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Cláudio Castro é alvo da segunda fase da Operação Sem Refino da Polícia Federal

Redação Blé NewsRedação Blé News
14 de agosto de 2026 às 18:24

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Ex-governador do Rio, Cláudio Castro é alvo da Operação Sem Refino
Ex-governador do Rio, Cláudio Castro é alvo da Operação Sem RefinoReprodução/TV Prefeito
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A PF cumpre 16 mandados no Rio e apura fraudes, gestão fraudulenta e temerária e outros crimes ligados ao setor de combustíveis.

O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro é um dos alvos da segunda fase da Operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (14). Ao todo, 16 mandados de busca e apreensão são cumpridos no estado do Rio de Janeiro por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação apura suspeitas de fraudes na concessão de licenças ambientais para uma refinaria, além de possíveis crimes financeiros e irregularidades no setor de combustíveis. Segundo a PF, estão no radar suspeitas de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e temerária, sonegação fiscal, evasão de divisas, manipulação de mercado e crimes contra a ordem econômica. A operação é um desdobramento da primeira fase, realizada em maio deste ano. Castro, por meio de sua defesa, nega qualquer participação em irregularidades relacionadas à Refit, antiga Refinaria de Manguinhos.

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Cláudio Castro é alvo da segunda fase da Operação Sem Refino

A nova etapa da investigação mira possíveis irregularidades relacionadas ao setor de combustíveis e envolve suspeitas que vão além da concessão de licenças ambientais.

De acordo com a Polícia Federal, os investigadores apuram a existência de um esquema que teria envolvido diferentes práticas financeiras e empresariais.

Entre os crimes sob investigação estão gestão fraudulenta e temerária, sonegação fiscal, evasão de divisas e manipulação de mercado.

A PF também apura possíveis crimes contra a ordem econômica e irregularidades na comercialização de combustíveis.

Os mandados de busca e apreensão são cumpridos no estado do Rio de Janeiro após autorização do Supremo Tribunal Federal.

O fato de uma pessoa ser alvo de uma operação policial, porém, não significa que tenha sido considerada culpada. As medidas fazem parte da etapa de investigação e servem para reunir documentos, informações e outros elementos que possam esclarecer os fatos.

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O que a Operação Sem Refino investiga

A Operação Sem Refino começou a ganhar forma na primeira fase, deflagrada pela Polícia Federal em maio deste ano.

Operação Sem Refino da Polícia FederalCláudio Castro é alvo da Operação Sem Refino. PF apura suspeitas no setor de combustíveis — Foto: Paulo Fonseca/EFE

Na ocasião, os investigadores passaram a apurar a atuação de um grupo econômico ligado ao setor de combustíveis que, segundo a investigação, teria relações com interesses envolvendo a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos.

Nesta segunda fase, o foco inclui possíveis fraudes relacionadas à obtenção de licenças ambientais para uma refinaria.

A investigação também busca esclarecer se outras práticas financeiras e comerciais podem ter feito parte do mesmo contexto.

Quais crimes estão no radar da PF?

Segundo as informações divulgadas pela PF, a apuração considera suspeitas de:

  • gestão fraudulenta e temerária;
  • sonegação fiscal;
  • evasão de divisas;
  • manipulação de mercado;
  • crimes contra a ordem econômica;
  • irregularidades na comercialização de combustíveis;
  • possíveis fraudes relacionadas a licenças ambientais.

O conjunto de suspeitas mostra que a investigação não está restrita a uma única possível irregularidade.

A partir das buscas, os investigadores podem reunir novos documentos e informações para verificar a dimensão do esquema e identificar a eventual participação de pessoas ou empresas.

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Defesa de Cláudio Castro nega irregularidades

Em nota assinada pelo advogado Carlo Luchione, a defesa de Cláudio Castro negou qualquer participação do ex-governador em irregularidades envolvendo a Refit.

A defesa também contestou a relação de um dos endereços alvo das buscas com Castro.

Segundo os advogados, o imóvel localizado em Petrópolis não teria ligação com o ex-governador há meses.

A defesa afirmou ainda que não conhece integralmente o conteúdo da denúncia nem os elementos que fundamentaram a operação.

A defesa ainda desconhece o conteúdo integral da denúncia e dos elementos que fundamentaram a operação e aguarda que os advogados tenham acesso aos autos para se manifestar de forma mais detalhada.” A nota diz ainda que todos os atos praticados por Castro durante sua gestão “seguiram critérios técnicos, jurídicos e administrativos previstos na legislação”.

Por isso, segundo a manifestação, os advogados aguardam acesso aos autos para apresentar uma posição mais detalhada sobre as suspeitas investigadas.

A defesa também sustenta que os atos praticados por Castro durante sua gestão seguiram critérios técnicos, jurídicos e administrativos previstos na legislação.

Leia também: TSE decide por 5 a 2 e mantém punição a Claudio Castro

O que acontece agora na investigação

Com o cumprimento dos 16 mandados, a expectativa é de que documentos e outros materiais apreendidos possam ajudar a Polícia Federal a avançar na apuração.

A análise desse material pode esclarecer como funcionaria a suposta estrutura investigada e quais pessoas ou empresas eventualmente tiveram participação nas irregularidades sob apuração.

Como a operação ainda está em fase investigativa, novas informações podem surgir a partir dos elementos encontrados durante as buscas.

Também é possível que a investigação avance para novas medidas judiciais, caso os investigadores encontrem indícios que justifiquem outras providências.

O caso chama atenção ainda pelo envolvimento de um ex-governador e pela abrangência das suspeitas, que passam por questões ambientais, tributárias, financeiras e pela comercialização de combustíveis.

Por enquanto, o ponto central é separar as suspeitas investigadas dos fatos que eventualmente poderão ser comprovados ao longo do processo.

A defesa de Cláudio Castro mantém a negativa de participação em irregularidades, enquanto a Polícia Federal continua reunindo elementos para esclarecer o caso.

Com informações da Agência Brasil

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