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Política

Davi Alcolumbre segura votação de PEC apoiada por trabalhadores

Redação Blé NewsRedação Blé News
13 de junho de 2026 às 14:21

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Davi Alcolumbre trava PEC do fim da escala 6x1 no Senadoe trava PEC do fim da escala 6x1 no Senado
Davi Alcolumbre trava PEC do fim da escala 6x1 no Senadoe trava PEC do fim da escala 6x1 no SenadoLula Marques/Agência Brasil

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Decisão de Alcolumbre mantém sob seu controle uma pauta com forte repercussão social e política.

A proposta que acaba com a escala de trabalho 6x1 no Brasil enfrenta um novo obstáculo no Senado Federal. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, ainda não encaminhou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), etapa considerada fundamental para o avanço da matéria. Enquanto governistas pressionam pela votação ainda neste semestre, opositores e setores empresariais demonstram resistência à mudança que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e amplia o período de descanso dos trabalhadores.

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A PEC 221/2019 propõe alterações significativas nas relações de trabalho brasileiras. O texto estabelece a obrigatoriedade de dois dias de descanso remunerado por semana, criando na prática a escala 5x2 como regra geral para os trabalhadores do país.

Apesar da repercussão nacional e do forte apoio de movimentos trabalhistas, a proposta permanece parada na Mesa Diretora do Senado.

O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), afirmou que ainda não recebeu qualquer comunicação sobre o envio da matéria para análise da comissão. Além disso, uma reunião prevista com Alcolumbre para discutir o tema acabou sendo cancelada.

A situação gerou críticas de parlamentares da base governista, que cobram uma definição sobre o futuro da proposta.

Especialistas apontam que a decisão de adiar a tramitação está ligada a fatores políticos e econômicos.

Segundo a cientista política Luciana Santana, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), o tema possui forte impacto social e econômico, o que leva as lideranças políticas a adotarem cautela.

Em ano eleitoral, propostas com potencial de gerar desgaste junto a setores empresariais costumam ser analisadas com mais lentidão.

Além disso, estudos sobre os efeitos da redução da jornada de trabalho apresentam conclusões divergentes.

Enquanto alguns levantamentos indicam melhora na qualidade de vida e produtividade dos trabalhadores, outros alertam para possíveis reflexos sobre inflação, emprego e crescimento econômico.

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A paralisação da PEC provocou reações distintas entre os parlamentares.

Senadores governistas defendem que a proposta seja analisada rapidamente. O argumento é que a redução da carga horária representa um avanço nas condições de trabalho e na valorização dos trabalhadores brasileiros.

A líder do PT no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmou que o tema deveria ser tratado como prioridade nacional por envolver dignidade e valorização da força de trabalho.

Já o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) pediu que a tramitação seja concluída ainda antes do encerramento do semestre legislativo.

Por outro lado, integrantes da oposição argumentam que a mudança pode aumentar custos para empresas e gerar impactos econômicos negativos.

O senador Hermes Klann (PL-SC) criticou a proposta ao afirmar que ela reduz a jornada sem apresentar mecanismos claros para compensar os gastos decorrentes da mudança.

Embora parte da oposição seja contrária ao texto, o debate não é unânime.

O senador Romário (PL-RJ) declarou apoio à proposta, defendendo medidas que ampliem direitos e garantias aos trabalhadores.

A manifestação chamou atenção por partir de um parlamentar alinhado à oposição em diversas pautas do Congresso.

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Enquanto a PEC do fim da escala 6x1 permanece parada, uma proposta alternativa apresentada por parlamentares da oposição já foi encaminhada para análise da CCJ.

O texto mantém o atual modelo de jornada de trabalho e prevê maior flexibilidade na contratação por hora trabalhada.

A movimentação reforçou críticas de governistas, que enxergam tratamento diferente entre as duas propostas.

Para analistas políticos, a estratégia demonstra que o comando do Senado pretende controlar o ritmo das discussões até que haja maior consenso entre os diferentes grupos políticos.

"A simples existência de apoio social não garante a tramitação. O presidente da Casa possui instrumentos para definir prioridades na agenda legislativa."

Alcolumbre cita impacto fiscal para justificar cautela

Nos últimos dias, Alcolumbre também foi pressionado a pautar o projeto que cria um piso salarial nacional para garis.

Ao responder às cobranças, o presidente do Senado afirmou que existem dezenas de propostas semelhantes envolvendo jornada de trabalho e remuneração de categorias profissionais.

Segundo ele, votar projetos que ampliem despesas públicas durante um período eleitoral exige cautela.

A declaração ocorreu em meio a críticas por conta da aprovação de um projeto que utiliza recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar dívidas do agronegócio.

O governo calcula que a medida poderá gerar impacto fiscal de aproximadamente R$ 140 bilhões ao longo dos próximos dez anos.

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A expectativa de lideranças governistas é que a PEC do fim da escala 6x1 seja enviada à CCJ nas próximas semanas.

Caso avance na comissão, a proposta ainda precisará passar por votação em plenário antes de seguir para as etapas finais do processo legislativo.

Enquanto isso, trabalhadores, sindicatos, empresários e parlamentares seguem acompanhando um dos debates mais relevantes sobre relações de trabalho no Brasil nos últimos anos.

Com informações da Agência Brasil 

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