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Grupo Refit tem falência decretada pela Justiça do Rio após anos de recuperação judicial

Redação Blé NewsRedação Blé News
01 de setembro de 2026 às 09:00

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Falência do Grupo Refit é decretada pela Justiça do Rio
Falência do Grupo Refit é decretada pela Justiça do RioReprodução
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Decisão da Justiça do Rio converte recuperação judicial em falência e cita sonegação fiscal, fraudes e R$ 52 bilhões bloqueados.

A Justiça do Rio de Janeiro decretou, nesta segunda-feira (31), a falência das empresas que compõem o Grupo Refit, encerrando uma recuperação judicial que tramitava desde 2015 sem solução. A decisão foi tomada pelo juiz Arthur Ferreira, da 5ª Vara Empresarial, após pedidos apresentados pelo Estado do Rio de Janeiro e pelo Ministério Público Estadual. O magistrado apontou que operações policiais e fiscais identificaram indícios de sonegação fiscal e fraude fiscal estruturada, além de ocultação patrimonial e esvaziamento econômico das empresas. Entre as companhias atingidas estão a Gasdiesel Serviços, em Duque de Caxias; a Distribuidora S.A., em Manguinhos; a Química S/A, na Rodovia Anhanguera, em Campinas; e a Refinaria de Petróleos Manguinhos, na Avenida Brasil.

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Justiça decreta falência do Grupo Refit

A decisão converte a recuperação judicial das empresas em processo de falência. O juiz determinou uma série de medidas para iniciar os procedimentos previstos nessa nova etapa, incluindo a apresentação da relação nominal de credores e de informações ao administrador judicial.

As empresas terão prazo máximo de cinco dias para fornecer os dados determinados pela Justiça. Também foi ordenado o bloqueio de todas as contas bancárias das companhias declaradas falidas.

Além disso, o magistrado solicitou à Receita Federal as últimas declarações de imposto de renda e as declarações relacionadas às operações imobiliárias das empresas.

A falência ocorre depois de quase uma década de tramitação da recuperação judicial. O processo havia sido iniciado em 2015 e, segundo a decisão, permaneceu sem uma solução definitiva durante esse período.

O pedido de falência foi apresentado pelo Estado do Rio de Janeiro e também pelo Ministério Público Estadual, por meio do Grupo de Atuação Especializada e de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf).

R$ 52 bilhões em ativos financeiros foram bloqueados em uma operação da Polícia Federal contra empresas do grupo, segundo a decisão judicial.

O que levou à falência do Grupo Refit?

Na decisão, Arthur Ferreira citou uma série de operações policiais e ações de fiscalização que, segundo ele, ajudaram a revelar irregularidades relacionadas às empresas do grupo.

Entre os casos mencionados estão as operações Cadeia de Carbono e Carbono Oculto, realizadas pela Receita Federal, além da Operação Poço de Lobato, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Procuradoria da Fazenda Nacional.

Agentes na Receita Federal fazem operação na Refinaria de Manguinhos, no Rio, em 26 de setembro de 2025Agentes na Receita Federal fazem operação na Refinaria de Manguinhos, no Rio, em 26 de setembro de 2025 — Foto: Divulgação/Receita Federal

O magistrado também citou uma interdição administrativa realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Segundo a decisão, essas ações teriam identificado irregularidades e falsidades operacionais relacionadas às empresas da Refit e a companhias consideradas coligadas ao grupo, formalmente ou não.

O juiz afirmou que o conjunto de investigações apontaria para um modelo empresarial baseado, de acordo com sua avaliação, em práticas reiteradas de sonegação fiscal e fraude fiscal estruturada.

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Operações contra empresas do grupo

Outro episódio destacado na decisão foi a Operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal em 15 de maio de 2026.

A operação determinou a suspensão das atividades econômicas das empresas do grupo e o bloqueio de R$ 52 bilhões em ativos financeiros.

Para o juiz, a investigação teria demonstrado que o modelo de negócio atribuído à Refit e às empresas relacionadas envolvia ocultação patrimonial e esvaziamento econômico das companhias com o objetivo de evitar o pagamento de tributos.

É importante destacar que essas são as conclusões e avaliações apresentadas na decisão judicial que decretou a falência. O processo envolve acusações e investigações que devem seguir os trâmites legais próprios.

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Dívida tributária também pesou na decisão

Outro ponto central do processo envolve as dívidas tributárias mantidas pelas empresas com o Estado do Rio de Janeiro.

Segundo a decisão, as companhias vinham deixando de pagar os tributos devidos ao estado. Em determinado momento, conseguiram uma medida judicial que permitia o parcelamento da dívida.

Essa autorização, porém, acabou sendo cassada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Na avaliação apresentada pelo juiz Arthur Ferreira, a falta de pagamento dos tributos tem impacto direto sobre a arrecadação pública e, consequentemente, sobre a capacidade financeira do Estado.

A questão tributária aparece, portanto, como um dos elementos centrais da disputa que se prolongou durante a recuperação judicial.

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O que acontece agora com as empresas?

Com a conversão da recuperação judicial em falência, as empresas passam a cumprir as medidas determinadas pela Justiça para a condução do processo falimentar.

Entre as primeiras providências estão o bloqueio das contas bancárias e o levantamento detalhado dos credores.

A relação nominal dos credores deverá ser apresentada pelas empresas no prazo de cinco dias, juntamente com as informações solicitadas ao administrador judicial.

O objetivo é organizar o quadro de credores e permitir o andamento do processo de falência conforme as regras aplicáveis.

A decisão também amplia o alcance das medidas sobre o patrimônio e as informações financeiras das empresas, com a solicitação de documentos à Receita Federal.

O caso ainda deve gerar novos desdobramentos judiciais, especialmente em relação às dívidas tributárias, ao patrimônio das companhias e aos procedimentos de liquidação dos ativos.

A decisão da 5ª Vara Empresarial representa, assim, uma mudança importante no longo processo envolvendo o Grupo Refit. Depois de anos sob recuperação judicial, as empresas passam agora à condição de falidas, em um processo marcado por disputas tributárias e investigações sobre supostas irregularidades fiscais.

Com informações da Agência Brasil

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