Virginia Fonseca e Blaze enfrentam ação milionária do MP

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Ministério Público acusa influenciadora e plataforma de apostas de explorar consumidores e pede indenização milionária por danos morais coletivos.
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) entrou com uma ação civil pública nesta quarta-feira (9) contra a influenciadora Virgínia Fonseca e a plataforma de apostas Blaze. O órgão pede que ambos sejam condenados solidariamente ao pagamento de R$ 120 milhões por danos morais coletivos, sob a acusação de promover uma publicidade considerada abusiva e de explorar a vulnerabilidade de apostadores. Segundo o MP, a divulgação das apostas teria incentivado práticas potencialmente prejudiciais aos consumidores, utilizando estratégias de marketing que transmitiam uma falsa sensação de ganhos fáceis. A defesa da influenciadora e a empresa negam irregularidades e afirmam que apresentarão seus argumentos durante o processo judicial.
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Segundo a ação apresentada pelo Ministério Público, Virgínia Fonseca e a Blaze teriam participado de uma suposta "engenharia predatória de exploração" voltada à captação de novos apostadores.
Na avaliação do promotor Paulo Binicheski, responsável pelo caso, a estratégia de divulgação ultrapassaria os limites da publicidade comum ao estimular pessoas vulneráveis a realizar apostas sem a devida compreensão dos riscos envolvidos.
A Promotoria sustenta que o conteúdo divulgado nas redes sociais apresentava as apostas como uma oportunidade atrativa de ganhos, enquanto deixava em segundo plano as chances reais de perdas financeiras.
O pedido de indenização coletiva chega a R$ 120 milhões e deverá ser analisado pela Justiça.
"O Ministério Público pede R$ 120 milhões por danos morais coletivos contra Virgínia Fonseca e a Blaze."
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Investigação aponta estratégia de captação de apostadores
Durante as investigações, servidores do MPDFT criaram contas na plataforma para acompanhar o funcionamento do sistema de apostas.
Segundo a Promotoria, foram identificados e-mails promocionais e campanhas que prometiam vantagens aos usuários, incentivando novas apostas.
Outro dado citado na ação é o registro de aproximadamente 42 mil reclamações envolvendo a Blaze recebidas pela Promotoria de Defesa do Consumidor.
Para o órgão, esses elementos reforçam a tese de que haveria práticas comerciais potencialmente abusivas voltadas à ampliação da base de usuários.
Além disso, o Ministério Público afirma que a publicidade feita por influenciadores digitais pode contribuir para o desenvolvimento de comportamentos compulsivos relacionados às apostas esportivas.
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Publicidade de apostas durante a Copa do Mundo
Um dos episódios destacados na ação ocorreu em 3 de julho de 2026, durante uma partida entre Argentina e Cabo Verde válida pela Copa do Mundo.
Virginia Fonseca presta esclarecimentos durante depoimento à CPI das Bets no Senado Federal, em Brasília — Foto: Andressa Anholete/Agência Senado.
Segundo o MP, Virgínia publicou conteúdos nos Stories do Instagram divulgando a Blaze sem informar de forma suficientemente clara que se tratava de publicidade.
O promotor afirma ainda que a influenciadora teria recebido cerca de 30% sobre as perdas dos apostadores captados durante aquela campanha.
Essa informação integra os argumentos utilizados para justificar o pedido de responsabilização civil.
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Defesa de Virgínia e Blaze negam irregularidades
A defesa de Virgínia Fonseca informou que tomou conhecimento da ação por meio da imprensa e afirmou que todas as alegações serão respondidas nos autos do processo.
O advogado Sanderson Mafra declarou que não existem provas de atuação predatória ou de qualquer conluio entre sua cliente e a plataforma.
Segundo ele, a responsabilização civil deve ser baseada em provas concretas e não apenas na condição de pessoa pública da influenciadora.
Já a Blaze informou que atua em conformidade com a legislação brasileira que regulamenta as apostas on-line.
A empresa acrescentou que suas operações seguem princípios de jogo responsável, segurança dos usuários e respeito às normas vigentes, afirmando que apresentará esclarecimentos assim que for oficialmente notificada.
Enquanto isso, a ação civil pública segue em tramitação e caberá ao Judiciário analisar as provas apresentadas pelo Ministério Público e pelas defesas antes de decidir sobre eventual condenação.
Com informações da Agência Brasil
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