Memorial Unzó Tombenci Neto reabre em Ilhéus após reforma

PUBLICIDADE
Espaço dedicado à preservação da memória afro-brasileira e do candomblé Angola será reinaugurado com apresentações culturais e visitação gratuita em Ilhéus.
Após quase um ano fechado para obras, o Memorial Unzó Tombenci Neto volta a receber visitantes nesta quinta-feira (18), a partir das 17h30, em Ilhéus, no sul da Bahia. A reinauguração marca a conclusão de uma ampla reforma que modernizou a estrutura do espaço, dedicado à preservação da memória afro-brasileira e da história do candomblé Angola. A cerimônia contará com apresentações da Orquestra Gongombira e dos bailarinos do projeto Vunje. A entrada é gratuita, respeitando a capacidade máxima do local.
Localizado na Avenida Brasil, em frente ao Terreiro Matamba Tombenci Neto, o memorial abriga um dos mais importantes acervos históricos sobre o candomblé Angola na Bahia. Fotografias, documentos, objetos religiosos e registros históricos ajudam a contar a trajetória do terreiro fundado em 1885, no bairro Alto da Conquista, referência para a preservação da cultura afro-brasileira no estado.
![]() |
Muito mais que um espaço expositivo, o Memorial Unzó Tombenci Neto foi criado para preservar, divulgar e valorizar a história das religiões de matriz africana, especialmente do candomblé Angola.
O acervo reúne documentos históricos, fotografias, utensílios sagrados e diversos objetos que ajudam pesquisadores, estudantes, praticantes das religiões afro-brasileiras e visitantes a compreender a importância da tradição mantida pelo Terreiro Matamba Tombenci Neto ao longo de mais de 140 anos.
A reabertura representa também um importante passo para o fortalecimento do patrimônio cultural afro-brasileiro no sul da Bahia, ampliando o acesso da população a uma parte fundamental da história do país.
📱>Entre no canal do Blé News no WhatsApp e receba notícias e bastidores direto no seu celular
Durante aproximadamente um ano, o memorial passou por uma ampla reforma que contemplou melhorias estruturais e de acessibilidade.
Entre as intervenções realizadas estão a modernização do projeto arquitetônico, além da renovação completa das instalações elétricas e hidráulicas, oferecendo mais conforto e segurança aos visitantes.
Com a conclusão das obras, o espaço volta a funcionar regularmente de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h.
Como agendar uma visita ao memorial
As visitas podem ser realizadas mediante agendamento prévio.
Os interessados devem entrar em contato com o gestor do espaço, Marinho Rodrigues, por meio das redes sociais oficiais (que esta disponivel no final desta matéria) do Memorial Unzó Tombenci Neto ou pelo WhatsApp disponibilizado pela instituição.
A iniciativa busca organizar o fluxo de visitantes e proporcionar uma experiência mais completa durante a visita ao acervo.
Leia também: Lula rebate Trump e defende eleições brasileiras durante G7
Reinauguração terá música e apresentações culturais
A programação de reabertura foi preparada para celebrar a retomada das atividades do memorial com manifestações artísticas ligadas à cultura afro-brasileira.
Os visitantes poderão acompanhar apresentações da percussão da Orquestra Gongombira, reconhecida pelo trabalho de valorização dos ritmos afro-baianos, além das performances dos bailarinos do projeto Vunje.
A proposta é transformar a reinauguração em um momento de celebração da ancestralidade, da memória e da resistência cultural das comunidades de matriz africana.
O Terreiro Matamba Tombenci Neto foi fundado em 1885 e é considerado um dos mais tradicionais terreiros de candomblé Angola da Bahia.
>>>🗒️Tem alguma sugestão de reportagem ou denúncia? Envie para o Blé News.<<<
A reforma do Memorial Unzó Tombenci Neto foi viabilizada por meio dos Editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB Bahia).
A iniciativa recebeu apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-BA), utilizando recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, coordenada pelo Ministério da Cultura e pelo Governo Federal.
O investimento faz parte das políticas públicas voltadas para a preservação do patrimônio cultural brasileiro, especialmente de iniciativas que valorizam a memória dos povos tradicionais e das religiões de matriz africana.
Além de conservar documentos históricos, o memorial desempenha um papel fundamental na promoção da educação patrimonial, no combate ao racismo religioso e na valorização das contribuições da população negra para a formação da identidade brasileira.
Com a reabertura, o espaço reafirma seu compromisso de manter viva a história do candomblé Angola e de fortalecer o diálogo entre cultura, ancestralidade e sociedade. A expectativa é de que o memorial amplie o número de visitantes, pesquisadores e estudantes interessados em conhecer um dos mais importantes patrimônios da cultura afro-brasileira na Bahia.
PUBLICIDADE
