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Polícia Federal desvenda rede de policiais ligados a facção

Redação Blé NewsRedação Blé News
07 de outubro de 2026 às 17:30

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Polícia Federal investiga esquema de venda de fuzis e vazamentos
Polícia Federal investiga esquema de venda de fuzis e vazamentosPF/Divulgação

Como policiais venderam fuzis e vazaram dados sigilosos para uma facção criminosa no RJ?

Nesta quarta-feira (7), a Polícia Federal (PF), em conjunto com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), deflagrou a Operação Magen para desarticular um esquema criminoso envolvendo agentes de segurança pública e uma facção do Complexo de Israel, na zona norte carioca. A ofensiva cumpre sete mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão contra alvos suspeitos de traficar fuzis de uso restrito, vazar dados sigilosos de inteligência e lavar mais de R$ 100 milhões em um período de quatro anos. A investigação aponta que a organização criminosa contava com suporte direto de policiais civis e militares ativos e inativos para blindar chefes do tráfico contra operações policiais.

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Como funcionava o esquema da Polícia Federal investigado na Operação Magen

A investigação conduzida pelo Grupo de Investigações Sensíveis (GISE) da PF e pelo MPRJ revelou uma estrutura sofisticada de corrupção dentro da segurança pública fluminense.

O grupo não apenas operava nas sombras, mas utilizava credenciais oficiais para garantir imunidade operacional aos criminosos do Complexo de Israel.

A comercialização clandestina de armas de fogo pesadas era o carro-chefe do grupo corrupto.

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O fornecimento de armamento pesado e fuzis AR-15

Segundo os relatórios da Operação Magen, os suspeitos negociavam fuzis de uso restrito, pistolas, revólveres, carregadores e grande quantidade de munição.

Haveria indícios robustos de que os investigados forneceram dez fuzis do tipo AR-15 diretamente para a principal liderança da facção criminosa que domina o complexo de favelas na zona norte.

"A organização criminosa mantinha um núcleo estruturado exclusivamente para a obtenção, transporte e revenda clandestina de armamentos." — Relatório da PF

Essa logística bélica servia para consolidar o poder territorial da facção e impor terror na região metropolitana do Rio de Janeiro.

O vazamento de dados sigilosos e a proteção ao crime

Além do comércio ilegal de armamentos, a atuação dos policiais e ex-policiais corrompidos garantia uma espécie de "escudo de invisibilidade" para os traficantes locais.

Os agentes utilizavam suas prerrogativas profissionais para acessar bases de dados restritas da Administração Pública.

Dados confidenciais repassados em tempo real

  • Mandados de prisão em aberto contra membros da facção;

  • Endereços estratégicos e registros de veículos suspeitos;

  • Alvos e cronogramas de ações policiais em andamento.

Com essas informações privilegiadas, os criminosos conseguiam antecipar operações de repressão policial, mudando de rota ou se escondendo antes da chegada das equipes de segurança.

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Lavagem de dinheiro e movimentações milionárias

A engenharia financeira por trás da organização criminosa impressionou os investigadores pela escala e complexidade das manobras de dissimulação adotadas.

A lavagem do capital ilícito era fracionada entre contas de pessoas físicas e empresas de fachada criadas especificamente para dar aparência legal ao dinheiro sujo.

Em um intervalo de apenas quatro anos, o esquema movimentou impressionantes R$ 100 milhões, evidenciando que a corrupção institucionalizada gerava lucros estratosféricos para os envolvidos na rede criminosa.

Com informações da Agência Brasil

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