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Bolsa Família sobe 15% e mínimo chega a R$ 691 em outubro

Redação Blé NewsRedação Blé News
17 de setembro de 2026 às 17:43

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Bolsa Família vai subir 15% a partir de outubro
Bolsa Família vai subir 15% a partir de outubroJoédson Alves/Agência Brasil

Reajuste acompanha inflação de 15,04% pelo INPC e eleva benefício médio de R$ 675 para R$ 777 por família.

O Bolsa Família terá reajuste de 15% a partir de outubro de 2026. O novo valor foi definido por decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (17) e publicado em edição extra do Diário Oficial da União. Embora o decreto entre em vigor imediatamente, os efeitos financeiros começam em 1º de outubro. Com a atualização, o benefício mínimo pago às famílias passa de cerca de R$ 600 para R$ 691, enquanto o valor médio deverá chegar a R$ 777.

A correção considera a variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026. Segundo o governo, o índice acumulou 15,04% no período, e a atualização dos valores tem como objetivo preservar o poder de compra das famílias atendidas pelo programa.

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O reajuste também modifica os valores dos benefícios que compõem o programa. O Benefício de Renda de Cidadania passa a R$ 164 por integrante da família, enquanto o Benefício Primeira Infância será de R$ 173 e o Benefício Variável Familiar chegará a R$ 58.

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Bolsa Família terá novo valor a partir de outubro

A mudança representa uma atualização importante nos pagamentos do programa, que não haviam recebido reajuste desde o relançamento do Bolsa Família, em março de 2023. Até setembro, o valor mínimo permanecia em R$ 600 por família, embora o pagamento efetivo pudesse ser maior conforme a composição familiar e os adicionais previstos.

Com o novo decreto, o piso passa para R$ 691. O governo calcula ainda que o benefício médio subirá de R$ 675 para R$ 777, uma diferença nominal próxima de R$ 100 por família.

A atualização não significa, portanto, que todas as famílias passarão a receber exatamente R$ 777. O valor médio é uma referência calculada para o conjunto dos beneficiários, enquanto o pagamento de cada família depende da composição e das regras específicas do programa.

Lula assina decreto que reajusta Bolsa Família em 15%; benefício mínimo passa a R$ 691Lula assina decreto que reajusta Bolsa Família em 15%; benefício mínimo passa a R$ 691 — Foto: Reprodução

Em agosto de 2026, o Bolsa Família alcançou aproximadamente 19,3 milhões de famílias. Dados oficiais do Cadastro Único registraram 19,29 milhões de famílias beneficiárias naquele mês, com benefício médio de R$ 676,89.

Quanto passam a valer os benefícios do Bolsa Família

A nova regra altera diferentes componentes usados no cálculo dos pagamentos. O Benefício de Renda de Cidadania, pago por integrante da família, passa para R$ 164.

Já o Benefício Primeira Infância será reajustado para R$ 173, enquanto o Benefício Variável Familiar ficará em R$ 58. Os valores podem ser combinados de acordo com a composição e as condições de cada família beneficiária.

 O valor mínimo do Bolsa Família passa de cerca de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro. 

A correção tem como referência a inflação acumulada medida pelo INPC. O secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Bruno Moretti, informou durante a cerimônia de assinatura que a variação considerada foi de 15,04% entre março de 2023 e agosto de 2026.

Reajuste do Bolsa Família acompanha inflação

A justificativa apresentada pelo governo para a atualização é preservar o poder de compra dos beneficiários diante da inflação acumulada desde a última atualização dos valores.

Durante a cerimônia realizada no Palácio do Planalto, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a reposição procura reduzir o impacto da inflação sobre famílias em situação de vulnerabilidade e contribuir para evitar agravamento da insegurança alimentar.

O reajuste ocorre em um momento no qual o programa continua atendendo milhões de famílias em todo o país. Em setembro, por exemplo, os pagamentos começaram nesta quinta-feira (17), seguindo o calendário definido de acordo com o último dígito do Número de Identificação Social (NIS). O valor médio previsto para setembro era de R$ 678,18 para 19,29 milhões de famílias.

A diferença entre os pagamentos de setembro e os novos valores deverá aparecer somente a partir da vigência financeira do reajuste, em outubro.

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O que muda para quem recebe o benefício

Na prática, as famílias beneficiárias terão um novo piso de pagamento a partir de outubro, mas o valor recebido continuará dependendo das características de cada grupo familiar.

Isso acontece porque o Bolsa Família é composto por diferentes benefícios, calculados conforme a composição da família e as condições previstas na legislação. Por isso, uma família com crianças, adolescentes ou outras características que gerem benefícios adicionais pode receber valor superior ao mínimo estabelecido.

O governo também mantém exigências relacionadas ao Cadastro Único, além das condicionalidades nas áreas de saúde e educação. Entre elas estão o acompanhamento de saúde, a vacinação e a frequência escolar de crianças e adolescentes, conforme as regras do programa.

Para acompanhar pagamentos, valores liberados e informações cadastrais, os beneficiários podem consultar os canais oficiais do Bolsa Família e do Caixa Tem. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social também disponibiliza atendimento pelo Disque Social 121, enquanto a Caixa mantém o telefone 111 para informações sobre pagamentos.

Governo projeta impacto do programa em 2027

Durante a cerimônia de anúncio do reajuste, o ministro da Fazenda também apresentou projeções para o próximo ano.

Segundo Dario Durigan, o Bolsa Família deverá representar entre 1,2% e 1,25% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027. A estimativa fica abaixo do patamar de aproximadamente 1,5% registrado na transição entre 2022 e 2023.

O reajuste, portanto, altera os valores pagos pelo programa a partir de outubro, enquanto as projeções para 2027 tratam do peso do programa nas contas da economia brasileira.

A medida foi formalizada por decreto publicado em edição extra do Diário Oficial da União nesta quinta-feira. O texto entrou em vigor na data de sua publicação, mas determinou que os efeitos financeiros da atualização começam em 1º de outubro de 2026.

Com informações da Agência Brasil 

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