Família de Moraes triplica patrimônio e compra R$ 23,4 milhões em imóveis em 5 anos; entenda

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Levantamento do jornal Estadão mostra que ministro do STF e sua esposa adquiriram 17 imóveis, avaliados em R$ 31,5 milhões, enquanto ele recebe o teto do funcionalismo público.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, triplicaram o patrimônio imobiliário da família nos últimos cinco anos. É o que revela uma reportagem do jornal Estadão publicada nesta segunda-feira (6). Com base em contratos de cartórios de São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal, o levantamento aponta que, entre 2021 e 2025, o casal comprou à vista imóveis no valor total de R$ 23,4 milhões, a maior parte em Brasília e na capital paulista.
O salto patrimonial é expressivo. Até 2017, quando Moraes assumiu uma cadeira no STF, o casal tinha bens imóveis avaliados em R$ 8,6 milhões. Agora, o número mais que triplicou: são 17 imóveis somando R$ 31,5 milhões. Entre os novos endereços de luxo estão:
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Uma casa no Lago Sul, bairro nobre de Brasília (DF);
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Um apartamento em Campos de Jordão (SP), famoso destino de inverno;
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Dois apartamentos no bairro Jardim América, área valorizada de São Paulo (SP).
A maior parte das aquisições foi feita pelo Lex Instituto de Estudos Jurídicos, uma sociedade formada por Viviane e pelos dois filhos do casal, Alexandre e Giuliana. O ministro não é sócio da empresa, mas vale lembrar: ele e Viviane são casados sob o regime de comunhão parcial de bens. Isso significa que tudo o que foi adquirido durante o casamento — incluindo os imóveis comprados pela empresa da esposa — integra o patrimônio do casal.
Como ministro do STF, Alexandre de Moraes recebe o teto do funcionalismo público: R$ 46 mil mensais. A grande questão que a reportagem levanta — e que ainda não foi respondida — é: como um casal que vive dentro desse teto conseguiu, em cinco anos, mobilizar R$ 23,4 milhões para compras à vista de imóveis?
Procurados pela reportagem original, o gabinete de Moraes no STF e a própria Viviane Barci de Moraes não se manifestaram até a publicação deste texto. O Lex Instituto de Estudos Jurídicos também não comentou.
Este espaço será atualizado assim que houver posicionamento oficial.
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