Cidadão permite acesso individual e gratuito ao catálogo completo, além da criação de listas de favoritos.
Já o Perfil Direcionado foi criado para exibições coletivas sem fins lucrativos em escolas, bibliotecas, museus, cineclubes e pontos de cultura.
Ao todo, o catálogo inicial está dividido em:
- 267 curtas-metragens;
- 139 longas-metragens;
- 85 médias-metragens e telefilmes;
- 64 obras seriadas.
A expectativa do Ministério da Cultura é ampliar continuamente o acervo, consolidando a Tela Brasil como uma das principais vitrines digitais do audiovisual brasileiro.
Com informações da Agência Brasil
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