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População trans amplia presença no Legislativo brasileiro

Redação Blé NewsRedação Blé News
16 de outubro de 2026 às 15:19

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Deputadas federal eleitas em 2026, Erika Hilton (PSOL-SP), Duda Salabert (PSOL-MG) e Thabatta Pimenta (PSOL-RN)
Deputadas federal eleitas em 2026, Erika Hilton (PSOL-SP), Duda Salabert (PSOL-MG) e Thabatta Pimenta (PSOL-RN)Reprodução/Arte Equipe Blé News

Thabatta Pimenta chega à Câmara ao lado de Duda Salabert e Erika Hilton; estados também ampliam representação trans.

A população trans ampliou sua representação no Poder Legislativo após as eleições, com novas parlamentares chegando à Câmara dos Deputados e às assembleias estaduais. Thabatta Pimenta (PSOL-RN) foi eleita deputada federal e se junta a Duda Salabert (PSOL-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP), que foram reeleitas para a Câmara. Nos estados, Natasha Ferreira (PT-RS) e Sofia Favero (PSOL-SP) conquistaram pela primeira vez uma vaga nas assembleias legislativas, enquanto Dani Balbi (PCdoB-RJ) e Linda Brasil (PSOL-SE) foram reeleitas. No caso de Linda, porém, a posse ainda depende de uma decisão da Justiça Eleitoral sobre o registro da Federação PSOL/Rede em Sergipe. Para a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), o resultado representa avanço político, mas também evidencia a necessidade de ampliar a participação de pessoas trans e travestis nos espaços de poder.

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População trans amplia representação no Legislativo

A eleição de Thabatta Pimenta representa um novo capítulo na presença de pessoas trans e travestis no Congresso Nacional. A parlamentar do Rio Grande do Norte passa a integrar a bancada ao lado de Duda Salabert e Erika Hilton, ambas reeleitas para a Câmara dos Deputados.

O resultado também chama atenção pelo avanço da representação nos legislativos estaduais. Natasha Ferreira, pelo Rio Grande do Sul, e Sofia Favero, por São Paulo, foram eleitas pela primeira vez para suas respectivas assembleias.

Com elas, a presença de parlamentares trans nos estados também ganha continuidade com Dani Balbi, reeleita no Rio de Janeiro, e Linda Brasil, reeleita em Sergipe.

A composição mostra que a disputa por representação política não ficou restrita ao Congresso. Ela também avançou para os espaços onde são debatidas políticas públicas estaduais, direitos sociais e medidas que afetam diretamente a vida da população.

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Novas parlamentares ampliam presença nos estados

A eleição de Natasha Ferreira e Sofia Favero marca a chegada de duas novas representantes trans às assembleias legislativas.

No caso de Linda Brasil, entretanto, o resultado eleitoral ainda não significa posse garantida. A parlamentar foi a terceira deputada estadual mais votada de Sergipe, mas sua situação depende de uma decisão da Justiça Eleitoral.

Dani Balbi (PCdoB-RJ), Natasha Ferreira (PT-RS)Deputadas estadual eleitas em 2026, Natasha Ferreira (PT-RS) e Dani Balbi (PCdoB-RJ) — Foto: Reprodução

O processo está relacionado ao indeferimento do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) de toda a Federação PSOL/Rede no estado.

A situação mostra como a representação política também está ligada às regras eleitorais e partidárias que determinam a validade das candidaturas e das chapas.

Eleição teve 116 candidaturas trans, segundo a Antra

Além dos mandatos conquistados, a Associação Nacional de Travestis e Transexuais destacou o número de candidaturas apresentadas durante a eleição.

Segundo a entidade, foram 116 candidaturas trans neste ano.

Para a Antra, o resultado não deve ser analisado apenas pela quantidade de pessoas eleitas. A associação considera que a presença de candidaturas também representa uma forma de enfrentar o apagamento histórico dessa população na política institucional.

A entidade comemorou o avanço das bancadas e afirmou que os resultados devem ser compreendidos como parte de um processo mais amplo de participação política.

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Representatividade trans vai além dos números

A eleição de mais pessoas trans e travestis para cargos legislativos aumenta a presença dessa população em espaços responsáveis pela formulação, discussão e fiscalização de políticas públicas.

Isso significa que temas relacionados a direitos humanos, democracia e proteção da população trans passam a contar com representantes que também carregam experiências diretamente relacionadas a essas questões.

Ao mesmo tempo, a ampliação da representação não elimina as barreiras enfrentadas por pessoas trans na política. A própria Antra destaca que conquistar um mandato é apenas uma etapa de uma disputa mais ampla por direitos e participação.

Sofia Favero (PSOL-SP), Linda Brasil (PSOL-SE)Deputadas estadual eleitas em 2026, Sofia Favero (PSOL-SP) e Linda Brasil (PSOL-SE) — Foto: Reprodução

A associação avalia que a presença de pessoas trans e travestis nos espaços de poder amplia a capacidade de disputar políticas públicas, proteger vidas e participar das decisões que definem os rumos da sociedade.

Leia também: Terreiros e igualdade racial: o panorama das políticas públicas no Governo Lula

O que muda com mais pessoas trans eleitas?

A presença de parlamentares trans não significa que todas as pautas relacionadas à população serão automaticamente aprovadas. Projetos de lei continuam dependendo de articulação política, maioria parlamentar e processos legislativos.

Mas a representação pode mudar a forma como determinadas demandas chegam ao debate público.

Questões relacionadas à cidadania, combate à discriminação, acesso a serviços públicos, segurança, educação e direitos humanos podem ganhar novos porta-vozes dentro das instituições.

É justamente nesse ponto que a representatividade deixa de ser apenas uma questão simbólica. Ter pessoas trans ocupando cadeiras no Legislativo significa ampliar a diversidade de experiências presentes nas discussões sobre políticas que atingem toda a população.

O resultado das eleições, portanto, combina dois movimentos: o crescimento do número de representantes eleitos e a continuidade de uma disputa por espaço político que ainda está longe de terminar.

Para a Antra, o avanço eleitoral deve ser encarado como o início de um trabalho em defesa da democracia, dos direitos humanos e da proteção da população trans e travesti.

A eleição de Thabatta Pimenta, a reeleição de Duda Salabert e Erika Hilton e os avanços nas assembleias estaduais mostram que essa participação ganhou novos espaços.

Agora, o desafio é transformar presença institucional em participação efetiva nas decisões políticas.

116 candidaturas trans foram registradas na eleição, segundo a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra).

Com informações da Agência Brasil

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