Wilker Leão é preso em flagrante na UnB; entenda

Candidato do Novo foi detido após pintar muro do Instituto de Artes; MPF pediu liberdade com medidas cautelares.
O candidato a deputado federal pelo Novo, Wilker Leão, foi preso em flagrante pela Polícia Federal neste domingo (27), após pintar sem autorização um muro do Instituto de Artes da Universidade de Brasília (UnB), em Brasília. Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal, a ocorrência foi registrada por volta das 17h e Leão foi conduzido à PF junto com Anderson Nigro, que fazia imagens da ação. A UnB afirmou que o episódio envolveu depredação de patrimônio público e agressões contra estudantes e informou que acionou seu protocolo de segurança. Nesta segunda-feira (28), o Ministério Público Federal pediu a liberdade provisória dos dois, com medidas cautelares e fiança.
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Wilker Leão é preso após ação no muro da UnB
A prisão aconteceu no Instituto de Artes da Universidade de Brasília, onde Leão, acompanhado de outras pessoas, começou a pintar de branco áreas externas do prédio. De acordo com informações da PMDF divulgadas pela imprensa, a ação ocorreu sem autorização da universidade.
O candidato foi abordado depois que a polícia foi acionada para verificar a pintura. Anderson Nigro, que registrava a ação, também foi detido e levado à Polícia Federal. Os dois ficaram presos em flagrante sob suspeita de dano ao patrimônio da União.
A UnB afirmou, em nota publicada nesta segunda-feira, que o episódio também envolveu agressões contra estudantes. A instituição disse que adotou as providências administrativas e jurídicas necessárias para apurar o ocorrido e responsabilizar os envolvidos.
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O que aconteceu no Instituto de Artes
Segundo relatos divulgados no registro da ocorrência e pela imprensa, Leão teria ido ao campus com um grupo para cobrir pinturas e intervenções existentes nas paredes do Instituto de Artes.
Em depoimento à Polícia Federal, segundo reportagem publicada nesta segunda-feira, o candidato afirmou que seu objetivo era “revitalizar” o patrimônio e apagar o que classificou como pichações de conteúdo político. Ele declarou ainda ter comprado tinta e rolos e contratado cerca de 15 pessoas para ajudar no trabalho.
A versão apresentada por Leão é diferente da interpretação da universidade. A UnB classificou a ação como depredação de patrimônio público e afirmou que estudantes foram agredidos durante o episódio.
Até o momento, as acusações e versões apresentadas pelas partes fazem parte de uma investigação em andamento e não equivalem a uma condenação.
O MPF pediu nesta segunda-feira a liberdade provisória de Wilker Leão e Anderson Nigro, com fianças de R$ 20 mil e R$ 10 mil, respectivamente.
Wilker Leão e a prisão em flagrante
A prisão ocorreu durante o período de restrição previsto pelo Código Eleitoral para detenções de candidatos. A regra estabelece que candidatos não podem ser presos desde 15 dias antes da eleição até 48 horas depois do encerramento da votação, salvo em caso de flagrante delito.
Como a ocorrência foi registrada como flagrante, a prisão pôde ser realizada. O caso passou a tramitar na Justiça Federal do Distrito Federal.
A situação judicial não significa, por si só, que tenha havido condenação. A investigação deverá esclarecer as circunstâncias do episódio e a eventual responsabilidade individual dos envolvidos.
MPF pede liberdade e medidas cautelares
Na segunda-feira (28), o Ministério Público Federal pediu a liberdade provisória de Wilker Leão e Anderson Nigro.
Para Leão, o MPF solicitou fiança de R$ 20 mil. Para Nigro, pediu R$ 10 mil, levando em consideração, segundo a reportagem, fatores como renda e a participação atribuída a ele no episódio. Também foram solicitadas outras medidas cautelares, incluindo a apresentação de endereço atualizado e meios de contato.
O auto de prisão em flagrante tramita na 10ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal, vinculada ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Até a atualização desta matéria, reportagens consultadas informavam que a defesa de Wilker Leão ainda não havia se manifestado. O espaço permanece aberto para eventual posicionamento.
Histórico de conflitos de Wilker Leão com a UnB
O episódio deste domingo ocorre pouco mais de um ano depois de Leão ser expulso da Universidade de Brasília.
Em setembro de 2025, ele foi desligado do curso de História após processo disciplinar relacionado à gravação de aulas sem autorização e à exposição de professores e estudantes nas redes sociais. A expulsão foi noticiada à época como resultado de um processo interno da universidade.
Em abril de 2026, segundo o UOL, Leão também foi condenado a um ano e 11 meses de detenção por injúria e difamação relacionadas à gravação de aulas da universidade sem autorização.
O histórico ajuda a explicar por que o novo episódio ganhou repercussão dentro e fora do campus, mas cada ocorrência possui apuração própria.
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A reação da Universidade de Brasília
Em sua nota oficial, a UnB repudiou o episódio e afirmou que houve violência e depredação do patrimônio público. A universidade também declarou solidariedade aos estudantes que teriam sido agredidos e disse que prestará apoio aos integrantes da comunidade universitária afetados.
A instituição utilizou ainda a expressão “extrema-direita” para caracterizar os métodos que, segundo sua avaliação, foram utilizados no episódio. Essa é uma caracterização feita pela própria universidade e deve ser entendida nesse contexto institucional.
O Partido Novo, por sua vez, afirmou, segundo reportagem publicada nesta segunda-feira, que a conduta atribuída a Leão deve ser analisada sem antecipação de culpa e pediu investigação individual das responsabilidades relacionadas ao episódio.
O caso agora segue na esfera judicial. A apuração deverá definir as circunstâncias da ação no Instituto de Artes, a participação de cada envolvido e eventuais responsabilidades pelos danos e pelas agressões relatadas.




