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PF investiga desvios de R$ 563 milhões na área da saúde do Rio de Janeiro

Redação Blé NewsRedação Blé News
30 de junho de 2026 às 19:23

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PF faz nova operação contra lavagem de dinheiro na saúde do Rio
PF faz nova operação contra lavagem de dinheiro na saúde do RioTomaz Silva/Agência Brasil

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A segunda fase da Operação Anáfora mira suspeitos de ocultar recursos desviados da saúde pública em contratos que ultrapassam R$ 563 milhões.

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (30), a segunda fase da Operação Anáfora para aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao desvio de recursos públicos destinados à saúde no estado do Rio de Janeiro. Ao todo, os agentes cumprem 14 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, autorizados pela Justiça Federal. A operação é um desdobramento das apurações iniciadas em 2022, que identificaram indícios de favorecimento em contratos firmados entre o município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e uma cooperativa de trabalho. Segundo a PF, os contratos investigados somam R$ 563,55 milhões em pouco mais de dois anos. Os investigadores também apontam movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada dos suspeitos e o uso de terceiros para ocultação de patrimônio.

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PF investiga lavagem de dinheiro na saúde do Rio e cumpre 14 mandados

A nova etapa da Operação Anáfora busca reunir provas sobre a possível ocultação de patrimônio adquirido com recursos desviados da área da saúde.

Segundo a PF, as investigações apontam que parte dos envolvidos teria utilizado terceiros para registrar imóveis e outros bens, dificultando a identificação dos verdadeiros proprietários.

Além disso, os investigadores identificaram despesas incompatíveis com a condição financeira declarada pelos suspeitos, o que reforçou a hipótese de lavagem de dinheiro.

Os mandados estão sendo cumpridos em imóveis relacionados aos investigados, com o objetivo de apreender documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam fortalecer a investigação.

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A primeira fase da Operação Anáfora foi realizada em 2022 e teve como foco um suposto esquema de favorecimento em contratos públicos na área da saúde.

As apurações apontaram possíveis irregularidades envolvendo uma cooperativa contratada pelo município de Duque de Caxias.

Os contratos investigados movimentaram aproximadamente R$ 563,55 milhões em pouco mais de dois anos, valor considerado expressivo pelos investigadores.

Desde então, a PF passou a acompanhar a movimentação financeira dos suspeitos e identificou indícios de que parte dos recursos teria sido ocultada por meio de terceiros.

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O que a PF encontrou nas investigações

De acordo com a Polícia Federal, os investigados apresentavam comportamentos considerados típicos de ocultação patrimonial.

Entre os principais indícios estão:

  • imóveis registrados em nome de terceiros;
  • movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada;
  • despesas de alto valor sem justificativa aparente;
  • negociações imobiliárias ligadas aos investigados.

Esses elementos reforçaram a necessidade da segunda fase da operação.

O material apreendido poderá revelar novos participantes, empresas envolvidas e o caminho percorrido pelo dinheiro investigado.

Caso as suspeitas sejam confirmadas, os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, fraude à licitação e lavagem de dinheiro, além de outros delitos que eventualmente sejam identificados durante o andamento das investigações.

É importante destacar que a investigação ainda está em andamento e que a responsabilidade criminal de cada investigado será definida ao longo do processo, respeitando o direito ao contraditório e à ampla defesa.

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Quais são os próximos passos

Após o cumprimento dos mandados, a Polícia Federal analisará os documentos, computadores, celulares e demais materiais apreendidos.

As informações poderão subsidiar novas diligências, pedidos judiciais e até o oferecimento de denúncias pelo Ministério Público Federal, caso sejam reunidas provas suficientes.

A Operação Anáfora faz parte das ações de combate à corrupção, ao desvio de recursos públicos e à lavagem de dinheiro, especialmente em contratos ligados à saúde pública, setor considerado estratégico devido ao grande volume de investimentos públicos.

Com informações da Agência Brasil 

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