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Saúde & Bem Estar

Febre amarela: SP reforça vacinação no ABC após morte de macaco

Redação Blé NewsRedação Blé News
28 de maio de 2026 às 09:30· Atualizado em 31/05/2026 às 16:28

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Vacina contra febre amarela é reforçada no ABC paulista
Vacina contra febre amarela é reforçada no ABC paulistaRovena Rosa/Agência Brasil

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Estado registra nove casos e cinco mortes por febre amarela em humanos; vacinação foi ampliada após alerta em Santo André.

O governo do Estado de São Paulo anunciou o reforço da vacinação contra a febre amarela em toda a região do Grande ABC após a morte de um primata não humano em Santo André. A medida foi adotada diante do avanço dos casos da doença no estado, que já soma nove infecções em humanos e cinco mortes confirmadas até o momento. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, a presença do vírus em macacos funciona como um importante sinal de alerta para circulação da febre amarela em áreas de mata, parques e regiões próximas a corredores ecológicos. A vacinação passa a ser intensificada nas sete cidades do ABC paulista, principalmente entre pessoas que frequentam áreas verdes ou que ainda não completaram o esquema vacinal.

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A região do Grande ABC entrou em estado de atenção após a confirmação da morte do animal em Santo André. Apesar da preocupação, especialistas reforçam que os macacos não transmitem a doença para humanos.

A febre amarela é transmitida exclusivamente por mosquitos infectados em áreas silvestres.

A Secretaria Estadual de Saúde explicou que os primatas funcionam como “sentinelas epidemiológicas”, ajudando autoridades a identificar a circulação do vírus antes do aumento de casos em humanos.

Não existe transmissão direta entre pessoas ou entre macacos e humanos.

O Brasil também não registra casos de febre amarela urbana desde 1942.

Quem deve tomar a vacina contra febre amarela

Em Santo André, a recomendação inclui crianças a partir dos seis meses de idade.

Bebês entre seis e oito meses devem receber a chamada “dose zero”, utilizada em situações de risco epidemiológico.

Também podem receber a vacina, mediante avaliação médica:

  • idosos acima de 60 anos;
  • gestantes;
  • mulheres que amamentam crianças de até seis meses.

Nas demais cidades do ABC — São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra — a imunização é indicada para moradores ou frequentadores de áreas de risco que ainda não completaram o ciclo vacinal.

A recomendação vale para pessoas a partir de nove meses de idade.

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Vacina fracionada de 2018 exige nova dose

Outro alerta importante feito pelas autoridades de saúde envolve quem recebeu a vacina fracionada durante o surto registrado em 2018.

Essas pessoas devem procurar uma unidade de saúde para receber uma nova dose completa do imunizante.

Segundo o governo paulista, essa atualização é importante para garantir proteção prolongada contra a doença.

A estratégia busca ampliar a cobertura vacinal em regiões próximas a áreas de mata, onde há maior circulação dos mosquitos transmissores.

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Sintomas da febre amarela exigem atenção

Os sintomas iniciais da febre amarela podem ser confundidos com outras viroses.

Os principais sinais incluem:

  • febre alta;
  • dores no corpo;
  • dor de cabeça intensa;
  • calafrios;
  • fadiga;
  • náuseas e vômitos.

Nos casos mais graves, a doença pode provocar complicações no fígado e hemorragias.

Autoridades reforçam que a vacinação continua sendo a forma mais eficaz de prevenção.

A identificação do vírus em primatas é um alerta importante para ampliar rapidamente a imunização da população.

Governo de SP intensifica prevenção

O reforço da campanha acontece em meio ao aumento da preocupação com a circulação do vírus em áreas próximas à capital paulista.

A Secretaria Estadual da Saúde informou que ações de monitoramento epidemiológico, vacinação e orientação da população seguem sendo ampliadas em municípios considerados estratégicos.

A recomendação é que moradores verifiquem a carteira de vacinação e procurem os postos de saúde caso ainda não tenham recebido a dose completa.

Especialistas também orientam o uso de repelente e roupas compridas em áreas de mata ou parques ecológicos.

Com informações da Agência Brasil

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