Greve nacional paralisa agências da Caixa e afeta parcialmente o Banco do Brasil

Paralisação nacional na Caixa e parcial no BB começa nesta quinta (10); canais digitais seguem funcionando normalmente.
Os funcionários da Caixa Econômica Federal iniciaram nesta quinta-feira (10) uma greve nacional por tempo indeterminado. No Banco do Brasil, a paralisação é parcial e atinge apenas as bases sindicais que rejeitaram a proposta de acordo da categoria. A mobilização começou após meses de negociações entre os bancos e os representantes dos trabalhadores — e, embora o acordo geral da categoria já tenha sido assinado na quarta-feira (9), os bancários da Caixa cobram pontos específicos que ficaram de fora do texto final. Na prática, quem depende de agência pode sentir o impacto, mas os canais digitais continuam operando normalmente. Entenda abaixo o que está por trás da greve, o que já foi acordado e como o cliente deve se organizar.
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Por que a Caixa entrou em greve nacional
A decisão foi tomada depois que mais de 90% das bases sindicais rejeitaram a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico com a Caixa. O principal ponto de atrito é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados, que segue sem consenso entre banco e trabalhadores.
Além disso, os bancários cobram avanços em itens negociados desde junho, como:
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A aplicação da Norma Regulamentadora 1 (NR-1), que trata de segurança e saúde no ambiente de trabalho;
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O combate a metas de trabalho abusivas;
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A construção de ambientes profissionais mais saudáveis.
Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, foram 13 rodadas de negociação em mais de dois meses — número que resultou na assinatura da nova convenção geral, mas não foi suficiente para fechar o acordo específico com a Caixa.
O banco afirmou, em nota, que "mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos empregados e retornou à mesa de negociação". Uma nova rodada foi marcada para esta quinta-feira (10), mas a orientação dos sindicatos é manter a paralisação até que qualquer avanço seja submetido às assembleias.
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BB: paralisação parcial e foco nas bases que rejeitaram o acordo
No Banco do Brasil, a greve não é nacional. A paralisação acontece apenas nas bases sindicais que rejeitaram a proposta da categoria — cerca de 60 entidades, segundo os sindicatos.
Entre as localidades que não aprovaram o texto estão Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis. Nas demais bases, a convenção foi aprovada e já está assinada.
O BB informou que participa da mesa geral da Fenaban e mantém uma mesa específica com os sindicatos para tratar de questões próprias dos funcionários. Em nota, o banco declarou que "foram realizadas várias rodadas de negociação, que resultaram na proposta apresentada às entidades sindicais e aprovada em diversas assembleias em todo o país".
O que já está garantido no acordo da categoria
A nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) foi assinada na quarta-feira (9) e tem vigência até 31 de agosto de 2028. Ela abrange cerca de 414 mil bancários em aproximadamente 3,6 mil municípios, com 171 bancos signatários e 245 entidades sindicais envolvidas.
Entre os principais pontos do acordo:
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Reposição integral da inflação pelo INPC;
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Aumento real de 0,6% em 2026 e 2027;
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Reajuste sobre vale-refeição, vale-alimentação, PLR e auxílios;
Medidas de saúde mental, combate ao assédio e direito à desconexão fora do horário de trabalho;
Regras de transparência e limites para monitoramento digital dos empregados;
Programa de qualificação e recolocação profissional;
Melhorias na indenização para demitidos por fechamento de agências.
Vale lembrar: o acordo geral vale para todos os bancários, mas os ACTs específicos — como o da Caixa — tratam de demandas particulares de cada instituição. É justamente aí que a negociação travou.
📌 414 mil bancários são impactados pela nova convenção coletiva, válida até 31 de agosto de 2028, em cerca de 3,6 mil municípios brasileiros.
Como fica o atendimento durante a greve
Se você é cliente da Caixa ou do Banco do Brasil, a recomendação é priorizar os canais digitais. As duas instituições informaram que os aplicativos, o internet banking e o autoatendimento seguem disponíveis.
Na Caixa:
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App Caixa, internet banking, WhatsApp Caixa e Caixa Tem;
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Caixas eletrônicos, rede Banco24Horas, casas lotéricas e Correspondentes Caixa Aqui;
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Telefones: 4004-0104 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800-104-0104 (demais localidades).
No Banco do Brasil:
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App, Internet Banking, correspondentes bancários, Central de Relacionamento e WhatsApp;
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Telefones: 4004-0001 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800-729-0001 (demais localidades).
A paralisação das agências não suspende automaticamente o pagamento de benefícios. Serviços que podem ser resolvidos digitalmente continuam funcionando. Já os atendimentos que exigem presença física — como abertura de contas, resolução de pendências documentais ou atendimentos presenciais complexos — podem ser afetados pelo movimento.
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O que observar nos próximos dias
A greve na Caixa é por tempo indeterminado, e a nova rodada de negociação desta quinta pode destravar (ou não) o impasse. No BB, o cenário depende da adesão nas bases que rejeitaram o acordo. Para o cliente, a dica é simples: resolva o que puder pelo app e, se precisar ir à agência, confirme antes se a unidade está funcionando.
Com informações da Agência Brasil





