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Xirê na Paulista 2026 leva justiça ancestral à Avenida Paulista

Alexandro OliverAlexandro Oliver
04 de julho de 2026 às 22:22

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Xirê na Paulista 2026 reúne cultura, ancestralidade e luta contra o racismo religioso
Xirê na Paulista 2026 reúne cultura, ancestralidade e luta contra o racismo religiosoOkàn Mimo Fotografia de terreiro

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Em sua 4ª edição o Xirê na Paulista vai ocupar o vão livre do MASP neste domingo (5) com o tema "Xangô e os Obás: a justiça se faz em roda". A manifestação cultural e antirracista reúne povos de terreiro e a juventude para fortalecer a luta contra o racismo religioso, promover a valorização da ancestralidade e incentivar a organização política das comunidades de matriz africana.

O Xirê na Paulista 2026 acontece neste domingo (5), a partir das 11h, no vão livre do MASP, na Avenida Paulista, em São Paulo. Em sua quarta edição, o movimento reúne comunidades tradicionais de matriz africana, lideranças religiosas, artistas e juventude de terreiro em uma grande manifestação cultural, política e antirracista. Com o tema "Xangô e os Obás: a justiça se faz em roda", o evento busca fortalecer a identidade dos povos de terreiro, combater o racismo religioso e ampliar o debate sobre direitos, representatividade e participação política em um ano eleitoral. A programação inclui cortejo, apresentações musicais, xirê, afoxé, samba e atividades culturais abertas ao público.

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Xirê na Paulista 2026 leva justiça ancestral à Avenida Paulista

Xirê na Paulista 2026 reforça a luta contra o racismo religioso

Mais do que uma celebração da cultura afro-brasileira, o Xirê na Paulista tornou-se um importante espaço de mobilização social e política das comunidades tradicionais de matriz africana.

Realizado em um dos principais cartões-postais do país, o encontro ocupa o espaço público para reafirmar que os terreiros são produtores de cultura, conhecimento, espiritualidade e organização coletiva.

A proposta também fortalece o protagonismo da juventude de terreiro, que vem assumindo papel cada vez mais ativo na organização do movimento e na defesa da liberdade religiosa.

Segundo a diretora e fundadora do projeto, Ekeji Geovana de Yemojá, o tema escolhido para esta edição dialoga diretamente com o cenário político brasileiro.

"Trazer Xangô e os Obás em um ano eleitoral é fundamental para que os povos de terreiro se reconheçam como a potência que realmente são." — Ekeji Geovana de Yemojá

Ela destaca que Xangô representa a justiça, o equilíbrio e a responsabilidade coletiva, valores considerados essenciais para o momento vivido pelo país.

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O significado do tema "Xangô e os Obás"

A escolha do tema "Xangô e os Obás: a justiça se faz em roda" simboliza a importância da união entre as comunidades tradicionais.

Na tradição iorubá, Xangô é conhecido como o Orixá da justiça, do equilíbrio e das decisões. Já os Obás representam lideranças que auxiliam na construção coletiva e na manutenção da ordem.

Para os organizadores, a mensagem central é estimular consciência política sem abrir mão da ancestralidade.

A justiça construída em roda representa o diálogo, a coletividade e o fortalecimento da comunidade.

Além disso, o movimento chama atenção para o enfrentamento ao racismo religioso, que ainda faz parte da realidade vivida por milhares de brasileiros.

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Juventude de terreiro fortalece o movimento

Uma das marcas desta edição é a forte presença da juventude de terreiro na organização do evento.

Xirê na Paulista 2026 leva justiça ancestral à Avenida PaulistaEkeji Geovana de Yemojá na 3ª Edição do Xirê na Paulista 2025 com o tema "Racismo Ambiental e Justiça Climática" — Foto: Okàn Mimo Fotografia de terreiro

Nos últimos anos, jovens lideranças têm participado diretamente da construção das atividades, ampliando o diálogo entre tradição, cultura, educação e participação social.

Segundo os organizadores, esse protagonismo garante que as novas gerações mantenham vivas as tradições de matriz africana enquanto constroem novos caminhos de resistência.

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Programação reúne cultura, música e ancestralidade

O público poderá acompanhar diversas manifestações culturais ao longo da programação.

📌 A concentração acontece às 10h na estação Consolação.

Às 11h tem início o cortejo até o vão livre do MASP.

Entre as atrações estão:

  • Cortejo dos Obás;
  • Bloco Ilú Ara;
  • Afoxé Ilê Omó Dadá;
  • Xirê com cânticos sagrados;
  • Orquestra Juventude Xirê;
  • Samba Orun Ayê.

O encerramento está previsto para as 15h.

A edição de 2026 acontece novamente em parceria com a Ocupação Cultural Jeholu e conta com apoio institucional da Fundação Tide Setubal.

Um movimento que cresce a cada edição

Desde sua criação em 2023, o Xirê na Paulista vem ampliando sua participação popular e consolidando-se como um dos principais atos públicos de valorização das religiões de matriz africana em São Paulo.

O evento reúne praticantes do candomblé, umbanda, quimbanda e outras tradições afro-brasileiras, além de pesquisadores, artistas, movimentos sociais e apoiadores da liberdade religiosa.

Mais do que um encontro cultural, o movimento busca construir consciência coletiva sobre a importância do combate ao preconceito, da valorização da ancestralidade e da defesa dos direitos das comunidades tradicionais.

Ao ocupar a Avenida Paulista, símbolo da diversidade e das manifestações populares brasileiras, o Xirê reafirma que os povos de terreiro seguem organizados, fortalecidos e comprometidos com uma sociedade mais justa, plural e respeitosa.

"A justiça se faz em roda e é importante nos unir através do sangue ancestral que corre em nossas veias."

— Ekeji Geovana de Yemojá

O Xirê na Paulista é coordenado por um conselho diretivo formado por Geovana Fagundes, Bruno Uchôa, Fabiana Rodrigues, Felipe Brito, Alexandra Adú e Cristiane Natachi, responsáveis pela organização e construção coletiva da iniciativa.

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