Homem é preso por intolerância religiosa após agredir mulher em Botucatu

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Suspeito confessou preconceito contra o Candomblé, agrediu a vítima, arrancou sua guia religiosa e ainda danificou uma viatura da GCM em Botucatu (SP).
Um homem de 25 anos foi preso em flagrante por intolerância religiosa depois de agredir uma mulher, arrancar à força a guia de Candomblé que ela usava e fazer ofensas contra sua religião, na madrugada do último sábado (4), em Botucatu, no interior de São Paulo. Segundo a Guarda Civil Municipal (GCM), o suspeito também danificou uma viatura durante o deslocamento para atendimento médico. O próprio agressor admitiu aos policiais que possui preconceito contra praticantes do Candomblé. O caso foi registrado como lesão corporal contra a mulher, dano qualificado ao patrimônio público e discriminação por motivo religioso, crime equiparado ao racismo pela legislação brasileira.
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Intolerância religiosa termina em prisão em Botucatu
Segundo o boletim de ocorrência, equipes da Guarda Civil Municipal faziam patrulhamento por volta das 3h15 quando foram acionadas para atender uma ocorrência no Jardim Itamarati.
Ao chegarem ao endereço, encontraram a vítima com ferimentos e sangramento, principalmente na região do rosto. Uma testemunha também estava no local.
A mulher contou que o agressor, namorado de um familiar, iniciou uma discussão e, durante o desentendimento, arrancou violentamente a guia religiosa que ela utilizava como símbolo de proteção dentro do Candomblé.
Na sequência, ela afirmou que foi agredida com socos e chutes.
Além das agressões físicas, o suspeito passou a ofender sua religião e declarou que não teria reagido da mesma maneira caso o adereço religioso estivesse sendo usado por um homem, fazendo referência ao fato de a vítima ser mulher.
A mãe do agressor confirmou aos guardas que o filho não aceitava a religião praticada pela jovem.
"O próprio suspeito admitiu na delegacia que possui comportamento preconceituoso contra o Candomblé."
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Guia de Candomblé foi arrancada durante a agressão
A guia utilizada pela vítima possui profundo significado espiritual para os praticantes das religiões de matriz africana.
Mais do que um acessório, ela representa proteção, pertencimento religioso e conexão com o orixá de iniciação.
Para comunidades tradicionais de terreiro, arrancar esse objeto de forma violenta configura não apenas uma agressão física, mas também um ataque simbólico à identidade religiosa da pessoa.
Casos como esse reforçam o debate sobre o crescimento da violência contra religiões de matriz africana, frequentemente motivada por preconceito e racismo religioso.
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Crime de preconceito religioso é equiparado ao racismo
Após receber atendimento médico, o suspeito passou a causar tumulto dentro da viatura da Guarda Civil Municipal.
Segundo os agentes, ele desferiu diversos chutes contra o compartimento traseiro do veículo, entortando sua estrutura e causando danos ao patrimônio público.
Na delegacia, o homem confirmou espontaneamente que possui preconceito contra o Candomblé.
Diante dos fatos, a Polícia Civil registrou o caso como:
- lesão corporal praticada contra mulher;
- dano qualificado ao patrimônio público;
- discriminação ou preconceito religioso, crime equiparado ao racismo.
O suspeito foi encaminhado à Central de Custódia de Botucatu, onde permanece preso à disposição da Justiça.
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Casos de intolerância religiosa continuam preocupando autoridades
O episódio reforça a preocupação com os recorrentes casos de violência contra praticantes de religiões de matriz africana em todo o Brasil.
Terreiros, sacerdotes e fiéis seguem entre os principais alvos de ataques motivados por preconceito religioso.
Especialistas apontam que essas ocorrências representam manifestações do racismo religioso, expressão utilizada para definir práticas discriminatórias direcionadas principalmente às tradições afro-brasileiras.
Além das agressões físicas, são comuns casos de depredação de espaços religiosos, ameaças, ofensas e destruição de objetos considerados sagrados.
A legislação brasileira prevê punição para quem discrimina pessoas por motivo de religião, sendo esse tipo de crime tratado com a mesma gravidade dos crimes de racismo.
Enquanto o processo segue sob responsabilidade da Justiça, o caso de Botucatu volta a chamar atenção para a necessidade de combater a intolerância religiosa e garantir o direito constitucional à liberdade de crença.
Com informações da TV Tem/g1
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