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Política

Júlia Zanatta ganha força como vice de Flávio Bolsonaro

Redação Blé NewsRedação Blé News
12 de junho de 2026 às 02:12· Atualizado em 12/06/2026 às 02:27

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Flávio Bolsonaro: Eduardo defende Júlia Zanatta como vice
Flávio Bolsonaro: Eduardo defende Júlia Zanatta como viceReprodução/Redes Sociais

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Deputada do PL respondeu à postagem de Eduardo Bolsonaro e reforçou especulações sobre composição da chapa presidencial de Flávio Bolsonaro.

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), afirmou nesta quarta-feira (10), que a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) “está à altura do cargo” para ocupar a vice na possível chapa presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A declaração foi feita no X (antigo Twitter), em meio às articulações do campo bolsonarista para as eleições presidenciais deste ano.

Na publicação, Eduardo elogiou a lealdade da parlamentar, suas pautas defendidas no Congresso e criticou a reação da esquerda ao nome dela. Júlia Zanatta respondeu dizendo que “o negócio tá tomando corpo”, alimentando ainda mais os rumores sobre sua participação na chapa.

O movimento acontece após Flávio Bolsonaro declarar, durante um evento em São Paulo na segunda-feira (8), que pretende escolher uma mulher como vice em sua candidatura ao Palácio do Planalto.

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A fala de Eduardo Bolsonaro foi interpretada como um sinal público de apoio à deputada catarinense dentro do núcleo bolsonarista. No X, ele escreveu:

Se os maus reclamam, este é o caminho. Certamente a deputada Júlia Zanatta está à altura do cargo, basta ver sua lealdade, pautas que muito bem defende no Congresso e, claro, o esperneio da esquerda.

A postagem rapidamente repercutiu entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e ampliou o debate sobre quem deve compor a chapa de Flávio Bolsonaro. Júlia Zanatta respondeu em tom animado:

“O negócio tá tomando corpo.”

A deputada federal não apenas respondeu à publicação como também republicou o conteúdo em seu perfil oficial. A reação foi vista como um gesto de receptividade à possibilidade de integrar a chapa presidencial.

Júlia Zanatta é conhecida por sua atuação alinhada ao bolsonarismo no Congresso e tem forte presença nas redes sociais, especialmente em pautas conservadoras e de costumes.

Leia também: Senado aprova pauta-bomba que pode gerar impacto bilionário nas contas públicas

A possibilidade de uma mulher ocupar a vice-presidência na chapa de Flávio Bolsonaro já vinha sendo discutida nos bastidores. Em evento voltado ao público feminino em São Paulo, o senador afirmou que sua escolha será “preferencialmente uma mulher”.

A estratégia busca ampliar o diálogo com o eleitorado feminino e fortalecer a imagem da campanha em temas ligados à família, religião e pautas conservadoras.

Desde então, diversos nomes passaram a circular entre aliados do PL e partidos próximos ao bolsonarismo.

Quem são os outros nomes cotados para vice

Senadora Tereza Cristina, deputadas federal, Priscila Costa, Simone Marchetto e Clarissa Tércio - Foto: Reprodução

Além de Júlia Zanatta, outras lideranças femininas já foram mencionadas nas articulações políticas:

  • Tereza Cristina (PP-MS): ex-ministra da Agricultura do governo Bolsonaro e senadora, considerada inicialmente o nome mais forte. Ela declarou sentir-se honrada, mas disse que a candidatura “não cabe em seus projetos”.

  • Clarissa Tércio (PP-PE): deputada federal em primeiro mandato e aliada declarada de Jair Bolsonaro.

  • Simone Marchetto (PP-SP): deputada ligada ao Frei Gilson e vista como representante do segmento católico no Congresso.

  • Priscila Costa (PL-CE): vereadora de Fortaleza e apontada como possível ponte entre Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

A diversidade de nomes mostra que o PL busca uma composição que fortaleça o eleitorado feminino e conservador.

Pesquisa Quaest mostra cenário desafiador para Flávio

As articulações ocorrem em um momento de pressão eleitoral para o senador. Segundo a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 44% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que soma 38%.

Na rodada anterior, em maio, os dois estavam em empate técnico: Lula tinha 42% e Flávio, 41%. Agora, a diferença é de seis pontos percentuais, acima da margem de erro de dois pontos.

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Caso Master pesa contra o senador

O levantamento também indicou desgaste na imagem do senador relacionado ao chamado Caso Master. De acordo com a pesquisa, seis em cada dez entrevistados acreditam que Flávio Bolsonaro sabia do envolvimento de Daniel Vorcaro em corrupção, errou ao pedir dinheiro a ele e pode esconder um possível “envolvimento ilegal” no caso.

O episódio tem sido apontado por analistas políticos como um dos fatores que contribuíram para a queda do senador nas pesquisas eleitorais.

O que a movimentação política indica

A defesa pública de Eduardo Bolsonaro ao nome de Júlia Zanatta sinaliza que o grupo bolsonarista começa a testar candidaturas e medir a reação do eleitorado. Ao mesmo tempo, a escolha de uma mulher para vice busca ampliar o alcance da campanha junto a segmentos estratégicos do eleitorado conservador.

Ainda não há anúncio oficial da chapa, mas as manifestações públicas de aliados indicam que a disputa interna pelo posto de vice já entrou em nova fase.

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