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Rio de Janeiro

PF faz operação contra Chiquinho Brazão por suspeita de desvio de emendas

Redação Blé NewsRedação Blé News
09 de julho de 2026 às 18:45· Atualizado em 09/07/2026 às 18:51

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Chiquinho Brazão é alvo de operação da PF por suspeita de desvio de emendas parlamentares.
Chiquinho Brazão é alvo de operação da PF por suspeita de desvio de emendas parlamentares.Reprodução/Agência Câmara

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A Operação Emendatio investiga um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares e bloqueou até R$ 100 milhões em bens dos investigados.

O deputado federal cassado Chiquinho Brazão, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, voltou ao centro de uma investigação nesta quinta-feira (9). Desta vez, ele é alvo da Operação Emendatio, deflagrada pela Polícia Federal (PF), que apura um suposto esquema de desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares destinadas a organizações da sociedade civil (OSCs) no Rio de Janeiro.

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Chiquinho Brazão entra na mira da PF em investigação de emendas

A ação mobilizou cerca de 60 policiais federais para cumprir dois mandados de prisão preventiva e 21 mandados de busca e apreensão na capital fluminense. A operação também determinou o bloqueio de até R$ 100 milhões em bens dos investigados. Segundo a PF, o objetivo é reunir novas provas, identificar outros envolvidos, aprofundar a investigação financeira e recuperar recursos que possam ter sido desviados.

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Operação contra Chiquinho Brazão investiga desvio de emendas parlamentares

De acordo com a Polícia Federal, a investigação aponta que recursos de emendas parlamentares federais eram direcionados para organizações da sociedade civil que mantinham contratos com órgãos da administração pública federal.

A suspeita é que parte desse dinheiro tenha sido desviada por meio de pagamentos irregulares, utilização de empresas de fachada e pessoas interpostas, conhecidas como "laranjas", para ocultar os verdadeiros beneficiários do esquema.

Segundo a corporação, há indícios de superfaturamento, conluio entre empresas participantes de processos de cotação de preços e até contratos que não teriam sido integralmente executados.

O STF autorizou o bloqueio patrimonial de até R$ 100 milhões durante a Operação Emendatio.

Os investigadores também apuram possíveis crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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Como funcionava o suposto esquema investigado

As investigações indicam que recursos públicos eram destinados a entidades que possuíam contratos com a administração pública.

Posteriormente, parte dos valores teria sido desviada por meio de contratos simulados, empresas de fachada e movimentações financeiras destinadas a esconder os reais beneficiários.

A Polícia Federal afirma que a operação representa mais uma etapa das investigações e busca esclarecer toda a estrutura financeira utilizada pelos suspeitos.

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Prisões e mandados autorizados pelo STF

Entre os presos está Raphael da Silva Gonçalves, ex-assessor de Domingos Brazão, irmão de Chiquinho Brazão.

Também foi preso Robson Calixto Fonseca, outro condenado no processo relacionado ao assassinato de Marielle Franco.

Todos os mandados foram autorizados pelo STF responsável por investigar autoridades com foro privilegiado e manter processos que permanecem sob sua competência, mesmo após eventual perda do mandato parlamentar.

Além das prisões, foram realizadas 21 buscas para apreensão de documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir para a investigação.

Caso Marielle Franco continua repercutindo

A nova investigação ocorre poucos meses após a condenação definitiva dos irmãos Domingos e Chiquinho Brazão pelo STF.

Operação contra Chiquinho Brazão apura corrupçãoPF faz operação contra Chiquinho Brazão por suspeita de desvio de emendas — Foto: Reprodução

Em fevereiro deste ano, ambos receberam pena de 76 anos de prisão pelos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, além da tentativa de homicídio contra Fernanda Chaves, assessora da parlamentar que sobreviveu ao atentado ocorrido em 14 de março de 2018.

Os irmãos foram condenados pelos crimes de organização criminosa armada, dois homicídios qualificados e tentativa de homicídio qualificado.

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Histórico judicial de Chiquinho Brazão

Em abril de 2025, a Câmara dos Deputados cassou o mandato de Chiquinho Brazão em razão do envolvimento no caso Marielle.

No mesmo mês, o STF autorizou que ele cumprisse prisão domiciliar.

Agora, o ex-parlamentar volta a ser investigado em um novo inquérito, desta vez relacionado ao suposto desvio de recursos públicos destinados por emendas parlamentares.

A defesa de Chiquinho Brazão foi procurada pela Agência Brasil e informou que não iria se manifestar sobre a operação.

Com informações da Agência Brasil 

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