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Justiça

Deolane e Marcola são denunciados por lavagem para o PCC

Redação Blé NewsRedação Blé News
10 de junho de 2026 às 23:16

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Ministério Público denuncia Deolane Bezerra e Marcola por suposto esquema de lavagem para o PCC
Ministério Público denuncia Deolane Bezerra e Marcola por suposto esquema de lavagem para o PCCVan Campos/AgNews

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Ministério Público de São Paulo acusa seis pessoas de integrar esquema que teria movimentado recursos do PCC entre 2018 e 2025.

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou seis pessoas por suposta participação em uma organização criminosa voltada à lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Entre os denunciados estão a advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra e Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado pelas autoridades como líder da facção criminosa. A denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e aponta que o esquema teria funcionado entre 2018 e 2025 por meio de uma empresa de transportes utilizada para ocultar e reinserir recursos ilícitos na economia formal.

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Segundo o Gaeco, a organização utilizava uma transportadora administrada por Ciro Cesar Lemos, condenado anteriormente por envolvimento com organização criminosa.

De acordo com a investigação, a empresa era utilizada para movimentar recursos atribuídos ao PCC e distribuir valores entre integrantes da rede investigada.

Os promotores afirmam que Lemos recebia orientações de Marcola e de seu irmão, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, apontado como uma das lideranças da facção.

Além deles, a denúncia inclui o operador financeiro Everton de Sousa e os filhos de Alejandro, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho.

Segundo o MP, Leonardo e Paloma estariam atualmente foragidos fora do Brasil.

A investigação sustenta que a estrutura tinha como objetivo ocultar a origem de recursos obtidos de forma ilícita e reinseri-los no mercado formal.

Os promotores afirmam que depósitos eram realizados de maneira fracionada para dificultar o rastreamento das operações financeiras.

No caso de Deolane Bezerra, o Gaeco aponta que ela teria recebido depósitos provenientes da transportadora por meio de contas próprias, supostamente ocultando a origem dos recursos.

Ainda segundo a denúncia, a influenciadora planejava reorganizar empresas vinculadas ao seu patrimônio e transferi-las para fundos sediados no exterior.

Para os investigadores, essa movimentação poderia ser utilizada como mecanismo para ampliar a lavagem de dinheiro relacionada aos recursos atribuídos à facção criminosa.

"A estrutura tinha como objetivo dissimular e reinserir recursos ilícitos na economia formal", destacou o Gaeco.

O papel dos demais investigados

O MP aponta que Everton de Sousa atuava como operador financeiro da organização, sendo responsável por supervisionar prestações de contas e o fluxo de valores.

Já Paloma e Leonardo teriam recebido parcelas dos rendimentos investigados por determinação de Alejandro.

Segundo a denúncia, Paloma também orientava a distribuição dos recursos com base em informações transmitidas pelo pai.

As autoridades sustentam que a atuação conjunta dos investigados permitia a circulação dos valores entre diferentes contas e empresas, dificultando a identificação da origem dos recursos.

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Influência do PCC mesmo com lideranças presas

Marcola está preso desde 1999 e Alejandro desde 2006.

Apesar disso, a acusação afirma que ambos continuariam exercendo influência sobre atividades da facção por meio de familiares, advogados, outros detentos e canais clandestinos de comunicação.

Para os investigadores, essa rede permitiria a manutenção das operações financeiras mesmo com as lideranças encarceradas em unidades de segurança máxima.

O caso reforça o entendimento das autoridades de que o combate ao crime organizado não se limita às ações executadas nas ruas, mas também envolve o monitoramento de estruturas financeiras utilizadas para movimentar recursos.

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Defesa contesta acusações

A defesa de Deolane Bezerra informou que ainda não teve acesso integral ao conteúdo da denúncia.

Em nota, os advogados afirmaram que a influenciadora não integra qualquer organização criminosa e não praticou os crimes apontados pelo MP.

A defesa de Marcola e Alejandro também contestou a acusação.

Segundo os representantes legais, ambos estão custodiados em presídios de segurança máxima desde 2019, o que tornaria inviável a participação direta no esquema descrito pela investigação.

Os advogados de Leonardo e Paloma declararam que os dois rejeitam integralmente as acusações apresentadas.

A defesa acrescentou que os vínculos patrimoniais e elementos financeiros mencionados na denúncia possuem justificativas legais e serão esclarecidos durante o andamento do processo.

Com a formalização da denúncia, caberá agora ao Poder Judiciário analisar os elementos apresentados pelo MP e decidir sobre o recebimento da ação penal.

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