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Saúde & Bem Estar

Ebola em SP: paciente testa positivo para meningite

Redação Blé NewsRedação Blé News
31 de maio de 2026 às 16:27

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Paciente com suspeita de Ebola em SP testa positivo para meningite
Paciente com suspeita de Ebola em SP testa positivo para meningiteFernando Frazão/Agência Brasil

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Homem de 37 anos que viajou ao Congo está internado em São Paulo; exames para Ebola seguem em investigação.

Um homem de 37 anos internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, após apresentar sintomas compatíveis com Ebola, testou positivo para meningite meningocócica. A informação foi divulgada neste sábado (30) pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Apesar do novo diagnóstico, a suspeita de infecção pelo vírus Ebola ainda não foi descartada e continua sendo investigada por meio de análises laboratoriais e genômicas. O paciente chegou recentemente da República Democrática do Congo, país que enfrenta um surto da doença, apresentou febre intensa e outros sintomas compatíveis com febres hemorrágicas virais, sendo colocado imediatamente em isolamento conforme os protocolos nacionais de segurança sanitária.

"A suspeita de Ebola segue em investigação e novas análises laboratoriais continuam em andamento."

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Caso suspeito de Ebola em São Paulo segue sob investigação

O paciente, natural da República Democrática do Congo, procurou atendimento médico após apresentar febre alta. Inicialmente, ele passou por uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde exames realizados não conseguiram confirmar outras doenças comuns em viajantes, como a malária.

Com a piora rápida do quadro clínico, o homem foi transferido para o Instituto Emílio Ribas, referência nacional para doenças infecciosas. Segundo informações das autoridades de saúde, ele chegou à unidade com sintomas como diarreia, desorientação e agravamento acelerado do estado geral, necessitando inclusive de intubação.

O exame PCR realizado posteriormente confirmou a presença de meningite meningocócica. Ainda assim, devido ao histórico recente de viagem para uma região afetada pelo surto de Ebola e aos sintomas apresentados, os especialistas decidiram manter a investigação para descartar completamente a infecção pelo vírus.

Diagnóstico de meningite não descarta Ebola

Especialistas explicam que a confirmação de uma doença infecciosa não elimina automaticamente a possibilidade de outra infecção simultânea.

Por esse motivo, laboratórios especializados seguem analisando amostras biológicas do paciente. O objetivo é determinar se existe ou não a presença do vírus Ebola, além de compreender melhor a evolução clínica do caso.

A investigação é conduzida pelo Instituto Adolfo Lutz, pela Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) e pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), seguindo protocolos internacionais estabelecidos para doenças de alto risco biológico.

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O que é o Ebola e como ocorre a transmissão

O Ebola é uma doença viral grave que provoca febre hemorrágica e pode apresentar alta taxa de mortalidade. Os sintomas iniciais costumam incluir febre alta, dores musculares, fadiga intensa, dor de cabeça, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal.

Nos casos mais severos, a doença pode evoluir para hemorragias, choque circulatório e falência múltipla de órgãos.

A transmissão ocorre exclusivamente por contato direto com sangue, secreções, fluidos corporais ou tecidos de pessoas infectadas que já apresentem sintomas. O período de incubação varia entre dois e 21 dias.

As autoridades sanitárias reforçam que a doença não é transmitida pelo ar e que o contato casual não costuma representar risco de contaminação.

Risco de transmissão no Brasil é considerado muito baixo

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e o Ministério da Saúde afirmam que o risco de introdução e disseminação do Ebola no Brasil permanece muito baixo.

Entre os fatores considerados estão a ausência de transmissão autóctone na América do Sul, a inexistência de voos diretos entre áreas afetadas e o continente sul-americano, além das características específicas da transmissão da doença.

A coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria Estadual, Regiane de Paula, destacou que todas as medidas previstas nos protocolos foram adotadas imediatamente após a identificação dos critérios clínicos e epidemiológicos.

O procedimento incluiu isolamento do paciente, notificação imediata às autoridades sanitárias, investigação laboratorial e monitoramento constante do caso.

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Surto na República Democrática do Congo preocupa autoridades

A República Democrática do Congo enfrenta atualmente um surto provocado pela cepa Bundibugyo do vírus Ebola. Segundo autoridades internacionais de saúde, ainda não existem vacinas licenciadas ou tratamentos específicos com eficácia comprovada para essa variante.

As vacinas atualmente disponíveis foram desenvolvidas para a cepa Zaire, responsável por surtos anteriores da doença.

Recentemente, a Organização Mundial da Saúde informou que novas vacinas e tratamentos experimentais estão em fase de testes, buscando ampliar as opções de combate ao vírus.

Enquanto os resultados dos exames laboratoriais não são concluídos, o paciente permanece internado e isolado no Instituto Emílio Ribas, sob acompanhamento de equipes especializadas.

O Ministério da Saúde informou que mantém monitoramento permanente do cenário epidemiológico internacional e reforçou o alerta para que profissionais de saúde em todo o país identifiquem rapidamente possíveis casos suspeitos.

Com informações da Agência Brasil 

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