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Leo Dias recebeu R$ 11,9 milhões do Banco Master e empresa ligada; veja os valores

Redação Blé NewsRedação Blé News
09 de abril de 2026 às 05:48· Atualizado em 09/04/2026 às 05:54

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A conta que liga Leo Dias ao Banco Master
A conta que liga Leo Dias ao Banco MasterReprodução

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Documentos do Coaf obtidos pelo Estadão mostram que os repasses equivalem a 28% do faturamento da empresa do jornalista em 15 meses. Leo Dias afirma que valores são de contrato de publicidade.

O jornalista de fofocas Leo Dias está no centro de uma nova reviravolta financeira envolvendo o polêmico Banco Master. Documentos do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) obtidos pelo jornal Estadão revelam que a empresa do comunicador, a Leo Dias Comunicação e Jornalismo, recebeu pelo menos R$ 9,9 milhões diretamente do banco de Daniel Vorcaro entre fevereiro de 2024 e maio de 2025. Além disso, outros R$ 2 milhões foram depositados por uma firma (LD Produções) que tinha o Master como sua principal fonte de receita. Ao todo, são R$ 11,9 milhões que levantam questões sobre a relação entre o jornalismo de celebridades e o sistema financeiro.

O relatório do órgão de controle financeiro é cirúrgico. No período analisado de 15 meses, a empresa de Leo Dias movimentou R$ 34,9 milhões. Isso significa que os R$ 9,9 milhões vindos diretamente do Banco Master representam 28% de todo o faturamento da empresa no período.

As saídas da conta da Leo Dias Comunicação somaram R$ 35,7 milhões, e o Coaf aponta “indícios de movimentações em benefício de terceiros” – como pagamento de boletos em nome de outras pessoas, sem uma causa aparente clara. O órgão também destacou que a movimentação na conta era superior à capacidade financeira declarada pela empresa.

A teia se complica ainda mais. Um segundo documento do Coaf mostra que a Leo Dias Comunicação recebeu R$ 2 milhões da LD Produções, empresa cujo proprietário é Flávio Carneiro – um empresário mineiro próximo de Daniel Vorcaro e que já foi sócio de Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro do banqueiro.

Zettel e Carneiro foram sócios na Foone, empresa de tecnologia que também recebeu R$ 2,6 milhões da empresa de Leo Dias. A Foone, que já teve como clientes os sites Brazil Journal e PlatôBR, teria dado errado segundo Carneiro por conta de mudanças na Lei Geral de Proteção de Dados.

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R$ 9,9 milhões direto do Banco Master para a empresa de Leo – Foto: Reprodução/Instagram

A versão de Leo Dias

Procurado, Leo Dias se manifestou por meio de sua assessoria. A defesa do jornalista é clara e direta: os valores se referem a um contrato de publicidade firmado com o Will Bank, uma das marcas do conglomerado do Master que foi liquidada pelo Banco Central.

“O Grupo Master, por meio da marca Will Bank, manteve contrato publicitário com empresas do Grupo Leo Dias Comunicação no período de outubro de 2024 a outubro de 2025”, afirmou a nota.

Sobre os R$ 2 milhões vindos da LD Produções, porém, a nota enviada pela assessoria não mencionou o valor especificamente.

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Reunião na Moriah Asset e mudança societária

O Estadão também teve acesso a prints de um vídeo de 2023, onde Leo Dias aparece em uma reunião na sede da Moriah Asset, gestora de investimentos de Fabiano Zettel. À época, o jornalista escreveu na legenda: “Estamos preparando um 2024 cheio de novidades para vocês”.

Questionado, Leo Dias disse que o encontro foi “estritamente comercial” para discutir o patrocínio do Will Bank. “Também foram discutidas possíveis oportunidades publicitárias envolvendo marcas ligadas ao Grupo Moriah, tratativas que, ao final, não chegaram a ser concretizadas”, completou a nota.

Outro ponto que chama a atenção é a mudança no controle da empresa. Até outubro de 2025, Leo Dias era dono de 100% da empresa. Ele então cedeu 10% das ações para Thiago Miranda, envolvido na contratação de influenciadores para atacar o Banco Central. Os dois transformaram a empresa em sociedade anônima, o que, na prática, tornou sigilosa a informação sobre quem são os atuais sócios e suas participações.

A nota de Leo Dias enviada nesta quarta-feira (8) reforça que Thiago Miranda deixou o cargo de CEO em junho de 2025 e não tem mais qualquer função de gestão no grupo.

O que esperar?

Enquanto Daniel Vorcaro não se manifesta (ele foi procurado, mas não respondeu até a publicação desta matéria), os números e as conexões expostas pelo Coaf acendem um sinal de alerta. A história, que começou com a falência do Banco Master, agora se enreda com o mundo das celebridades, levantando perguntas sobre a origem e o destino de milhões de reais. O Ble News segue de olho.

Com informaçãos do Estadão

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