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PF investiga ataque hacker ao Defesa Civil Alerta após falso aviso atingir 30 milhões de brasileiros

Redação Blé NewsRedação Blé News
21 de junho de 2026 às 16:39

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Defesa Civil Alerta: PF investiga ataque hacker após falso alerta
Defesa Civil Alerta: PF investiga ataque hacker após falso alertaPrint Marcelo Brandão

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A Polícia Federal investiga a invasão que enviou alertas falsos para cerca de 30 milhões de pessoas. Entenda como o sistema foi comprometido e quais medidas estão sendo tomadas.

Na madrugada deste sábado (20), milhões de brasileiros foram surpreendidos por um alerta extremo emitido pelo sistema Defesa Civil Alerta. A notificação, acompanhada de um forte alarme sonoro, chegou a celulares de moradores de oito unidades da federação, incluindo o Distrito Federal, trazendo mensagens falsas com palavras como "misantropia" e referências a uma suposta "invasão alienígena". Diante da gravidade do episódio, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil acionou a Polícia Federal (PF) para investigar a autoria do ataque cibernético e suspendeu preventivamente a plataforma responsável pelos disparos até que a segurança seja totalmente restabelecida.

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A principal hipótese investigada é que hackers conseguiram acesso à plataforma nacional responsável pelo envio dos alertas de emergência.

Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), o disparo foi realizado remotamente por um usuário externo, sem qualquer vínculo com o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil.

Como medida preventiva, toda a plataforma foi retirada do ar enquanto equipes técnicas realizam auditorias para identificar vulnerabilidades e impedir novos ataques.

A Secretaria informou que o serviço será restabelecido somente quando todas as condições de segurança digital forem garantidas.

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Cerca de 30 milhões de pessoas receberam o falso alerta

As notificações foram enviadas entre 23h41 de sexta-feira e 1h23 da madrugada de sábado.

As mensagens chegaram a moradores de:

  • Belo Horizonte (MG);
  • Brasília (DF);
  • Campo Grande (MS);
  • Curitiba (PR);
  • Rio Branco (AC);
  • Rio de Janeiro (RJ);
  • Salvador (BA);
  • São Paulo (SP).

Além das capitais, municípios do interior de São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul também registraram o recebimento do alerta.

Somadas, essas localidades representam aproximadamente 30 milhões de habitantes.

Cerca de 30 milhões de brasileiros receberam notificações falsas classificadas como "alerta extremo", categoria reservada para situações de risco iminente.

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Como funciona o sistema Defesa Civil Alerta

Criado para avisar rapidamente a população sobre desastres naturais, enchentes, deslizamentos e outros eventos climáticos graves, o sistema utiliza a tecnologia Cell Broadcast.

Esse recurso envia mensagens diretamente para celulares conectados às redes 4G e 5G, sem necessidade de aplicativo, cadastro ou autorização do usuário.

Quando o alerta é classificado como "extremo", o aparelho emite uma sirene de alto volume, mesmo estando no modo silencioso.

A tecnologia foi implantada nacionalmente em 2025 para substituir gradualmente o antigo sistema baseado em SMS.

Durante a invasão foram emitidas dez notificações diferentes.

De acordo com o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, nove mensagens utilizaram o sistema Cell Broadcast e uma foi enviada pelo antigo sistema de SMS.

Além da palavra "misantropia", algumas mensagens continham expressões sem qualquer relação com situações de emergência, incluindo referências a "invasão alienígena".

Esses conteúdos provocaram preocupação entre milhares de usuários, principalmente porque chegaram acompanhados do alerta sonoro utilizado apenas em situações críticas.

Polícia Federal e Anatel investigam o caso

A investigação será conduzida pela PF em conjunto com a equipe técnica da Defesa Civil.

O objetivo é identificar se o ataque foi realizado por uma única pessoa ou por um grupo organizado especializado em invasões de sistemas públicos.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também acompanha a investigação.

Segundo a agência, as primeiras análises indicam que as mensagens não passaram pelos canais oficiais operados pela ABR Telecom, responsável pela infraestrutura técnica do sistema.

Essa informação reforça a suspeita de que a invasão ocorreu diretamente na plataforma nacional utilizada para gerar os alertas.

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Segurança digital passa a ser prioridade

O episódio levanta preocupações sobre a proteção de sistemas utilizados em serviços essenciais.

Especialistas alertam que mecanismos destinados à proteção da população precisam contar com camadas extras de autenticação, monitoramento constante e protocolos rigorosos para evitar que invasões desse tipo provoquem pânico coletivo.

Enquanto a investigação avança, a Defesa Civil garante que trabalha para restabelecer o serviço o mais rapidamente possível, mas somente após assegurar que novas tentativas de invasão sejam bloqueadas.

A expectativa é que o resultado das investigações da PF esclareça como os criminosos conseguiram acessar o sistema e quais medidas serão adotadas para reforçar a segurança da plataforma.

Com informações da Agência Brasil 

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