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Rio de Janeiro

Deputado do RJ é preso; patrimônio explode 700% em dois anos

Redação Blé NewsRedação Blé News
05 de maio de 2026 às 16:30

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PF prende deputado do RJ por suspeita de fraudes na Educação
PF prende deputado do RJ por suspeita de fraudes na EducaçãoPolícia Federal/divulgação

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Thiago Rangel (Avante) teve aumento patrimonial de 748% em dois anos. PF aponta esquema em obras da Secretaria de Educação.

A Polícia Federal (PF) prendeu na manhã desta terça-feira (5), no Rio de Janeiro, o deputado estadual Thiago Rangel (Avante), alvo da quarta fase da Operação Unha e Carne. A ação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), investiga uma organização criminosa suspeita de desviar recursos públicos por meio de fraudes em compras de materiais e contratação de serviços de reforma na Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc). Sete mandados de prisão e 23 de busca e apreensão são cumpridos nas cidades do Rio, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana. Além do parlamentar, a PF mira fornecedores e servidores. O esquema, segundo as investigações, operava ao menos desde 2021, superfaturando pequenas obras e rateando vantagens indevidas. Enquanto isso, os dados eleitorais de Rangel mostram um salto patrimonial de 748% entre 2020 e 2022, quando ele passou de vereador a deputado.

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A investigação da PF não trata apenas de uma prisão isolada, mas de um suposto sistema de desvio de dinheiro público que pode ter comprometido a manutenção de centenas de escolas estaduais.

Segundo a PF, os investigados manipulavam procedimentos de compra e contratação de serviços, com foco em obras de reforma e pequenos reparos. A estratégia era fracionar as despesas para escapar de licitações mais rigorosas, exigidas por lei para valores elevados.

Os crimes apurados incluem organização criminosa, peculato (desvio de recursos públicos), fraude à licitação e lavagem de dinheiro. A PF identificou que empresas ligadas a intermediários e ao próprio parlamentar venciam processos de forma artificial, com notas fiscais superfaturadas. O dinheiro desviado era então pulverizado em contas de laranjas ou reinvestido em novos negócios, como postos de combustíveis — exatamente o setor onde Thiago Rangel mais expandiu seu patrimônio.

O deputado Thiago Rangel foi preso pela PF — Foto: Alerj/Divulgação

A evolução patrimonial de Thiago Rangel: de R$ 1 mil a R$ 1,9 milhão

Os dados da Justiça Eleitoral deixam evidente a evolução patrimonial. Em 2014, Rangel trabalhava como motorista e recebia cerca de R$ 1 mil por mês. Já em 2020, ao se eleger vereador em Campos dos Goytacazes, declarou possuir R$ 224 mil em bens — incluindo dois carros, uma moto aquática e participação de R$ 60 mil em um posto de combustíveis. Dois anos depois, já como deputado estadual, seu patrimônio saltou para R$ 1,9 milhão, um crescimento de 748%. Entre os bens declarados, constam 18 postos de combustíveis.

"A defesa ressalta que qualquer conclusão antecipada é indevida antes do conhecimento integral dos elementos que fundamentaram a medida."
— Nota da defesa de Thiago Rangel

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O que diz a Secretaria de Educação e a defesa

Em nota, a Seeduc informou que já iniciou uma revisão administrativa de todos os contratos de manutenção e reparo da rede estadual. A pasta também estabeleceu um teto de R$ 130 mil para intervenções classificadas como “pequenos reparos” — qualquer serviço acima desse valor será executado pela Empresa de Obras Públicas (Emop-RJ). A secretaria afirmou ainda que colabora com o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado.

Já a defesa do deputado Thiago Rangel negou a prática de qualquer ilícito. Em nota, os advogados afirmaram que o parlamentar “prestará todos os esclarecimentos necessários nos autos da investigação” e pediu cautela, dizendo que “qualquer conclusão antecipada é indevida”.

As investigações seguem sob sigilo no Supremo Tribunal Federal, mas a expectativa é de que novos desdobramentos da Operação Unha e Carne venham a público nas próximas semanas. 

Com inforamações da Agência Brasil e G1

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