Desenrola 2.0: com desconto de até 90% começa hoje

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Dívidas de cartão, cheque especial e crédito pessoal podem ter juros de só 1,99% ao mês. Saiba se você entra.
Começa nesta terça-feira, 5 de maio de 2026, o Novo Desenrola Brasil. O programa do governo federal permite a renegociação de dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, com descontos que podem chegar a até 90% e juros máximos de 1,99% ao mês. Podem participar pessoas com renda de até R$ 8.105 — o equivalente a cinco salários mínimos — e dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 91 e 720 dias.
O objetivo é direto: tirar milhões de brasileiros da inadimplência, recuperar o acesso ao crédito e injetar fôlego na economia. A expectativa do governo é renegociar cerca de R$ 58 bilhões em débitos nos próximos 90 dias.
O programa é para pessoa física com renda mensal igual ou inferior a cinco salários mínimos — ou seja, R$ 8.105. Mas atenção: não basta ganhar esse valor. É preciso que a dívida tenha sido contratada até 31 de janeiro de 2026 e que esteja atrasada entre 91 e 720 dias até a véspera da publicação da MP (4 de maio de 2026).
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Dívidas que entram na renegociação
Apenas três modalidades são aceitas:
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Cartão de crédito (parcelado ou rotativo)
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Cheque especial
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Crédito pessoal sem consignação (incluindo consolidação de dívidas)
Dívidas de financiamento de veículos, imóveis ou contas de consumo (água, luz, telefone) não entram nessa fase.
Condições oferecidas — o que muda na prática
O Novo Desenrola não é só um parcelamento. É uma renegociação pesada. Veja os números principais:
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Desconto de até 90% sobre o valor da dívida antiga
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Juros máximos de 1,99% ao mês (cerca de 26% ao ano)
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Prazo de até 48 meses para pagar
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Carência de 35 dias para começar a pagar
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Limite de R$ 15 mil por CPF por banco (após os descontos)
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Uso do FGTS: até 20% do saldo da conta ou R$ 1 mil (o que for maior) para abater o débito
Dívida de até R$ 100? Você não precisa fazer nada. O governo determina a desnegativação automática — ou seja, o nome sai do Serasa e afins sem renegociação.
Como aderir? Atenção: não é automático
Diferente do que muitos pensam, o governo não centraliza a adesão. Você precisa procurar diretamente o banco ou a instituição financeira onde está a dívida. Pode ser pelo aplicativo, site ou agência.
O que acontece se o banco ainda não aderiu?
A MP foi publicada no Diário Oficial da União no dia 4 de maio. Mas cada banco tem prazo para ajustar suas operações. Alguns já começam hoje; outros, nos próximos dias. A oferta pode não estar disponível imediatamente para todos os clientes. Vale ligar, mandar mensagem ou acessar o app para saber.
Desenrola 2.0 vai além das famílias
O programa tem quatro frentes, embora a mais conhecida seja o Desenrola Famílias (pessoas físicas com dívidas bancárias). As outras são:
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Desenrola Fies — para estudantes com débitos no fundo de financiamento estudantil
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Desenrola Empresas — para micro e pequenas empresas
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Desenrola Rural — para agricultores familiares inadimplentes
Cada frente tem regras específicas. O foco desta matéria é o Desenrola Famílias, que começou hoje.
Bloqueio de apostas e educação financeira
Uma contrapartida inédita: quem aderir ao programa terá o CPF bloqueado em plataformas de apostas online por 12 meses. A ideia é evitar que a pessoa quite uma dívida e logo entre em outra por causa de bets. Os bancos também precisarão destinar parte dos recursos para programas de educação financeira.
Vale a pena renegociar agora?
Depende. Se sua dívida atual tem juros acima de 1,99% ao mês — como o rotativo do cartão, que pode ultrapassar 400% ao ano —, o Novo Desenrola é um alívio enorme. Agora, se você consegue juros menores que 1,99% em outro empréstimo, talvez não compense. A Selic está em 14,5% ao ano, bem abaixo do teto do programa. Mas para quem está com nome sujo e sem acesso a crédito, essa é a melhor porta de entrada.
O programa tem duração prevista de 90 dias. Ou seja: não deixe para a última hora.
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