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Celulares roubados e furtados somaram 830 mil casos em 2025

Redação Blé NewsRedação Blé News
08 de agosto de 2026 às 18:00

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Celulares roubados e furtados: o que mudou em 2025
Celulares roubados e furtados: o que mudou em 2025Reprodução/Canva/Arte Equipe Blé News
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O Brasil teve 830.890 ocorrências em 2025; roubos caíram, mas furtos cresceram e já são 61% dos casos.

O Brasil registrou 830.890 roubos ou furtos de celulares em 2025, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O número representa uma queda de 9% em relação às 909.753 ocorrências contabilizadas em 2024. A redução, porém, esconde um movimento diferente entre as duas modalidades: enquanto os roubos caíram 18,6%, passando de 377.787 para 308.723 registros, os furtos cresceram 0,9%, de 477.326 para 483.561 casos. Na prática, foram aproximadamente 1.325 furtos de celulares por dia no país. A situação preocupa porque o aparelho deixou de ser apenas um meio de comunicação e passou a concentrar bancos, Pix, documentos, contatos, redes sociais e ferramentas de trabalho, fazendo com que a perda do dispositivo possa provocar prejuízos financeiros muito além do valor do equipamento.

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Os dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram uma mudança importante no perfil das ocorrências.

Em 2025, foram registrados 308.723 roubos de celulares, número 18,6% menor que o observado no ano anterior. Já os furtos chegaram a 483.561 ocorrências, alta de 0,9%.

Isso significa que, apesar da queda no total de subtrações, o furto ganhou ainda mais peso no cenário nacional.

Os furtos representam atualmente 61% das ocorrências de celulares roubados ou furtados. Nessa modalidade, a vítima muitas vezes não percebe imediatamente que o aparelho foi levado.

O problema costuma aparecer em situações nas quais o criminoso consegue retirar o telefone sem chamar atenção, especialmente em ambientes de grande circulação.

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Furtos de celulares chegam a 1.325 casos por dia

A alta de 0,9% pode parecer pequena quando observada isoladamente, mas representa uma média de aproximadamente 1.325 registros de furto de celular por dia em 2025.

O dado ajuda a dimensionar a frequência desse tipo de crime no cotidiano brasileiro.

Locais movimentados e o transporte público estão entre os ambientes em que a vítima pode ter mais dificuldade para perceber imediatamente a subtração do aparelho.

Por isso, a redução dos roubos não significa necessariamente uma diminuição uniforme do risco para quem utiliza o celular diariamente.

Celular roubado pode virar problema financeiro

A importância do telefone na rotina brasileira faz com que o prejuízo de um roubo ou furto não termine no momento em que o aparelho desaparece.

O celular atualmente reúne aplicativos bancários, carteiras digitais, Pix, documentos, contatos, calendários, redes sociais e diferentes serviços essenciais.

Para muita gente, ele também é uma ferramenta de trabalho.

Quem utiliza o telefone para receber pedidos, atender clientes, realizar pagamentos ou acessar plataformas digitais pode enfrentar uma interrupção direta da atividade profissional após perder o dispositivo.

Uma pesquisa sobre expansão de seguros inclusivos em comunidades periféricas, realizada pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e pelo Instituto Locomotiva, mostra como esse impacto pode ser pesado para famílias com orçamento apertado.

Entre os entrevistados, 60% afirmaram já ter tido o celular levado ou conhecer alguém que passou por essa situação sem conseguir comprar outro aparelho imediatamente.

Ao mesmo tempo, 53% das famílias disseram não conseguir cobrir todas as despesas básicas do mês. Outros 36% conseguem pagar as contas, mas terminam o período sem sobra, enquanto apenas 11% afirmaram encerrar o mês com algum recurso disponível.

Nesse cenário, comprar outro celular de maneira inesperada pode significar recorrer ao crédito, contrair uma dívida ou retirar dinheiro que seria destinado a necessidades como alimentação, transporte e moradia.

Para trabalhadores que dependem do aparelho para gerar renda, o prejuízo pode ser ainda maior.

Não se trata apenas do preço do telefone, mas também da possível interrupção de atividades que dependem dele.

Celular roubado também expõe dados e contas

O aparelho físico é apenas uma parte do problema.

Um celular perdido ou levado pode conter informações pessoais, documentos, aplicativos bancários, carteiras digitais, redes sociais e dados de contatos.

Dependendo das circunstâncias, criminosos podem tentar utilizar essas informações para realizar transferências, contratar empréstimos, invadir perfis ou aplicar golpes contra pessoas próximas à vítima.

O risco também aparece no comportamento da população.

Uma pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Datafolha, em março de 2026, apontou que 78,8% dos brasileiros têm medo de ter o celular roubado ou furtado.

O receio de sofrer golpes pela internet ou pelo telefone é ainda maior: chega a 83,2%.

Os números mostram que o problema é percebido não apenas como uma questão patrimonial, mas também como uma ameaça à segurança financeira e digital.

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O que fazer depois de perder o celular

A resposta precisa envolver duas frentes: segurança digital e recuperação financeira.

Depois de um roubo ou furto, é importante buscar o bloqueio do aparelho e da linha, além de proteger contas bancárias, aplicativos, redes sociais e demais acessos associados ao dispositivo.

Também é necessário avaliar o impacto financeiro causado pela necessidade de substituir o telefone e pela eventual interrupção das atividades profissionais.

Nesse contexto, algumas pessoas recorrem a seguros específicos como forma de reduzir parte dos prejuízos.

Seguro celular e seguro Pix têm coberturas diferentes

Segundo Sidemar Sprincigo, presidente da Comissão de Seguros Gerais Afinidades da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), a proteção pode envolver diferentes tipos de risco.

Quando o celular é levado, o prejuízo pode ir muito além do valor do equipamento”, afirma.

O chamado seguro celular pode incluir coberturas para roubo, furto qualificado e danos acidentais, dependendo do contrato.

Já o chamado seguro Pix pode prever situações como transferências realizadas sob coação, inclusive em circunstâncias de ameaça, roubo ou sequestro, além de determinadas modalidades de fraude eletrônica.

É importante, porém, não confundir proteção securitária com cobertura automática para qualquer golpe.

As situações cobertas, os limites de indenização e as exclusões dependem das condições estabelecidas em cada apólice.

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Como escolher um seguro para celular

Antes de contratar uma proteção, o consumidor deve analisar cuidadosamente as condições do produto.

Entre os pontos que merecem atenção estão o valor do prêmio, a franquia, os critérios utilizados para indenização, eventual depreciação do aparelho, documentos exigidos e exclusões previstas no contrato.

Também é importante verificar a diferença entre furto simples e furto qualificado, já que as duas situações podem receber tratamentos diferentes dependendo da apólice.

O valor e o tempo de uso do celular também devem entrar na conta.

Para quem utiliza o aparelho principalmente para atividades pessoais, o custo do seguro precisa ser comparado ao valor do equipamento e ao impacto de uma eventual perda.

Já para quem depende do telefone para trabalhar, estudar ou administrar um negócio, a análise pode considerar também o prejuízo provocado pela interrupção das atividades.

O seguro, porém, não impede roubos ou furtos e tampouco substitui os cuidados de segurança digital.

A proteção pode funcionar como uma camada adicional para diminuir o impacto financeiro de uma perda inesperada, principalmente em famílias que não possuem reserva suficiente para comprar imediatamente um novo aparelho.

No cenário brasileiro, os números de 2025 deixam uma mensagem clara: os celulares roubados e furtados continuam representando um problema relevante de segurança pública, mas o impacto ultrapassa a criminalidade.

O telefone concentra cada vez mais funções essenciais da vida cotidiana. Por isso, quando desaparece, pode levar junto acesso a dinheiro, documentos, contatos, trabalho e renda.

Com informações da Agência Brasil 

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