Cláudio Castro é alvo da segunda fase da Operação Sem Refino da Polícia Federal

A PF cumpre 16 mandados no Rio e apura fraudes, gestão fraudulenta e temerária e outros crimes ligados ao setor de combustíveis.
O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro é um dos alvos da segunda fase da Operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (14). Ao todo, 16 mandados de busca e apreensão são cumpridos no estado do Rio de Janeiro por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação apura suspeitas de fraudes na concessão de licenças ambientais para uma refinaria, além de possíveis crimes financeiros e irregularidades no setor de combustíveis. Segundo a PF, estão no radar suspeitas de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e temerária, sonegação fiscal, evasão de divisas, manipulação de mercado e crimes contra a ordem econômica. A operação é um desdobramento da primeira fase, realizada em maio deste ano. Castro, por meio de sua defesa, nega qualquer participação em irregularidades relacionadas à Refit, antiga Refinaria de Manguinhos.
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Cláudio Castro é alvo da segunda fase da Operação Sem Refino
A nova etapa da investigação mira possíveis irregularidades relacionadas ao setor de combustíveis e envolve suspeitas que vão além da concessão de licenças ambientais.
De acordo com a Polícia Federal, os investigadores apuram a existência de um esquema que teria envolvido diferentes práticas financeiras e empresariais.
Entre os crimes sob investigação estão gestão fraudulenta e temerária, sonegação fiscal, evasão de divisas e manipulação de mercado.
A PF também apura possíveis crimes contra a ordem econômica e irregularidades na comercialização de combustíveis.
Os mandados de busca e apreensão são cumpridos no estado do Rio de Janeiro após autorização do Supremo Tribunal Federal.
O fato de uma pessoa ser alvo de uma operação policial, porém, não significa que tenha sido considerada culpada. As medidas fazem parte da etapa de investigação e servem para reunir documentos, informações e outros elementos que possam esclarecer os fatos.
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O que a Operação Sem Refino investiga
A Operação Sem Refino começou a ganhar forma na primeira fase, deflagrada pela Polícia Federal em maio deste ano.
Cláudio Castro é alvo da Operação Sem Refino. PF apura suspeitas no setor de combustíveis — Foto: Paulo Fonseca/EFE
Na ocasião, os investigadores passaram a apurar a atuação de um grupo econômico ligado ao setor de combustíveis que, segundo a investigação, teria relações com interesses envolvendo a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos.
Nesta segunda fase, o foco inclui possíveis fraudes relacionadas à obtenção de licenças ambientais para uma refinaria.
A investigação também busca esclarecer se outras práticas financeiras e comerciais podem ter feito parte do mesmo contexto.
Quais crimes estão no radar da PF?
Segundo as informações divulgadas pela PF, a apuração considera suspeitas de:
- gestão fraudulenta e temerária;
- sonegação fiscal;
- evasão de divisas;
- manipulação de mercado;
- crimes contra a ordem econômica;
- irregularidades na comercialização de combustíveis;
- possíveis fraudes relacionadas a licenças ambientais.
O conjunto de suspeitas mostra que a investigação não está restrita a uma única possível irregularidade.
A partir das buscas, os investigadores podem reunir novos documentos e informações para verificar a dimensão do esquema e identificar a eventual participação de pessoas ou empresas.
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Defesa de Cláudio Castro nega irregularidades
Em nota assinada pelo advogado Carlo Luchione, a defesa de Cláudio Castro negou qualquer participação do ex-governador em irregularidades envolvendo a Refit.
A defesa também contestou a relação de um dos endereços alvo das buscas com Castro.
Segundo os advogados, o imóvel localizado em Petrópolis não teria ligação com o ex-governador há meses.
A defesa afirmou ainda que não conhece integralmente o conteúdo da denúncia nem os elementos que fundamentaram a operação.
| “A defesa ainda desconhece o conteúdo integral da denúncia e dos elementos que fundamentaram a operação e aguarda que os advogados tenham acesso aos autos para se manifestar de forma mais detalhada.” A nota diz ainda que todos os atos praticados por Castro durante sua gestão “seguiram critérios técnicos, jurídicos e administrativos previstos na legislação”. |
Por isso, segundo a manifestação, os advogados aguardam acesso aos autos para apresentar uma posição mais detalhada sobre as suspeitas investigadas.
A defesa também sustenta que os atos praticados por Castro durante sua gestão seguiram critérios técnicos, jurídicos e administrativos previstos na legislação.
Leia também: TSE decide por 5 a 2 e mantém punição a Claudio Castro
O que acontece agora na investigação
Com o cumprimento dos 16 mandados, a expectativa é de que documentos e outros materiais apreendidos possam ajudar a Polícia Federal a avançar na apuração.
A análise desse material pode esclarecer como funcionaria a suposta estrutura investigada e quais pessoas ou empresas eventualmente tiveram participação nas irregularidades sob apuração.
Como a operação ainda está em fase investigativa, novas informações podem surgir a partir dos elementos encontrados durante as buscas.
Também é possível que a investigação avance para novas medidas judiciais, caso os investigadores encontrem indícios que justifiquem outras providências.
O caso chama atenção ainda pelo envolvimento de um ex-governador e pela abrangência das suspeitas, que passam por questões ambientais, tributárias, financeiras e pela comercialização de combustíveis.
Por enquanto, o ponto central é separar as suspeitas investigadas dos fatos que eventualmente poderão ser comprovados ao longo do processo.
A defesa de Cláudio Castro mantém a negativa de participação em irregularidades, enquanto a Polícia Federal continua reunindo elementos para esclarecer o caso.
Com informações da Agência Brasil





