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Virginia Fonseca e Blaze enfrentam ação milionária do MP

Redação Blé NewsRedação Blé News
10 de julho de 2026 às 17:02· Atualizado em 10/07/2026 às 17:56

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MP processa Virgínia e Blaze e pede indenização de R$ 120 milhões
MP processa Virgínia e Blaze e pede indenização de R$ 120 milhõesReprodução

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Ministério Público acusa influenciadora e plataforma de apostas de explorar consumidores e pede indenização milionária por danos morais coletivos.

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) entrou com uma ação civil pública nesta quarta-feira (9) contra a influenciadora Virgínia Fonseca e a plataforma de apostas Blaze. O órgão pede que ambos sejam condenados solidariamente ao pagamento de R$ 120 milhões por danos morais coletivos, sob a acusação de promover uma publicidade considerada abusiva e de explorar a vulnerabilidade de apostadores. Segundo o MP, a divulgação das apostas teria incentivado práticas potencialmente prejudiciais aos consumidores, utilizando estratégias de marketing que transmitiam uma falsa sensação de ganhos fáceis. A defesa da influenciadora e a empresa negam irregularidades e afirmam que apresentarão seus argumentos durante o processo judicial.

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Virgínia e Blaze viram alvo de ação de R$ 120 milhões

Segundo a ação apresentada pelo Ministério Público, Virgínia Fonseca e a Blaze teriam participado de uma suposta "engenharia predatória de exploração" voltada à captação de novos apostadores.

Na avaliação do promotor Paulo Binicheski, responsável pelo caso, a estratégia de divulgação ultrapassaria os limites da publicidade comum ao estimular pessoas vulneráveis a realizar apostas sem a devida compreensão dos riscos envolvidos.

A Promotoria sustenta que o conteúdo divulgado nas redes sociais apresentava as apostas como uma oportunidade atrativa de ganhos, enquanto deixava em segundo plano as chances reais de perdas financeiras.

O pedido de indenização coletiva chega a R$ 120 milhões e deverá ser analisado pela Justiça.

"O Ministério Público pede R$ 120 milhões por danos morais coletivos contra Virgínia Fonseca e a Blaze."

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Investigação aponta estratégia de captação de apostadores

Durante as investigações, servidores do MPDFT criaram contas na plataforma para acompanhar o funcionamento do sistema de apostas.

Segundo a Promotoria, foram identificados e-mails promocionais e campanhas que prometiam vantagens aos usuários, incentivando novas apostas.

Outro dado citado na ação é o registro de aproximadamente 42 mil reclamações envolvendo a Blaze recebidas pela Promotoria de Defesa do Consumidor.

Para o órgão, esses elementos reforçam a tese de que haveria práticas comerciais potencialmente abusivas voltadas à ampliação da base de usuários.

Além disso, o Ministério Público afirma que a publicidade feita por influenciadores digitais pode contribuir para o desenvolvimento de comportamentos compulsivos relacionados às apostas esportivas.

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Publicidade de apostas durante a Copa do Mundo

Um dos episódios destacados na ação ocorreu em 3 de julho de 2026, durante uma partida entre Argentina e Cabo Verde válida pela Copa do Mundo.

Virginia Fonseca e Blaze enfrentam ação milionária do MPVirginia Fonseca presta esclarecimentos durante depoimento à CPI das Bets no Senado Federal, em Brasília — Foto: Andressa Anholete/Agência Senado.

Segundo o MP, Virgínia publicou conteúdos nos Stories do Instagram divulgando a Blaze sem informar de forma suficientemente clara que se tratava de publicidade.

O promotor afirma ainda que a influenciadora teria recebido cerca de 30% sobre as perdas dos apostadores captados durante aquela campanha.

Essa informação integra os argumentos utilizados para justificar o pedido de responsabilização civil.

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Defesa de Virgínia e Blaze negam irregularidades

A defesa de Virgínia Fonseca informou que tomou conhecimento da ação por meio da imprensa e afirmou que todas as alegações serão respondidas nos autos do processo.

O advogado Sanderson Mafra declarou que não existem provas de atuação predatória ou de qualquer conluio entre sua cliente e a plataforma.

Segundo ele, a responsabilização civil deve ser baseada em provas concretas e não apenas na condição de pessoa pública da influenciadora.

Já a Blaze informou que atua em conformidade com a legislação brasileira que regulamenta as apostas on-line.

A empresa acrescentou que suas operações seguem princípios de jogo responsável, segurança dos usuários e respeito às normas vigentes, afirmando que apresentará esclarecimentos assim que for oficialmente notificada.

Enquanto isso, a ação civil pública segue em tramitação e caberá ao Judiciário analisar as provas apresentadas pelo Ministério Público e pelas defesas antes de decidir sobre eventual condenação.

Com informações da Agência Brasil 

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